Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

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Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por Admin em Sex Nov 17, 2017 12:11 am

Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música
 
 

Carta para o Caern Bálsamo de Gaia, na Rússia:

Senhor Mordecai,
 
As velhas histórias que meu falecido marido contou a seu respeito assombram a minha mente com tamanho heroísmo, alguns feitos são tão inacreditáveis que às vezes penso se meu querido Ariosto não aumentou um fato ou dois. Me pergunto: Será verdade que um único filho de nossa amada Gaia, mesmo sendo este um Lendário, fora capaz de dizimar um principado de cainitas em uma cidade inteira? E seria este mesmo filho abençoado capaz de livrar um dos mais importantes caerns da Rússia de uma praga de malditos que quase o levou a destruição? Sou uma simples parente, meu caro senhor, mas suas histórias me muito me impressionam... Bem, minha intenção com esta carta não é adulá-lo como uma fã de seu trabalho (Embora eu o seja). Apenas me lembrei de que nos detalhes de todas as histórias contadas a seu respeito, meu amado esposo esteve lá ao seu lado, apoiando-lhe no pior dos casos na qualidade de um verdadeiro amigo, segundo ele. Ariosto disse-me até mesmo que salvou-lhe a vida certa vez, e que o senhor disse olhando em seus olhos que tinha uma dívida com ele. Ah, meu amado, Ariosto... Era orgulhoso demais para cobrar uma dívida assim, tudo que ele quis a vida inteira foi a sua amizade, e nada fazia mais feliz do que convencer aos outros de que era vosso amigo. Queria eu poder manter esse desejo de nunca lhe cobrar tal favor, mas em minha posição de mãe, vejo-me forçada a descer a este nível.
Como bem deve saber, meu marido e eu tivemos uma única filha chamada Helena. É uma moça fantástica e talentosa. Ela herdou o sangue sagrado como meu marido, e não faz muito tempo que passou pelo seu ritual de iniciação. Mas com a benção do sangue, surgiu também a maldição que levou meu marido de mim. Os terríveis Dançarinos da Espiral Negra fizeram de nosso castelo o seu alvo, e ataques constantes são feitos diariamente. Os Fianna nos protegiam até pouco tempo, mas sofreram baixas que agora colocam sua seita em risco e já não podem mais enviar seus guerreiros para defender nossos muros. Ninguém mais na Escócia atenderá aos nossos chamados e nem nos receberá em seu cerne. É perigoso demais para eles, é o mesmo que sacrificar seus locais sagrados... Por isso, meu senhor, eu lhe imploro: Leve a nossa filha. Venha até a Escócia e a leve em segurança para debaixo de sua vista. O senhor, que é um dos mais poderosos ainda vivos, é mais do que suficiente para espantar estes insanos Dançarinos e manter Helena segura até que possa defender a si mesma. Faça isso, senhor Mordecai, pelo pedido de uma mãe desesperada, pela amizade que meu marido sempre lhe dedicou e em nome do último sopro de vida de uma tribo que todos achavam perdidas.
 
Com toda a minha estima, Senhora Yves.


 
 
 

Carta para o Castelo Yves, na Escócia:

Minha cara senhora Yves,
 
É com muita veemência que confirmo todas as histórias que meu amigo Ariosto lhe contou, não a respeito de meu heroísmo, mas sim a força de nossa amizade. Não me considero um corajoso por todas as coisas que fiz, mas sim um privilegiado por ter encontrado irmãos tão valorosos para estarem ao meu lado em todos estes momentos. Espero que seja um motivo de orgulho para a senhora saber que em todos deles, Ariosto marchou às minhas costas. E para honrar uma amizade como esta, lhe digo prontamente que sua filha será resgatada da ameaça dos Dançarinos da Espiral Negra. Garanto-lhe que dentro de dois ou três dias, uma matilha baterá à sua porta enviada por mim, mas por favor, peço que não pense que a juventude que eles irão lhe aparentar a engane sobre a capacidade deles.
                Tal matilha é liderada por ninguém menos do que Presas de Sangue, um lua cheia que sozinho foi capaz de proteger o coração deste mesmo caern até o dia em que eu livrei o território de seu pai dos malditos que o tomaram. Também entre eles está Rowena Travinon, uma Galliard que herdou a poderosa arma de um ancião da Cria de Fenris que também era meu amigo. E para completar o grupo há Lua-Sangrenta, um jovem Theurge que mesmo ainda filhote, sobreviveu bravamente aos ataques dos malditos que assolavam estas terras.
                Tenha fé, minha cara, a ajuda não tardará a chegar...
 
