Sekhen - Justiça em vermelho

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Sekhen - Justiça em vermelho

Mensagem por Admin em Qui Set 14, 2017 2:54 pm

Sekhen - Justiça em vermelho


Graça aos esforços da fundação Wayne, o corpo da deusa Sekmet foi devidamente instalado em um belo sarcófago no Museu de Gotham. Agora a deusa não mais definharia no deserto, não mais estaria exposta a loucos ocultistas que ambicionaram seus poderes durante eras. E o melhor de tudo é que Anouke já não precisaria mais viver isolada num dos pontos mais remotos daquele mundo. 


Agora a antiga guerreira retorna a civilização depois de mais de dois mil anos. Anouke tem identidade, uma vida entre o povo de Gotham. Ela tem até um emprego. Como assistente do curador, uma de suas obrigações era permanecer até tarde no museu, organizando alguns documentos e agendando visitas de alguns grupos. Mas sua principal obrigação ainda era proteger o corpo de deusa, agora por trás de uma grossa parede de vidro, com todos os tipos de alarme. 


Mas nem todas as divindades juntas pareciam capazes de afastar a ambição dos mortais. Anouke estava no escritório, assinando alguns papeis quando notou um vulto negro surgindo na janela. O uniforme do morcego, sua capa... Mas definitivamente aquele não era o Batman. Uma mulher de pele pálida e cabelos vermelhos estava por trás da máscara. 


- Se eu fosse você, não passaria tanto tempo nesta sala debaixo de um ar condicionado. Bane está atacando o museu com seu grupo terrorista nesse momento. Vamos, preciso da sua ajuda. - Diz a mulher. 
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Re: Sekhen - Justiça em vermelho

Mensagem por Art012 em Qui Dez 14, 2017 9:02 pm

Parte 1 

Uma voz


Mais um dia termina em Gotham, as ruas começam a pulsar e a transbordar de carros como uma artéria entupida a ponto de se romper, as pessoas saem de seus trabalhos ou vão para eles no caso dos que ganham suas miseráveis vidas nas despertas e incansáveis noites deste lugar, sejam gente boa ou aqueles que acreditam ou não que o escuro os escondera do olhar de julgamento dos hipócritas, nas calçadas policiais tentam impor a lei e transmitir a ordem, trabalho impossível quando não se tem autoridade de verdade, se homens tivessem autoridade, coisas como deuses, demônios, reis e feras não seriam necessários, e vivendo nesse tipico antro humano, estava eu agora, tinha uma vida, um nome, e uma utilidade para minha forma humana, comecei a trabalhar num museu, o que me mostrou como a historia é cíclica, independente das variáveis, quase como um relógio, de fato não faço mais do que passar os meus dias aqui, assinando papeis, nessa sala agora completamente escura pela noite, não tinha muito, estou sentada em uma cadeira de escritório escura, eu tinha uma mesa branca com bordas pretas de escritório simples com um computador em cima, rodeado de papeis e um porta canetas de calendário, de 2 anos atrás mas não tem problema, na sala em si não tem muito mais alem de uma estante com livros, um porta arquivos cinza com flores de plastico azuis e rosas em cima, nas paredes nada a não ser a pintura branca e um par de janelas com as persianas entre abertas deixando a luz da rua passar fazendo um padrão listrado de luzes nas sombras da sala e uma porta a minha frente, era uma sala chata? Claro afinal isso é um lugar de responsabilidades importantes não uma tumba milenar no meio do nada, o que poderia dar errado no meio do deserto? Nada a não ser o risco  de alguém perturbar uma deusa demoníaca milenar, a possibilidade em si já foi mais que o suficiente para mandar o possível para um museu, o resto havia sido enterrado a quilômetros em baixo da areia através do tempo, a fundação Wayne ajudou com toda a transferência e me colocou aqui, trazendo para o museu o sarcófago de minha Senhora, o meu parcialmente quebrado e de uma de minhas irmãs para uma exposição, sou grata pelos esforços deles, mas não faço muito em troca o que me incomoda de uma certa maneira, eles parecem tentar cuidar dessa cidade da mesma forma como cuidam de tudo aqui, fato que eu me dei esse dever de cuidar dela, mas hoje, as cidades estão inchando ao invez de crescer e o risco de algo acontecer lá era grande demais, quando as guerras não são arriscadas, o simples ignorante avanço das pessoas é, melhor não dar passos em falso, principalmente agora que grandes protetores queimaram na atmosfera como mariposas na fogueira.



Estava em minha mesa, uma luz de mesa iluminava uns papeis que devia assinar e fazia do lugar onde estou uma bolha de luz em meio a escuridão da sala, algumas visitas futuras nada demais, estava reclinada na mesa escrevendo e lendo, ao som dos meus pensamentos, e do barulho das ruas, do blah blah blah de centenas de pessoas seguindo com suas vidas, retornando para casa, se divertindo, vendendo suas ideias, seus corpos, acompanhados de sirenes e buzinas, depois de um tempo o ruido deixou de ser um problema e passou apenas a ser um incomodo, apenas o barulho, o resto eu ignoro, ouvir as palavras de Set o tempo todo me ajudou na capacidade de ser indiferente com o extremamente desagradável, eis que entre uma linha e outra dos documentos, uma silhueta corta a luz listrada fraca da rua que passava pelas persianas, uma estranha figura familiar com as historias dessa cidade, a capa negra passa rápido balançando em meio as sombras, vejo passar de relance, até que desaparece, como uma assombração, um fantasma, olho ao redor da sala escura, nada fora o tipico ruido das ruas, ao contrario de levantar e ir investigar, eu fico sentada, a espera, se seja lá quem for quisesse fazer algo, já teria feito, então não vendo nada fora as luzes da cidade passarem pelas persianas, retorno aos papeis, mas agora escuto, algo, uma voz, 



-Se eu fosse você, não passaria tanto tempo nesta sala, debaixo de um ar condicionado. Bane está atacando o museu com seu grupo terrorista. Vamos preciso de sua ajuda.



Era diferente da voz que sempre escuto, e parada em pé por traz da luz da mesa, a minha frente estava a figura que vi de relance, agora podia ver um pouco mais, usava uma capa e mascara mas definitivamente não era o tal Batman, era uma mulher, de pele pálida e cabelos ruivos, sinto algo através da coluna, tenho vontade de encarar ela, mas devo manter meu disfarce, nunca, já mais surpreenda um predador, mas quem era o predador ali?