                Sempre seu, Yuri Mordecai.


 
 
O terrível Avô Trovão castigava as highlands escocesas com um verdadeiro enxame de trovões naquela noite. E para assomar a sua fúria, uma chuva pesada castigava os frágeis corpos da matilha, que subia a extensa escadaria do castelo Yves. Tal castelo, durante a noite tenebrosa, parecia mais uma fortaleza sobre um gigantesco pico de difícil acesso. Carvalhos cerrados cercavam uma pequena trilha até a ponte, e a partir de então, os jovens garou não tinha mais do que perigosos penhascos os flanqueando.
                A escadaria os levou as portas duplas e medievais do castelo, e ao tocar um interfone que contrastava com a construção, os jovens foram logo atendidos por uma voz feminina e muito antiga. As portas se abriram sem que ninguém as tocasse, e no interior iluminado, uma velha com cabelos de prata e hábito negro os espera do lado de dentro.
 
- Olá, vocês devem ser os enviados do senhor Mordecai. Eu sou Gretel Mcintyre, governanta deste lugar. Acompanhem-me. Miss Yves os espera. – Ela diz em um inglês arcaico.
 
Gretel simplesmente dá as costas, esperando que a matilha lhe acompanhe ao interior daquele lugar feito de robustas paredes de pedra. O ambiente ali dentro era agradável, aquecido, a antítese da tempestade que ocorria lá fora. No corredor seguinte, empregados indiferentes estendiam toalhas de lã macia para que os convidados se secassem. E aceitando ou não, Gretel continua a conduzi-los por meia dúzia de corredores que mais parecem um labirinto, embora a mulher pareça saber exatamente por onde está andando.
 
No salão de jantar, a jovem Helena esperava de pé pela chegada de seus convidados. Não fazia muitos dias que ela havia enterrado sua mãe, a senhora Yves, e certa tristeza ainda borrava a beleza de seu rosto. Para animar-se um pouco e não parecer uma má anfitriã, ela caminha até a vitrola e põe a agulha sobre o disco favorito de seu pai. Frederic Chopin – Spring Waltz.


https://www.youtube.com/watch?v=EFJ7kDva7JE
 
- Miss Yves, gostaria de informar que seus convidados chegaram. – Diz a governanta de repente, pegando-a de surpresa.
 
Quando Helena olha para trás, vê a velha mulher caminhando à frente, e logo atrás uma garota loira com quase a mesma idade que a sua, acompanhada de dois indivíduos que mais pareciam homens das cavernas cobertos por pesados sobretudos. A governanta se retira, deixando a sós naquele salão, Helena, Rowena, Presas de Sangue e Lua-Sangrenta...
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por art015 em Sex Nov 17, 2017 4:35 pm

Sobre nossas cabeças o céu derrama suas águas, e despeja sua fúria irrompendo pelo ar acompanhado de trovões que esmagam nossos tímpanos com o vigor da fúria dos ancestrais quando os verões eram mais verdes e do uivo , o uivo, sim sim sim o uivo dos ventos soprando, cortando as montanhas, correndo em segundos o que leva dias e horas a pé para percorrer sem temer os cantos escuros, sem se preocupar em  se perder ou de ser aprisionado, que segredos trazes das terras distantes ventos? Do que corres? Pois não corres de medo e nem se prendes aos lugares, nem os peregrinos silenciosos conseguem tal liberdade pois mesmo eles precisam escolher um lugar para e deixar sua carne morrer, mas tu não treme perante a fúria dos céus nem dos relâmpagos e as leva para outros lugares e trazes para cá, tu tem motivo para estar aqui, sim, não, talvez? Nos temos, ao menos o que julgamos, mas cartas dizem mais entre as linhas, e escondem muito mais do que as poucas palavras que escaparam para o papel, infelizmente nossas mentes não são como os ventos, elas não correm desenfreadas sem medo de se perder, de serem confinadas, elas trazem tempestades sob nossas cabeças, mas não as levam embora, não, não sem muita concentração, concentração, e sem elas, não somos nada apenas livres das preocupações e culpas que inventamos, para uma existência melhor, mas não livre dos medos, racionais ou não... Ou não... ah beleza da incerteza...



Chegamos no lugar, servos nos oferecem toalhas, ao menos para min um lembrete para não chacoalha-me para me secar, força do habito, sim a casaca humana, assim como as grossas paredes desse castelo mantem a violência da chuva e a ira dos trovões la fora, essa pele delicada mantem minha forma tempestuosa aos olhos dos outros, agradeço a gentileza com um aceno de cabeça, a gentil senhora nos acompanha até as entranhas do lugar, sotaque engraçado o dela.



Uma musica ecoa pelo lugar, estávamos na presença da Senhoria Helena, Senhorita Rowena, Presas de sangue e eu, que cruzo os braços e olho para o lugar com inquietude, e espero, afinal o alfa fala primeiro, isso se os espíritos não quebrarem o silencio, algo que o vento não consegue aqui...



Off: Observar a conversa, se me cumprimentar, eu retorno com um aceno de cabeça.

Depois de todos me apresento dizendo meu nome;


-Lua-sangrenta.


E volto a ficar quieto de braços cruzados, olhando para os lados e prestando a atenção na conversa.
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por Rowena em Dom Nov 19, 2017 10:22 am

A ordem do líder era simples, ir até a Escócia salvar a princesa em seu castelo, exceto que um bando de dançarinos estava envolvido. Não deviam ser fracos já que eles amedrontaram os fiannas dentro das suas próprias terras.
 
“Se eles souberem alguma informação sobre Astian já vai valer a pena”
 
Uma chuva dos diabos cai enquanto a gente vai até o castelo. Pela aparência do lugar parecia até que a gente estava indo visitar o Drácula. Somos então recebidos na porta por uma governanta e quando toalhas são oferecidas eu aceito me secando td.
 
“Será que esses empregados sabem quem nós somos?”
 
Sigo a governanta junto com o grupo até um salão onde a gente encontra a “princesa”. Eu podia fazer uma boa apresentação sendo uma galiard mas as posições no grupo ainda não foram definidas. Espero o líder se apresentar e depois me apresento.
 
- Sou Rowena Travinon, Cria de Fenris, Galiard.
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por Tony.Presas em Seg Nov 20, 2017 3:55 pm

Havia sido convocado e me passada uma missão... A principio não gostava, mas o Lider do Caern havia emitido a ordem e me informado da importancia da missão...

Convoco a matilha... Ao ve-los se aproximando, sinto a furia crescer no peito... O Falcão havia nos escolhido... Mas olhava o filhote desgarrado... Nascido Garra... Tornado Presas... E uma garou que insistia em caminha com duas patas... Seguiamos pelos terrenos até avistarmos a construção humana... A partir daquele momento havia tido que assumir a hedionda forma dos macacos... Ainda era problematico para mim caminhar naquela forma, mas logo chegamos as portas da construção... Ao batermos uma femea velha nos recebe e nos mostra o caminho... Assim que estamos sozinho, volto a minha forma Lupina e caminho a frente, mantinha os olhos fixos na femea... Me coloco ao centro do local e deixando meu corpo se expandir mais demonstro em toda minha capacidade a herança 

Em minha forma Lupina me apresento, na lingua dos verdadeiros lobos...