Levanto a cabeça lentamente para olhar para ela, ainda tentando manter o disfarce, quando um som de uma explosão distante faz as janelas tremerem e meus olhos arregalarem, era o tipo de coisa que não esperava ver aqui, olho para traz para a janela e logo o som de gritos ao longe acompanham a coluna de fumaça que sobe por traz dos prédios, então digo;



-Você deve ter me... - Quando percebo ela havia sumido, o que raios está acontecendo.



Estava levemente confusa com aquilo, primeiro alguém entra e pede minha ajuda, alguma justiceira como o tal Batman era, de repente algo explode longe, ela diz que o museu esta sob ataque, mas nenhum alarme foi ativado, isso esta estranho, quando o silencio da confusão é quebrado de novo;




-Pode ficar ai sentada, isso não vai impedir eles de entrarem aqui e fazerem o que quiserem com este lugar e com você se ficar ai parada.



A voz era dela mas eu não identifico de onde vinha, eu estava irritada agora, realmente nervosa, mas de fato, algo devia estar acontecendo, com uma explosão dessas e essa mulher ainda veio aqui, se bem que um dos vigias sempre passa por aqui para jogar papo fora, e ele não passou hoje, estava começando a acreditar no que a mulher ruiva disse, mas ainda não podia ter certeza, então levanto da mesa e sigo até a porta, abrindo ela com cuidado, dou de cara com o corredor, com o piso de madeira, as luzes estavam apagadas, mesmo as de emergência o que era estranho, mas não estava um breu total, as luzes da rua passavam por por uma janela lá no fim do corredor a minha direita e refletia levemente pelo lugar, pelo lustrado piso de madeira, mostrando os detalhes da decoração de madeira que ia até metade das paredes, a direita havia cerca de 4 portas, duas de cada lado do corredor, sendo a mais distante do lado da minha sala, uma porta de elevador, eram salas grandes então a distancia entre as portas era grande e no meio do corredor a minha direita  tinha uma escadaria, e o silencio era predominante, a esquerda era quase breu total pois a outra janela estava com as persianas fechadas, a escada ficava  a minha direita, então largo a porta aberta e sigo em silencio pelo largo e luxuoso corredor até lá, ainda estou em forma humana, meus passos e minha respiração quebram o silencio que invadia meus ouvidos, não iria assustar ninguém de maneira desnecessária mas se a ruiva estivesse certa,  eu devia tomar cuidado redobrado, mas eu duvido dela, caminho com cautela enquanto passo pela porta seguinte a sala onde eu estava, engulo em seco enquanto caminho, aos poucos minha respiração voltava ao normal, meu coração estava calmo, mas não desatento, eu ainda estava irritada com o jeito que a ruiva disse, ela vai pagar se eu encontrar ela um...



Travo meus pensamentos para prestar atenção no ruido que irrompe pelo corredor, era o elevador funcionando, a porta dele estava alguns metros mais afrente, meu coração volta a ficar acelerado, paro e espero, encostada na parede, quando ele para e as portas se abrem, e de lá alguém fala com tom desesperado, uma voz feminina diz com aflição;



-Droga, droga, droga, merda por que parou?!?! 



Dava para ouvir ela apertando os botões, mas nenhum parecia responder pois a porta continuava aberta, iluminando o corredor até mesmo essa luz pisca e depois apaga de vez, eu vejo ela sair de lá com os saltos nas mãos, camisa branca, saia negra, cabelos castanhos presos, era uma secretaria, ela parece desesperada, ela  olha para os lados, não parece ter me visto por causa da escuridão do corredor e por causa da pressa dela, ela se vira e segue repidamente sentido escadaria, correndo a passos curtos para que as meias finas não escorreguem no piso, ela chega na escada e desce rapidamente, assim quando ela desaparece de minha vista, o silencio é quebrado como uma janela por uma grande pedra por seu desespero;



-NÃÃÃÃÕOOO!!!!! NÃO SE APROXIMEM!!!!- Ela urra a plenos pulmões.



Passos rápidos correm subindo pela escada quando ela surge rapidamente de novo, ela corre e se vira para subir o segundo lance de escada ao lado, mas algo acerta seu braço direito, fazendo um rasgo em sua camisa e sujando de sangue na mesma hora acompanhado de seu grito de dor, ela cai no corredor com a mão no ferimento, mas não para de se movimentar e se arrasta até o lance de escada novamente, respirando desesperadamente, com os dentes cerrados para não gritar mais de dor, aquilo estava doendo, mas ela segurava, olho com aflição, prendendo minha respiração, devo ir ajudar, tenho que....



Quando da escada sobem dois homens, estavam usando calças largas cinzas com as pernas dentro das botas, como os militares fazem, estavam usando blusas largas de toca, era claro que usavam mais camadas de roupas por baixo, por cima usavam um colete tático escuro, parecia roupas de inverno, e no rosto uma mascara branca, um deles carregava uma mochila, um fuzil pendurado como uma bolsa e portava uma pistola com silenciador o outro sem mochila mais a frente estava com uma pistola em mãos também, eles vão atras da mulher, eu prendo a respiração e me abaixo e sigo  andando de costas de volta para minha sala, eles não haviam me visto ainda, usaria a confusão que a secretaria fez para me afastar e me transformar, enquanto vejo um deles colocar a arma na cintura  e dizer com a voz abafada pela mascara ao pegar a mulher pelos braços e dar um murro de esquerda no rosto da secretaria, ela cai com o rosto na escadaria para o andar de cima;



-Não torne as coisas mais difíceis, quanto mais demorar pior pra você. - Diz o mascarado o sem mochila que guardou a arma e bateu nela diz.



Isso me lembra de outra cena parecida que já, em um pequeno vilarejo lá onde eu vigiava antes, eu já vi dois elementos assim, encurralarem um mulher assim, não era algo bom de lembrar, mas dessa vez, eu tenho que fazer algo, maldição por que eu me importo?



Eu paro e penso no que fazer, eu não vou conseguir me transformar rápido o suficiente aqui, droga tenho que fazer algo, não posso...



Nessa hora o sem mochila que bateu nela, se abaixa para pegar uma das pernas dela, ela se debate com violência e acerta a mascara dele com um chute de esquerda o deixando muito irritado, ele leva a mão na cintura para pegar a arma, mas a mulher chuta a mão dele que pegava a arma na cintura fazendo a arma disparar de maneira silenciosa na perna dele, encharcando sua calça de sangue;



-AAAHH SUA PUTA IMUNDA!!!! - Diz ele claramente com muita dor, ao cair no chão do largo corredor.