Presa de Sangue, nascido sob toda a luz de Luna, filho de Sombra Vermelha, descendente de Uivo de Gaia, Caçador de Macacos e Garras de Luna!

Olharia então para cada um dos meus companheiros de matilha informando que se apresentassem de forma digna, por mais indignos que fossem...
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por DragonHearth em Seg Nov 20, 2017 4:17 pm

Esses dias eram difíceis, até mesmo Vô trovão estava chorando a lamentando a perda de minha mãe, eu era a ultima da tribo. Apertava o medalhão de medalhão de minha mãe que agora eu carregava como herança, em meio ao castelo que outrora fora cheio de vida deixo Chopin preencher o vazio.

Se fosse a algum tempo eu estaria em lágrimas, mas agora eu sentia em meu peito a fúria de um leão, em meu coração habitava o Grande Leão Branco e ela mais do que ninguém me dava força pra continuar, mas estava chegando o momento final, os Fianna haviam se retirado, minha tribo esquecida, porém eles não tinham ideia de que um Leão acuado poderia fazer.

Ouço uma das poucas empregadas que restaram adentrar na sala, atrás dela estavam os reforços que o Senhor Mordecai havia prometido, eu entendia que seriam jovens, entendia também que era uma forma dele pagar a divida sem se expor muito, mas era exatamente o que queria, jovens. Os anciões que me desculpem, mas a juventude e essa força que vinham deles, era mais precioso, não estavam envolvidos em guerras tribais, apenas em viver e crescer então essa era a vontade que eu queria.

Vejo que eles se aproximam e a única mulher se apresenta, faço uma saudação cortes, saúdo o lider da matilha em linguagem lupina respeitando sua hierarquia e preferencia, não estava eu aqui para criar conflitos.

_Sou Helena Yves, Uivador Branco, Philodox , por favor sintam-se a vontade. Peço que me perdoem por não estar em melhores condições para recebe-los, creio que são a ajuda que o Senhor Mordecai prometeu a minha mãe, infelizmente ela não está mais entre nós, esse castelo por seculos tem sido atacado por dançarinos e a seis dias atrás na ultima investida deles, ela foi morta. Os Fiannas que outrora mandavam na região recuaram, os Dançarinos estão cada vez mais ousados e em maior numero, creio eu existir um ninho deles por perto, mas não consegui confirmar. Não sei se sabem todos os detalhes, mas aqui é um local de perigo beirando ao suicídio.

Para e penso um pouco enquanto respiro:

_ Na verdade eu não penso em correr ou mesmo continuar a me defender semana após semana.
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por Admin em Qua Nov 22, 2017 12:25 am

Quando a governanta se retira e restam apenas os Garou naquele suntuoso salão, Presas-de-Sangue sente-se a vontade para retornar a sua forma natural. Seu corpo tomba para frente, e ele está de volta às quatro patas, os pêlos em abundância livrando-lhe do frio desconfortável que sentia na horrível pele de macaco. E assim que o faz, seus sentidos mais apurados logo captam algo que ele não sabe interpretar como corriqueiro ou não. A porta da frente é mais uma vez aberta, e a mulher que os recebeu parece conversar com mais alguém.
 
 
Lua-Sangrenta, embora fosse um lupino, prefere permanecer em sua forma hominídea. Ainda que bem recebido, o Presa de Prata cruza seus braços e olha para todos os cantos daquele salão, percebendo haver corredores por todos os lados, janelas altas expondo a tempestade lá fora como quadros e mobília de maravilhoso acabamento. Quando o lupino percebe que seu alfa terminou a saudação, ele se apresenta com um leve aceno de cabeça e ao fazê-lo, seus olhos de Theurge notam algo que só um olhar muito atento sobre a garota perceberia: A presença do decaído Leão Branco cercava o corpo dela como uma aura.
 
 
Rowena acompanhara a sua matilha até aquele castelo não com a intenção de agradar a seita ao cumprir com seu dever, mas de talvez encontrar-se com os Dançarinos da Espiral Negra dos relatos e poder arrancar dos traidores alguma informação sobre o paradeiro de seu irmão. Distraída com este pensamento, ela é a última a se apresentar, e enquanto o faz, consegue notar pelas sólidas paredes algumas marcas espaçadas de garras tão grandes que somente um tipo de criatura poderia tê-las feito. Parece que muitas batalhas foram travadas naquele lugar ao longo dos tempos.
 
 
Ao ouvir os nomes daqueles que vieram em seu resgate, Helena tenta esconder um pouco da tristeza que se abateu sobre ela após a perda recente da mãe. Bancando a boa anfitrião, ela conta para aqueles Garou em poucas palavras o que estava acontecendo, quando o retorno da governanta atrapalha a conversa que tinha com eles. Não era normal que ela aparecesse sem ser convocada, mas Helena logo pode sentir que havia algo de estranho no ar ao ver que a mulher chorava de maneira contida enquanto uma das mãos massageava uma das faces enrugadas marcada por um hematoma muito recente.
 
- Senhora, permita-me anunciar uma visita de última hora... – Ela choraminga, olhando na direção do corredor de onde acabara de sair.
 
Eis que uma figura em preto surge, usando um longo sobretudo negro que ia até o chão e uma cartola de cano alto no topo da cabeça. Seu andar era coxo, e ele precisava do auxílio de uma bengala para caminhar. No rosto fantasmagoricamente pálido, ele trazia um sorriso medonho que não parecia fruto de uma expressão, mas algo em que sua face estava eternamente presa. Seus dentes grandes como teclas de um piano pareciam superar o número normal da dentição humana.
 
- Silêncio, criada. Eu mesmo me apresentarei. – Diz este homem sem desfazer seu sorriso, empurrando a governanta para o lado enquanto se aproxima. – Meu nome é Conde Anatole, e trago-lhes uma mensagem do meu senhor Doma-Feras.  
 
Enquanto ouvem esta estranha figura, o som retumbante e sombrio de tambores preenche o ar, superando o barulho da violenta tempestade. Bum! Bum! Bum! E junto a estes verdadeiros estrondos, uivos começam a surgir lá fora, esganiçados, cavernosos, loucos...
 
- Doma-Feras deseja que a última Uivador Branco entregue-se a ele até a meia-noite. Ele também pede para que não haja preocupação de nenhuma parte. Diferente dos pais, a moça não será morta, muito pelo contrário. Parece que sua beleza conquistou a afeição do meu senhor, e agora ele possui a intenção de fazer dela a primeira dama de sua colméia. – Sorri aquela figura, passando sua língua pilosa de maneira nojenta pelos lábios enquanto olhava para Helena de maneira vulgar.
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por art015 em Qui Nov 23, 2017 1:07 pm

Palavras cruzaram uma grande distancia, como os ventos, para nos convocar para o importante dever e como o vento, como as palavras nós cruzamos uma longa distancia até aqui, uma poderosa e antiga construção, esse lugar ja sobreviveu a mais lutas que se pode contar, muitas delas devem ter corrido por ai, talvez até nossos ouvidos apesar de não estarmos conectando o nomes aos locais, de qualquer forma, a gloria desse lugar não está mais como antes, julgamento prévio meu, sim sim, tudo que posso fazer, esse lugar pode não impor como antes mas a presença dos antigos é forte a sim deve, ou não, quem sou para saber, tudo que posso é procurar, descobrir ou estimar, o Leão branco joga sua luz sobre a senhorita Helena, suas bençãos não devem ter esquecido cada um que morreu por esse lugar, por esse sangue, antes uivadores brancos, antes gloriosos, mas a sede e o desejo sem controle pela chance de poder, de não temer e enfrentar a wyrm de frente os guiou a passos largos ao abismo e os trouxe de volta carregados pelos ventos da própria loucura, ventos aos quais o Avô trovão não faz diferença pois não importa quão terrível seja sua fúria sua tempestade aqui fora, lá, atras do pelo verde bilioso que cobre suas peles, lá o caos de sua mente os retorce e os tortura, apenas fizeram o caminho que todos fazem, queriam mais ou se sentiram fortes o bastante, eles só não souberam parar, não, não, não souberam e nem se apontarmos armas e nossos melhores guerreiros, isso também não os pararia de vir para este lugar, nesse ritmo, assim como os ventos erodem montanhas, assim como os ventos da loucura erodem mente e alma, assim como eles erodiram o sangue dos uivadores brancos, eles aos poucos erodem esse lugar.