O seu parceiro de mochila se assusta com a cena, coloca o fuzil pendurado do lado do corpo como se fosse uma bolsa e se abaixa para ajudar o colega, a mulher tenta se levantar para subir a escada, nessa hora eu levanto me viro e corro devolta para minha sala, os mascarados e a secretaria olham, mas a secretaria rapidamente continua tentar subir, enquanto eu corro até minha sala, escuto o mascarado ferido gritar;



-ANDA LOGO E PEGA ESSA OUTRA CACHORRA SEU IDIOTA, VAI VAI VAI!!!!!!!!



Eu corro até minha sala escuto duas balas tracejarem pelos lados de minha cabeça, mas antes que ele atire mais eu entro na minha sala e bato a porta com força, e me preparo para caçar, cruzo os braços acima de minha cabeça, me estico, respiro fundo e cinto a força explodir através de meu corpo, cravo minhas mãos atras do meu pescoço finco as unhas em minha carne e rasgo a delicada pele humana de min, derramando sangue e revelando uma pele coberta de pelos curtos cor de areia, sinto minha pele rasgar assim como as roupas que minha forma humana usa, sinto meus dentes crescerem, minha fuça rasgar o rosto da bela mulher, sinto meu corpo crescer e se tornar na montanha de raiva coberta de pelos que sempre foi, adrenalina flui pelas minhas veias, minha pele humana se desfaz ao soltar de meu corpo restando apenas o que restou das roupas no chão, eu me ergo e me estico, o ar infla meus pulmões novamente enquanto me viro para a porta, era de novo a leoa das dunas, era meu dever defender aquele lugar, não apenas as minhas irmãs que ali estavam, mas todos que conhecia ali, logo quando termino, escuto o que imagino ser o outro mascarado falar do outro lado da porta com cinismo;



-Muito bem docinho, sem piadas agora, 5 segundos para abrir essa porta ou faço com ela a mesma coisa que vou fazer com você - DIz ele carregando o fuzil, logo ele começa.



-Cinco, quatro, três, dois, UM...



Logo quado ele termina, ele abre a porta com um leve movimento na maçaneta, ela não estava trancada, ele começa lentamente e logo em seguida abre ela com vontade, ele entra não enxergando nada mais que uma sala escura com uma mesa abandonada de escritório, iluminada pelas fracas luzes da rua que passavam pela persiana, dando um padrão listrado de luzes na sala, no chão haviam roupas rasgadas sujas de sangue, ele olha aquilo com desdem, e se aproxima da mesa abandonada, repleta de papeis...


-O que temos aqui, huhuhu acha que pode se esconder de min?


Sua pergunta é respondida de imediato pelo bater da porta, ele levanta os ombros numa reação de susto e se vira rapidamente, mas não vê nada a não ser a porta fechada, ele respira com um certo alivio, e caminha até a porta,  ajusta sua mascara e empunha o fuzil, ele tinha pressa, eu também, pena para ele que a mascara deles prejudica sua visão periférica.



Do lado esquerdo dele uma silhueta estava em pé, eu, mas ele só percebe quando eu agarro com a pata esquerda sua cabeça pelo seu rosto, ele agarra agarra meu braço mas não consegue evitar meu movimento, ergo ele no ar e bato as costas dele contra a mesa de escritório, e com um forte estalo a parte de compensado da mesa quebra, fazendo ele cair de costas no chão com as pernas penduradas pela estrutura de metal da mesa enquanto os papeis voam pela sala, ele perde o folego, da para ouvir ele tentando com todas as forças respirar por baixo da mascara mas para ele era como se o ar da terra tivesse desaparecido, eu me abaixo e com a direita, agarro sua cabeça novamente, levanto ele no ar, ele se debate, tenta alcançar a arma que estava pendurada nele, mas na confusão de  tentar puxar o ar que não vem, seus braços se debatem atrás da arma em vão e ele não consegue, enquanto eu em um giro rápido para traz eu jogo ele em direção a porta que estava fechada, ele voa até a porta e bate nela como um boneco de pano, arrebentando ela e atingindo a parede do outro lado do corredor, ele geme de dor, engasga, tosse, respira com força, ele estava ferido.



Saio da sala, me abaixo um pouco para não bater a cabeça, e levanto de novo, ele me vê mas parece não compreender a criatura que está diante de seus olhos, eu era um monstro ao seus olhos, mas isso não impede ele de aos tapas no chão agarrar o fuzil que estava preso a ele e tentar dar uns tiros, ele puxa o gatilho e o fuzil cospe fogo com muito barulho mas nesse momento eu chuto a arma para a direita dele, a arma que estava disparando craveja a parede atraz de min de balas antes de parar e sair voando, seu braço direito entorta por baixo da blusa e a arma se perde na escuridão do corredor a minha esquerda, sinto algo queimar em minha perna, mas não me importo, doía como uma leve picada, enquanto ele sentia uma excruciante dor no braço quebrado.



Olho para ele nos olhos, ele estava sentado com as costas com a mochila encostada na parede, estava assustado e nervoso, dava para ver pelos olhos arregalados, me abaixo, pego ele pelo pescoço com a pata esquerda, e levanto ele no ar mais uma vez, encaro ele enquanto ele se debate com violência;



-Meu BRAÇO PORRA, ME LARGA, MERDA, ME LARGA!!!!!!



Ele estava ferido, agitado e com medo, seu braço direito estava torto por baixo da manga e sangrava muito mas antes que eu faça qualquer coisa, escuto a voz do colega dele ecoar pelo corredor, 



-OOOOOhhh ABERRAÇÃO, eu não sei de que cú no mundo você saiu, mas é bom ficar mansinha se não eu explodo a cabeça dessa vadia!!!!  -Diz ele apontando a pistola para a cabeça para a secretaria que ele segurava pelos cabelos.



Eu estava furiosa apesar de estar apenas com uma expressão seria no rosto, em minhas garras tinha o mascarado de mochila com o braço quebrado, o segurava no ar pelo pescoço com a pata esquerda, e do outro lado, mais distante perto da escada tinha o outro mascarado, ferido na perna, apoiado na parede ao lado da escada com a pistola apontada para a secretaria, ferida com um tiro de raspão no braço direito, ela estava com lagrimas nos olhos e repetia sem parar cochichando;



-Não, não, não, por favor não, só quero ir para casa.....