Devidas apresentações feitas, menos estranhos eramos uns aos outros, a humilde senhora cruza a porta com voz embargada e mão do lado do rosto, anunciando mais uma presença, indesejada alem de inesperada, mas antes que ela termina, rudemente alguém a empurra, e logo o causador surge, indicificando-se como mensageiro de Doma-feras, escuto suas palavras e sinto seu ar mórbido, acompanhado dos uivos de fúria e tambores que rugem alto, mais alto que os ventos e relâmpagos, não. não



Levemente pendendo a cabeça para esquerda e erguendo um dedo no ar, começo a falar;





-Estão ouvindo!? Estão sim estão, claro que estão, assim como soberba de muitos no passado que os levou a ruína, eles acham que podem erguer seus uivos e seus tambores contra este lugar, assim como acreditaram que poderiam ir contra um inimigo maior que ele, estão ouvindo!?



Agora num ritmo um pouco mais alto;





-Sim, sim eles uivam alto, a plenos pulmões e ao som de tambores expressão os ventos da loucura, acham que podem ir tão rápido e uivar tão alto quanto os ventos? acham que seus tambores rugem tão alto quanto a fúria do avô trovão!?



Agora claramente num tom mais alto em direção a todos os lugares;






-AAHA RAIOS E TROVÕES!!! ELES ACHAM QUE PODEM!!! SIM ACHAM QUE PODEM, ELES ACHAM QUE SOMOS COMO ELES, ESQUECEM SOBRE NÓS GAIA JOGA SEU OLHAR, ELES ESQUECEM SIM SIM SIM ELES ESQUECEM GRANDE É O SEU NUMERO E SUA FÚRIA!!!



Revirando os olhos, encarando o mensageiro;



-MAS INFINITA E INEXORÁVEL SERÁ A IRA DE GAIA SOBRE VOCÊS, pois sobre nós não sopra os ventos imundos da soberba que os levaram a ruína e não é o som dos tambores da loucura que anunciaram nossa chegada, é ao uivo dos ventos e ao som da fúria do avô trovão que chegamos aqui, agora, o que devemos fazer com o primeiros que entrou e nos desafiou, desafiou este lugar em nossa presença e desafiou o sangue dos antigos?



Agora num tom mais calmo;




-Não percamos tempo com isto que enviaram, mas se ele continuar, não teremos problema em erguer sua cabeça a frente da porta ou pela janela joga-la.



Pergunto, o que devemos fazer, seria loucura, sim loucura ir lá fora, mas entrar aqui só não foi nada esperto para essa criatura...



Off: Colocar esse atrevido pra correr de lá.
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por Tony.Presas em Sex Nov 24, 2017 9:48 pm

Assim que assumo minha forma Lupina, ouço outro macaco chegar a construção humana...

Malditos macacos... Só andam em bandos...

Ouço as palavras daquela a que viemos resgatar... Reconhecia a sua herança ancestral... Mas eles falharam e caíram...

Todos se apresentam... E então a porta se abre... Esponho os dentes a presença novamente da humana... Mas um homem vem com ela...

A sua figura é disforme... Repulsante até mesmo entre os macacos... Viro meu corpo em sua direção e avanço um passo... Assim que ele entra... Ouço do lado de fora o som feito pelos macacos para anunciar uma batalha... E junto com isso... Os uivos dos Caídos... Eriço meus pelos... Deixo minhas presas se exporem ainda mais...