Aquela pistolinha teria que dar muitos tiros para me machucar de verdade, mas ele sabe que eles não tinham nada a perder, tempos atras eu não me importaria, mas agora tenho que fazer algo, por mais que eu queira esmagar o pescoço desses malditos mas... eu... não posso, maldição!!!! POR QUE EU NÃO MATO ESSES MALDITOS AGORA?!?



Uma estranha sensação corre por minha coluna, meu raciocínio começa ser encoberto por pensamentos mais simples, um sentimento de ódio velho conhecido me alimenta, eram humanos perante meus olhos, sua existência era irritante.



Fico em silencio parada segurando o mascarado com o braço quebrado pelo pescoço, enquanto encaro com raiva o bastardo que fez a secretaria de refem, sinto as batidas aceleradas do coração do mascarado ferido através da pata que seguro o pescoço dele enquanto ele luta por cada pingo de ar que respira em meio a engasgos e gemidos de dor, sinto as minhas batidas em ritmo acelerado, porem eu estou com respiração calma apesar de estar a beira de explodir de raiva, mas eu me controlo, isso era quase tão difícil quanto pensar em algo para solucionar esse problema, reféns, quem diria que eu atenderia a um comando por causa de um refém?



Dava para palpar o ar pesado do lugar, quando o radio do mascarado de braço quebrado começa a falar alto e com raiva em meio a chiados;



-O que vocês estão fazendo!? O que esta acontecendo ai?! - Diz a voz do radio
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Re: Sekhen - Justiça em vermelho

Mensagem por Art012 em Qui Dez 14, 2017 9:30 pm

Parte 2

A voz da razão



Uma vida humana, ou aquilo que se diz de uma vida normal para uma pessoa, pode de fato ter me deixado mais tranquila? Preocupada? O museu esta sendo atacado, o lugar onde minha Senhora e algumas de minhas irmãs estão, e o que fiz foi desconfiar em vez de ir checar, lutar por ela, mesmo isso sendo algo que me dispus a fazer, e não fiz, agora vejo uma das funcionarias com a vida em risco e me ponho a lutar por ela, o que estou fazendo? Lutando para defender minha Senhora, lutando para defender o lugar daqueles que me ajudaram tanto, lutando por uma vida ou apenas lutando? O corpo de minha Senhora veio para este lugar junto com uma de minhas irmãs e mesmo depois de ouvir que este lugar está sob ataque, eu coloquei a duvida a frente de meu dever, depois coloquei outra vida afrente de meu dever, o que eu sou?



O radio do mascarado ferido cujo o pescoço está em minhas patas volta a ficar em silencio , ao aguardo de uma resposta, o corredor era escuro, apenas com a luz que vazava de uma janela lá na outra extremidade, para refletir no piso de madeira e na decoração, na metade do caminho estava o outro mascarado ferido na perna com a secretaria de refém e por todo lugar estava o silencio agora que fazia daquele largo, escuro e luxoso corredor, um lugar apertado, sem ar, encaro ele com raiva quem eles pensam que sou? Eu posso não saber o que realmente estou fazendo, mas com certeza, não sou quem eles imaginam, não mesmo...



Encurvo levemente meu corpo, sinto minhas artérias saltarem, estou em uma pose claramente mais agressiva, minha respiração fica mais forte, meus dentes serram e mostram que agora eu só tinha uma coisa na cabeça, uma unica coisa, sinto a raiva construir em meus músculos, sinto minha saliva correr pelos meus dentes, deixo o ar inflar com fúria meus pulmões....



-Não resista ao que desejas... - Ecoa uma voz em minha mente e eu atendo;



-RWAAAAAAHHHHH!!!!!- E com um rugido que explode pelo corredor e faz mudar o olhar dos homens e da secretaria, de confusão para algo mais instintivo, enquanto algo retoma o controle e meus pensamento voltam a ser mais diretos.


Me volto para o mascarado ferido que está em minhas patas se debatendo aos chutes, com a mão esquerda seguro sua cabeça, encaro ele nos olhos enquanto ergo minha pata direita no ar, e com um rosnado cravo meus dedos no pescoço dele enquanto ele grita a plenos pulmões, sua voz fica aguda por um breve instante e engasga quando agarro músculo, veias, cordas vocais, tudo o que sinto com a pata enfiada em seu pescoço e num movimento como se arrancasse uma planta do chão eu arranco a carne do pescoço dele, tudo até puxar  a ultima artéria até que estica até arrebentar como uma corda ao sair do que restou de seu pescoço, sangue jorra pela parede aos pulsos com forme o coração dele batia e aos poucos parava, suas roupas logo ficam encharcadas de sangue que começa a fazer uma poça de sangue no piso de madeira, enquanto a cabeça dele balançava presa apenas pela coluna vertebral e parte de traz dos músculos do pescoço, eu olho com raiva para o mascarado e a secretaria, enquanto jogo o naco de carne que arranquei no chão, e ao som de um grave rosnado, caminho lentamente até os dois, arrastando o corpo do outro mascarado segurando ele pelo colete dele.



Os dois, o mascarado ferido na perna e a secretaria me olham com horror, nojo, me olham com olhos arregalados, os lábios da secretaria tremem enquanto ela me encara com um olhar catatônico enquanto o mascarado que a fazia refém tenta balbuciar algo até que ele consegue, com a voz tremula.



-AH merda merda merda merda, que porra, que porra- Ele repetia quase como um mantra, aos poucos elevando a voz conforme eu me aproximava lentamente mostrando os dentes e arrastante o corpo do colega dele que deixava uma trilha de sangue no piso antes limpo e brilhante.


Até que ele aponta sua arma para min, o monstro que caminha até ele carregando seu amigo morto e grita;



-QUE PORRAAAA!!!! MORRAAAA SUA FILHA DA PUTA!!!!!!- grita ele por baixo da mascara, puxando o gatilho da pistola com silenciador.



Nesse momento eu começo a correr até ele, quando ele começa a disparar, eu coloco o corpo do colega dele a minha frente e uso de escudo, escuto as balas atingindo o corpo uma a uma enquanto ele atirava e gritava, junto com ele a secretaria gritava junto acompanhados pelo som das capsulas caindo no chão, enquanto corro com minhas passadas ecoando pelo corredor, até que quando passo correndo pelo ponto no corredor onde está o elevador, o som dos tiros silenciados dão lugar a pequenos cliques, era o som do gatilho sendo puxado em vão pois as balas haviam acabado.