Ele fala se apresentando... Iria avançar para frente e iria uivar em resposta a sua afronta em nós ameaçar...

Iria uivar com toda a minha fúria para fazer as paredes tremerem e fazer os nossos companheiros saberem que iríamos sangrar... Mas iríamos lutar!


Com esse uivo permitiria que todos avançassem... Iria saltar contra o macaco rasgando seu pescoço com meus dentes...
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por Rowena em Dom Nov 26, 2017 10:44 am

Marcas de garras pelas paredes. Esse lugar andou tendo visitas indesejadas ultimamente. Incrível eles terem sobrevivido aqui por tanto tempo só com a ajuda dos fianna.
 
“Melhor tirarmos a princesa desse lugar logo”
 
Mas nem bem eu chego essa conclusão e mais uma visita indesejada aparece justo naquela noite. Ele ignora a nossa presença ali e dá uma mensagem pra lá de maluca pra Helena. Começo a rir baixinho enquanto meus irmãos de matilha ficam alvoroçados.
 
“Fiz as minhas unhas agora, não vou sujar minhas mãos com o sangue desse merda.”
 
- Presas de Sangue acabe com ele se quiser, mas deixa o babaca vivo pra falar. Tenho umas perguntinhas pra ele.
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por DragonHearth em Qui Dez 07, 2017 6:34 pm

Meus salvadores estavam aqui, enquanto eu iria dar mais detalhes a presença de Anatole interrompia o diálogo que se iniciava, tentei não demonstrar incomodo, a majestade e imponência de um leão estavam comigo;

_Pode ir- digo para a criada enquanto volto-me para o invador - Nobre Conde Anatole, - digo com calma - por favor não seja tão agressivo em suas palavras, está interrompendo uma reunião de amigos, hoje é feito seis dias desde a morte de minha mãe, então peço um pouco mais de respeito.

Olhava para cada um da matilha com firmeza, sabia o que cada um pensava e o que queriam fazer, mas não agora.  

_Estou em um momento delicado, mas decidi pensar no que o Doma-feras propor, porém peço um dia a mais para concretizar a cerimônia do enterro. Sete luas de luto. Quero também que os empregados do castelo não sejam feridos. Claro que você em toda sua importância para ele vai levar o recado de bom grado.

Era amável com essa resposta, claro que estava ganhando tempo e tentando salvar os empregados afinal prometi pensar, não aceitar.

Virando-me para a matilha transformo-me deixando um olhar felino aparecer, era como se tivesse dado uma ordem de podem arrancar a cabeça dele.
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por Admin em Qui Dez 07, 2017 11:14 pm

A fúria de Helena lhe sobe até a garganta na presença do invasor, mas os seus bons modos falam mais altos, e ela demonstra certa cordialidade até mesmo com o agente da Wyrm. Quando recebe a permissão de sair, a empregada literalmente foge para um dos corredores em desespero. Assim, a dona do castelo sente-se livre para falar com Conde Anatole, e habilmente blefar uma possível aceitação ao plano de Doma-Feras.
 
Assim que aquele mensageiro chega ao salão do castelo, os pelos de Presas-de-Sangue se ouriçam. Não era preciso farejar a fundo para saber que aquele visitante era um agente da Wyrm. Os rosnados crescem em seu peito, fazendo seu corpo se agitar. Em meio a isso, a Uivadora Branca entoa uma conversa que no começo parece suspeita, mas que no fim, com o olhar assassino e a transformação repentina dela soa como uma permissão para matar em seu território. E é exatamente isso o que o Garra Vermelha faz!
 