Abaixo o corpo encharcado de sangue com as costas cravejada de balas que era antes o colega do mascarado ferido na perna, soltando ele no chão enquanto corro até eles, o mascarado ferido na perna completamente aterrorizado e a secretaria pálida como uma fantasma, e em um, dois, três passos eu salto para cima deles com a boca aberta, olhos bem abertos, e garras prontas, o mascarado joga a pistola em min como ultimo recurso, ela quica sobre meu ombro esquerdo, antes que a arma caia no chão eu coloco minha mão direita no ombro direito da secretaria e empurro ela para longe do mascarado, fazendo ela cair de lado com força na escada enquanto eu caia em cima do mascarado ferido na perna que cai de costas com força no chão, e eu por cima com as garras sobre seus ombros e os joelhos apoiados um de cada lado do corpo dele, ele me encara com olhos quase saltando e respiração rápida e intensa, o olhar instintivo de animal acuado a beira da morte, olhar que muitos de seus antepassados devem ter dado ao encarar um monstro, e que muitas de suas vitimas deve ter dado antes de ele puxar o gatilho, sua mascara escondia seu rosto, lhe dava coragem, mas não escondia o medo em seus olhos.



Ele esta paralisado, de medo, incerteza, respirando pela boca por baixo da mascara, tentando balbuciar qualquer coisa, mas as palavras não saem, são engolidas a seco, enquanto olho esse ser, eu não consigo pensar, apenas obedecer a ordem que me foi dada eras atrás, então tiro minhas patas de seus ombros, com a pata direita, arranco a mascara de seu rosto, revelando o rosto de um homem por volta dos 30 usando cavanhaque, suado, respirando com violência pela boca, encaro ele uma ultima vez e então coloco minhas mãos sobre sua cabeça, uma de cada lado, ambas quase encobrem sua a cabeça inteira, mas deixo espaço para ver o rosto dele, então lentamente pressiono sua cabeça, com cuidado, vejo seu rosto retorcer de dor enquanto um grito engasgado começa a sair de sua boca semi aberta e seu corpo a se debater, ele fecha os olhos enquanto um pouco de sangue começa a escorrer por seu nariz, então aumento um pouco mais a pressão das mãos sobre sua cabeça, ele então engasga, abre as pálpebras com os olhos revirados mostrando suas escleróticas avermelhadas cravejadas de veias, em um espasmo, seu cranio sede a pressão com um splash, fazendo as palmas de minhas mãos se aproximarem uma da outra, seus olhos saltam das orbitas e o chão abaixo de sua cabeça começa a ficar úmido, agora com minhas mãos segurando a massa semi esmagada que era sua cabeça amorfa, e com um pouco de força eu começo a puxar as extremidades laterais de sua cabeça, separando a pele e os ossos do resto de cérebro esmagado no lugar onde estava sua cabeça, que fica preso a coluna vertebral junto com a linguá e restos da garganta que caem, mergulhando no chão em uma poça de sangue, muco, saliva, licor e massa encefálica, enquanto sangue ainda é bombeado pelas ultimas vezes pelas artérias penduradas no que restou de seu pescoço, o mascarado ferido na perna, estava morto agora.



Eu solto os restos de sua cabeça que eu segurava no chão e levanto, meus joelhos estavam ensaguentados, pela possa de sangue dele, levanto com raiva, MUITA RAIVA AGORA FALTAVA SÓ MAIS UMA MALDITA QUE ESTAVA NA ESCADA!!!!!





-Seu dever, sua razão de existência...- A voz ecoa de novo em minha cabeça...



Me viro rapidamente para ela, encarando a maldita que estava caída na escada, ela tentava se levantar mas o nervosismo a fazia escorregar e tropeçar, ela estava tentando de todas as formas para fugir, presa patética, enquanto caminho até ela, era uma distancia curta de poucos passos, caminho lentamente, levanto meus braços, mostro meus dentes e rosno,sinto vontade de morder, de rasgar sua tremula carne, TENHO FOME!!!!



-oPop poPo popofavor nao, naonaonaonaonaonao....- Dizia ela pálida como  a lua em claro desespero.



Quando sua ouço voz aterrorizada quase cochichar aquelas palavras, algo passa por minha mente, eu paro de andar, eu estava furiosa, tinha fome, mas logo de imediato sinto uma forte dor atrás de minha cabeça, como se algo pressionasse com força um único ponto entre meu pescoço e minha cabeça, por um instante abaixo a cabeça, e começo a respirar com mais calma, a dor súbita assim como veio, passa, sinto meus ombros mais leves, e paro de mostrar os dentes para a moça aterrorizada, tinha raiva, mas não mais dela, o que houve? Com um olhar meio confuso e a pata esquerda segurando a parte de traz de minha cabeça eu olho para ela;



-Jo....Joanne? Pare... - Digo em tom baixo com uma voz gutural, claramente confusa também.



Ela para de se debater no chão como um peixe fora d'água, parando sentada com os cabelos caindo sobre o rosto, cara assustada. roupa abarrotada, respirando pela boca e a  pele pálida, brilhando por conta do suor.



-NÃO SE APROXIME!!!! OOooo o que voc- Ela começa a perguntar mas eu a interrompo.



-Eles estão no andar de cima?-Pergunto.



Ela responde balançando a cabeça com sinal de positivo.



O corredor estava quieto agora, mas longe de significar paz, logo ouvimos barulhos de passos aos poucos se destacando no silencio, passos pesados de botas, vindo da escadaria para o andar de cima e para o de baixo, ela escuta também e logo começa a me olhar assustada, estávamos sem uma rota de fuga fácil, mas eles teriam que ser muitos para eu desistir, olho ao redor teríamos que improvisar, o tempo passava e os passos marcavam ele como se fosse um relógio, então sem esperar mais, pego ela pelo braço esquerdo;



-ME MEMEMEME SOLTAAAA- Ela grita.



-Quieta!- cuchicho para ela silenciar



 E puxo ela para cima, levantando ela de maneira brusca, mas a deixando em pé de maneira desajeitada com os joelhos juntos, e antes que ela recupere o equilíbrio eu ando arrastando ela, caminho com um pouco de pressa enquanto ela luta para não cair enquanto eu a puxava, caminhamos em direção a minha sala, no meio caminho estava o corpo do mascarado cujo o pescoço estava arrancado, Joanne vira a cabeça para não olhar, mas acaba olhando e levando a mão a boca quando o radio do mesmo volta a fazer barulho.



-...haaa Josh, Josh está ai?-Diz a mesma voz de antes agora com um tom mais apressado, parece que ele acabara de receber ordens.



Mas não exito e piso no radio que estava pendurado na cintura do lado do presunto sem pescoço, aquele chiado estava me irritando, tão logo o chiado cessa, um barulho de pinos soltando sai da mochila do corpo do mascarado quase imperceptível, mas aquilo não era nada bom pois eu já havia ouvido aquilo antes, Joanne estava próxima a min, eu a segurava pelo braço esquerdo, mas nessa hora eu a agarro com força pelos braços, colocando a pata sobre o ferimento fazendo ela gemer de dor, levanto ela no ar e salto em direção ao lado escuro do corredor onde a janela estava fechada e estava mais perto agora, abraçando ela colocando meu corpo entre ela e o corpo do mascarado sem pescoço, mas logo que minhas patas saem do chão, a mochila explode com um barulho que faltava rasgar o ar ao nosso redor, 



Logo todo ruido da lugar da espaço para um zumbido, eu havia caído de lado, abraçando Joanne com força, mas com cuidado, estava bem, ela estava bem, mas eu sabia que teria problemas, minha perna esquerda começa a doer violentamente como se alguém estivesse puxando ela até rasgar, ah ahaaa maldição, enquanto tento ver em meio a fumaça, escuto Joanne tossir, sua tosse era abafada pelo zumbido que aos poucos, lentamente abaixava dando espaço a novos ruídos, agora de passos correndo, passos de botas que se aproximavam.



-VAMOS LOGO, ANDEM, VÃO VÃO VÃO!!!! - Dizia uma voz masculina por traz da fumaça que preenchia o lugar.



Eu não conseguiria lutar daquele jeito com Joanne ali, olho para a fumaça, que estava iluminada pela luz da janela aberta do outro lado do corredor, iluminada pelas chamas na decoração de madeira e que encobria nossa visão da escadaria, logo os sistemas de incêndio ativam e a água chove do teto do corredor, nos molhando e encharcando o chão, apagando os focos de incêndio, tinha que pensar rápido, os passos ficam mais perto, e mais perto, e mais perto.



Eu estava respirando com dificuldade, a fumaça começava a me engasgar, minha perna esquerda parecia que estava tendo a pele arrancada com os músculos dos ossos, mas eu tinha que fazer algo, com o joelho direito eu me apoio no chão , sem soltar Joanne que seguro abraçada com o braço esquerdo, com o braço direito me apoio na parede e levanto com dificuldade de apoiar sobre a perna esquerda, e a passos lentos começo a andar, minha perna não respondia mais, ela havia servido de para-choque para explosão enquanto eu saltava com Joanne para fora do raio dela, não há tempo para olhar os danos, eu começo a pular em uma perna enquanto arrasto a outra, os sons das passadas de botas começão a se aproximar do ultimo lance de escadas atras de min, enquanto me aproximo da janela fechada.



Me aproximando da janela, eu encurvo meu corpo, abraçando a secretaria e com um ultimo impulso com a perna direita eu me jogo pela janela, minhas costas batem no vidro quebrando-o em centenas de cacos reluzentes ao nosso redor com as minhas costas, meu corpo gira no ar para proteger Joanne da queda, mas estávamos no penúltimo andar, era alto e eu acabo tendo que virar as pernas para baixo e tentar pousar em pé e amortecer a queda para ela, as janelas passam  rápido enquanto caímos até que cinto com um forte impacto nas pernas o concreto do asfalto sob minhas patas, nessa hora uma dor excruciante trespassa minha perna esquerda, mas seguro a dor, ela não estava nada bem, mas Joanne e eu estávamos na rua agora, num beco ao lado do museu, mas antes de solta-la eu levanto com um impulso da perna direita e me jogo de costas contra a parede do museu, ficando apoiada nela, abraçando Joanne e tampando a boca dela com uma mão, nessa hora um dos malditos vai até a janela de onde pulamos que estava acima de nós;



-Merda!!! Olhem as salas!!!- ele diz quebrando um dos poucos pedaços do vidro que ficaram presos la ainda.



Ele não havia nos visto, mas leva um tempo até eu soltar Joanne, minha respiração estava pesada, minha perna doía demais, eu havia tido que fugir de um combate pra salvar alguém, quase devorei dois dos malditos invasores, quase devorei uma inocente nessa era, mas ainda não havia terminado, solto ela fazendo um sinal de silencio, e ela rapidamente se afasta, parando alguns metros de distancia com a mão na boca e olhando para min, Joanne não fala nada mas parece horrorizada, seja por ver uma criatura como eu ou por meus ferimentos, é quando eu noto meu estado, eu estava suja com manchas escuras do lixo nas paredes e na rua do beco, encharcada pela água do sistema de incendo naquele andar, suja de sangue dos bandidos e meu, mas minha perna esquerda era quem havia pago o preço, ao olhar, vejo ela inteira em carne viva, queimada, um grande pedaço de pele estava pendurada na coxa do lado esquerda da perna indo ate o tornozelo (o que numa perna digitígrada não é muito longe dos joelhos), estava coberta de sangue, havia uma marca de tiro que passou de raspão próximo da minha cintura deixando um grande corte, os músculos expostos estavam visivelmente danificados, o joelho dobrado para a esquerda enquanto minha pata inferior estava virada na direção oposta, do joelho para baixo minha perna estava quase solta, presa apenas por uns poucos músculos, artérias e pele, sangrava e doía violentamente, podia sentir cada um dos receptores de dor expostos ao ar, rasgados da pele como plantas arrancadas pela raiz, podia sentir eles morrendo, mas sem antes mandar essa dor inacreditável mesmo para min, podia sentir como o ar era frio, estava congelando, cada brisa eu sentia como centenas de  garras cravando fundo na minha perna e arrastando, me cortando lentamente, meu corpo recoberto de pelos e sangue mostrava que havia sofrido, mas eu conseguia segurar, teria que segurar, ou eu parava eles, ou teríamos um grande problema,então uma voz volta a minha mente;