Achando graça da audácia daquele mensageiro, Rowena prefere ignorá-lo apesar de ser um agente da Wyrm. Não sujaria suas mãos com alguém tão baixo, e sabia que algum de seus companheiros de matilha faria tal trabalho. Rindo baixinho, ela vê quando seu alfa uivar furiosamente e saltar na direção do mensageiro. O homem nada podia contra o poderoso garou, é claro, mas enquanto Presas-de-Sangue lhe rasgava o pescoço, ele não demonstrava qualquer reação, a não ser um riso desvairado e repentino:
 
- Que a minha alma seja recebida de braços abertos em Malfeas, e o meu espírito convertido em uma forma capaz de rasgar as entranhas da Puta Gaia. In nomine de Vermis! – Conde Anatole brada até seu pescoço é devidamente rasgado, e seu sangue se espalha pelo carpete do salão.
 
Lua-Sangrenta se mostra furioso com a soberba de seus inimigos. Doma-Feras poderia ter uma colméia inteira de Dançarinos da Espiral Negra ao seu lado, mas a matilha tinha a ira de Gaia a seu favor, e falando em nome da Mãe, o Theurge tenta avivar a força ancestral no espírito de seus companheiros, porém, após o seu discurso, seus olhos captam a presença disfarçada de duas sombras naquele salão, que ao serem percebidas, fogem rápidas como vultos pelo corredor de onde o Conde Anatole havia surgido.
 
Logo em seguida, os tambores se tornam mais intensos, e os uivos inimigos ainda mais desvairados, chegando a abafar os furiosos trovões. Eles sabiam qual era a resposta da matilha. E a retaliação não tardou a chegar. Os gritos dos empregados começam a ser ouvidos, assim como inúmeros sons de vidro se quebrando. A certeza de que o castelo fora sitiado passa pela mente dos quatro, e mais rápido do que eles podem reagir, o caos se aproxima do salão na horrenda forma de uma matilha de quatro cães-fomori, grandes como hispos, furiosos como demônios. Os quatro cães se aproximam cercando o grupo, rosnando guturalmente e salivando uma substância tóxica esverdeada. Parece que Doma-Feras resolveu soltar seus bichinhos...


Cães-Fomori:


 
 
Iniciativa:
 
1° Lua-Sangrenta: Raciocínio 2 + Prontidão 3 + 1D (10) = 15
2° Presa-de-Sangue: Raciocínio 2 + Prontidão 3 + 1D (5) = 10
2° Rowena: Raciocínio 2 + Prontidão 2 + 1D (6) = 10
3° Helena: Raciocínio 2 + Prontidão 1 + 1D (6) = 9
3° Cães-Fomori: Raciocínio + Prontidão + 1D = 9
 
 

Status:

Lua-Sangrenta(Forma Hominídea): Vitalidade Ok/ Fúria 3/ Gnose 6/ Fdv 4
 
Helena (Forma Crinos): Vitalidade Ok/ Fúria 3/ Gnose 1/ Fdv 3
 
Presas-de-Sangue (Fora Lupina): Vitalidade Ok/ Fúria 10/ Gnose 5/ FdV 5
 
Rowena (Forma Hominídea): Vitalidade Ok/ Fúria 5/ Gnose 6/ FdV 3
 
 
Cães-Fomori: 1: Vitalidade Ok/ 2: Vitalidade Ok/ 3: Vitalidade Ok/ 4: Vitalidade Ok/ 5: Vitalidade OK




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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

Mensagem por Rowena em Dom Dez 10, 2017 10:42 am

Como era de se esperar o nosso alfa acaba com aquele humano. O palhaço ainda tem tempo para fazer um discursinho pra wyrm e ofender a nossa amada mãe.
 
“Agora deu vontade de matar ele”
 
Que bom que as coisas não terminam com a morte do mensageiro. Os ratos da wyrm lá fora ficam mais agitados e começam a entrar no castelo. Quatro cães grandes e deformados surgem pelo corredor.
 
- Erguei as garras que nossa mãe vos deu irmãos. Hora de defendê-la. Ninguém da matilha do Falcão morrerá essa noite!
 
Passo para a forma crinos e ataco um dos cãezinhos com meu martelo.
 
Off: 2 pontos de fúria, 1 pra transformar e 1 pra atacar.
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Re: Werewolf - Episódio 1 - As Crianças da noite fazem a sua música

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