Olho bem ao redor, respiro fundo e com um sinal mando Joanne correr para a rua, ela para uns segundos olhando para min, como se quisesse fazer algo mas seus instintos dissessem não, para não se aproximar, então Joanne se vira e segue, porem o barulho dos saltos dos sapatos dela ecoam pelo beco conforme ela corre, nessa hora vejo o rifle voltar para a janela a cima de min a procura da fonte do barulho no beco, era a ultima coisa que eu precisava agora, quando o rifle surge na janela, eu me viro cravo minhas garras na parede, das mãos e da pata inferior direita, e depois de respirar fundo eu escalo o mais rápido que posso, de maneira desajeitada com a perna esquerda balançando batendo contra a parede e minha perna direita, enquanto salto o primeiro andar , o bandido com o rifle na janela parece ter achado Joanne, acelero minha escalada enquanto vejo ele começar a mirar, enquanto isso minha perna esquerda raspava na parede com violencia, era como ter sua perna raspada por um ralador bem fundo na pele, queima mas não posso parar, passo pelo segundo andar, pelo terceiro com o coração acelerado e respirando pela boca e escuto ele dizer;



-Acha que vai fugir de nós sua puta?- Diz ele carregando a arma.



Escalo o prédio o mais rápido que posso, e aos trancos e barrancos chego em segundos no andar de onde o bandido mira Joanne me apoio uma ultima vez em um cano que descia da calha com a mão direita que passava ao lado da janela, e no momento que a arma dispara eu estico meu braço e agarro ela com a mão esquerda, fazendo a arma virar e o tiro bater no telhado do prédio atras de mim, eu estava um pouco abaixo da janela agora, segurando a arma e me segurando em um cano que descia da calha, logo pego no rifle dele com força e puxo, o rifle estava preso nele como uma bolsa também assim como no outro bandido, escuto o corpo dele bater na janela;



-Ah que porra é essa!? - Diz ele assustado.



Segurando ainda na arma eu puxo ele mais uma vez, e a cabeça mascarada coberta com a toca da blusa dele passa pela janela, solto a arma e com o braço esquerdo pego ele então pelas costas puxando pela blusa e colocando o pescoço dele embaixo do braço, apoio a pata inferior direita na parede, estávamos quase no ultimo andar, mas eu sei que eu posso e de lá com um em pulso da perna direita eu me jogo de costas com o pescoço dele preso embaixo do braço esquerdo, por um momento esqueci da dor, ao ver os andares passando em velocidade por min, sentindo o ar da queda correr por meu corpo, enquanto olhava para as nuvens escuras em tom de ferrugem de noite nublada de Gotham, tinha que me concentrar, e logo ao som dos gritos do bandido preso em baixo do braço eu sinto quando a cabeça dele bate no chão, consigo sentir pelas minhas costas quando seu cranio quebrou como porcelana e quando seu sangue quente e sua massa encefálica deu uma estranha sensação macia embaixo do meu ombro, quando de imediato sinto minhas costas baterem contra o chão, arrancando o ar de meu corpo, me deixando sem folego, minha cara fazia expressões de dor enquanto eu tentava respirar de novo pela boca, e não conseguia.



-ah ahaaaaa droga- Eu digo enquanto respiro pela boca, estava deitada de costas no asfalto do beco com a cabeça esmagada de um desses bandidos embaixo do meu ombro esquerdo, meu corpo inteiro doía, minha perna nem sei mais o que falar alem de que dor  não descreve o suficiente o que sentia, sabia que não podia ficar deitada ali.



-Não é que um humano conseguiu te ferir de verdade? HUhuhuh esse tal Bane está realmente superando minhas expectativas, humanos, imprevisíveis como sempre...- Era Set, o dono da voz, a voz que mandou devorar os bandidos e Joanne e eu não questionei, ele continua;




-Isso que da esperar minha cara, você não é uma gata domestica, não está aqui para ficar parada assim como ficava naquele fim de mundo, não - Nessa hora a dor em minha perna se intensifica, como se algo com garras estivesse pisando nela e arrastando meus nervos, era como mergulhar a pele em óleo fervente, eu serro os dentes e fecho os olhos por um breve instante, ele continua;




-O calendário em sua "mesa" pode ter parado assim como em sua cabeça, mas o tempo continua a correr incansavelmente, acho que até sua "senhora" iria chegar e mandar você fazer alguma coisa, nem que seja levantar sua cauda e dar seu rabo pro primeiro que passar!!! -Sinto cada receptor meu gritar, queimar, era como se puxassem um por um, esbugalho os olhos e num rápido movimento fico sentada no chão com os dentes serrados e com muita raiva, ele continua;



-Huhuhu esse olhar querida, esse olhar, queria que tivesse a coragem e força que esse olhar passa huhuhuhu, se não fizeres nada, uma de suas irmãs fará, huhuhuhu- Set, ri com deboche antes de se calar, minhas costas doíam, minha perna ainda mais, minha cabeça começava a ficar estranha.



Eu não sei quem era esse Bane direito, mas Set tinha razão, se esse desgraçado conseguiu causar tudo isso antes mesmo de eu entrar na briga, levanto com dificuldade e olho ao redor, agora eu estava com raiva, não sei o que vou fazer, não sei como vou fazer, mas eu vou matar esse bastardo!!!
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Re: Sekhen - Justiça em vermelho

Mensagem por Art012 em Sex Dez 15, 2017 3:32 pm

Parte 3

Vermelho



Gotham era um lugar escuro, úmido, frio, longe do que eu estava acostumada mas depois de um tempo você começa a ver a beleza do lugar, mas agora era tudo que eu não lembrava, estava suja com a lama das ruas, meu pelo cor de areia tinha agora manchas escuras da sujeira que empregava os pulmões do lugar, eu estava encharcada por causa do sistema de incêndio do andar quando controlou o principio de fogo, estava manchada de sangue meu e dos bandidos que enfrentei, tinha um corte em minha cintura causado por uma bala de raspão que estava vertendo muito sangue, nada comparado ao bagaço que restou de minha perna esquerda, eu estava em pé respirando pela boca, com dor que corria como chama em mato seco, e muita raiva, raiva que incendiava meu coração como qualquer provocação desperta ira dos reis, Set havia conseguido me irritar, mas não foram as ofensas que me feriram, e sim o fato de serem verdades em sentido, eu estou parada, não por ordem, por que eu escolhi, estou estagnada nessa vida humana, esse corpo anda e respira, tem sangue e luta, mas eu estou tão morta quanto os corpos de minhas irmãs que descansam, morta de corpo e alma, e não sei o que vou fazer, mas não vou deixar esse bastardo invadir esse lugar, perturbar essa cidade ou esse lugar que agora também é o lugar de descanso de algumas delas.



Estava perdendo muito sangue, os vasos sanguíneos de minha perna haviam sido dilacerados, o corte também estava mal, logo mesmo eu teria problemas com a perda do sangue, então que eu olho para o bandido que matei com a queda quando me joguei de lá do topo com a cabeça dele embaixo de meu braço e cai de costas em cima dela, cujo o corpo estava atras de min estendido como um desses tapetes de pele de urso no chão, pego sua blusa, revelando o patê de massa encefálica e ossos que havia virado sua cabeça no asfalto, e amarro em minha perna, colocando o pedaço de pele de volta no lugar e de maneira improvisada interrompendo o sangramento de maneira temporária, foi como cobrir minha pele com mil formigas de fogo, mas eu tinha que segurar, havia a marca de tiro próximo a cintura, um pouco acima do dano mais serio na perna, então rasgo uma das pernas da calça do bandido e amarro na minha perna cobrindo o ferimento do tiro de raspão, não fica bonito mas era o que dava, eu não podia parar para ir me cuidar, eram tratamentos improvisados, tenho que agilizar, então pego o radio do bandido e fico olhando mais uma vez ao redor, eis que vejo uma das portas de saída dos fundos alguns metros de distancia dentro do beco a minha esquerda, respiro fundo e caminho mancando, pulando com a perna direita e arrastando a outra, era humilhante para min, com o que sou, com o que passei, como fui me deixar ficar assim, patético penso enquanto me aproximava da porta, ao redor eu escutava o som de sirenes algo havia explodido e fumaça com base laranja se erguia alem dos prédios, aos céus nublados com cor de ferrugem escura da noite, não era uma noite como as outras, havia algo no ar.



Era uma porta simples, dupla, sem janelas ou marcas, lisa e escura, era para saída e entrada de cargas menores, encosto minha mão direita nela, sabia que estava trancada e que não conseguiria arrombar a fechadura mesmo se soubesse, esse museu era uma fortaleza disfarçada, não sei que tipo de problemas essa cidade tem direito, mas a fundação Wayne se preparou bem, coloco o radio na boca e encosto minha mão esquerda e começo a empurrar, ela é forte, mas depois de um tempo as trancas sedem com um chiado de metal amassando, a porta se abre arrastando algo de metal no chão, devia ser uma das trancas verticais que amassou e estava raspando no chão, anunciando com um irritante arranhado minha presença ao silencio de e um deposito de cargas simples escuro com algumas caixas de madeira e  empilhadeiras abandonadas no silencio do lugar, a luz da rua entra no lugar pela porta que abri estendendo minha sombra a minha frente, eu entro mancando e fecho a porta com outro empurrão, jogando as trevas de volta no lugar, era agora só eu, as caixas e as empilhadeiras no escuro silencio, ainda estava com o radio na boca, e com as mãos livres para me apoiar nas caixas e agilizar um pouco meu lento andar, e assim eu caminho olhando ao redor, há alguns metros a frente a minha direita noto uma guarita de vigilância desse setor e ao lado uma porta fechada, a guarita estava com as luzes acesas e uma mesa cheia de telas ligadas, mas as telas estavam escuras com mensagem de "Offline", caminho um pouco mais aos pulinhos e vejo que num dos vidros havia uma marca grande de sangue, como algo que tivesse espalhado com um espirro forte com um furo no meio da mancha, e no chão um dos vigias, morto com um tiro na cabeça em meio a uma poça de sangue, aquilo não me agrada em nada, sabia que eles não estavam para fazer reféns, eu não sabia mexer no equipamento então não iria mexer nos computadores, mas entro e tento achar alguma coisa no corpo, e depois de vasculhar acho um cartão de acesso, isso me ajudaria a evitar de ter que quebrar as portas, então aos pulos com a perna direita e me apoiando segurando ainda o cartão na mão direita e o radio na boca eu saio da guarita e sigo até a porta ao lado, ela dava acesso aos corredores da área de recebimento e tratamento de cargas importantes, era uma porta lisa, branca como uma grande alça que ia de um canto a outro da porta, ao lado direito da porta tinha uma maquina cinza feita de aço escovado  na parede presa como um quadro com um orifício com uma lente minuscula na parte de cima, um teclado e uma área de passar cartões, me aproximo da porta e passo o cartão na maquina perto da porta, mas logo uma luz brilha na lente minuscula como se tentasse escanear algo no ar, fica assim alguns segundos e em seguida o sistema de segurança avisa com um curto sinal  estranho de alarme, e uma luz vermelha perto da lente minuscula, aquilo significava que minha entrada havia sido negada, então olho no cartão para ver se tinha alguma pista, e la estava escrito;



"...Setor A25, necessário entrada com cartão e reconhecimento de iris".



Nessa hora solto um suspiro de cansaço, toda essa confusão e essa dor que corria por minha pele como se acido corresse por minhas veias, a perca do sangue e tudo isso me fizeram esquecer que nesse setor seria necessário reconhecimento de iris, mas a minha dessa forma não sera reconhecida, não posso retornar a forma humana agora, estou ferida demais, retornar a minha forma humana me deixaria inconsciente por causa dos ferimentos, arrombar não seria uma solução, se o ruido da porta não trouxe ninguém aqui ainda, com certeza o barulho dessa porta e ao alarme dela iriam, a não ser que, nessa hora penso na alternativa restante, seria cruel, mas necessário, então me viro e aos pulos com a perna direita eu sigo até a guarita, minha perna esquerda ainda sangrava, a blusa amarrada na perna esquerda estava ficando enxarcada de sangue, mas ainda está bem menos que antes, apesar de agora ela tambem estar dormente, depois da dolorosa caminhada chego ao vigia, olhando o corpo com seriedade, eu não me importava de fazer isso mas de uma certa maneira isso me incomodava;



Me desculpe Cameron, era o nome escrito na placa de identificação presa no uniforme dele, penso eu ao me abaixar, coloco o cartão na bancada dele, em meio a papeis, e seguro sua cabeça, meus dedos são grossos então tenho cuidado ao fazer isso, com cuidado cravo o polegar no canto do olho próximo do nariz dele e tento tirar o olho de Cameron da orbita, leva um tempo mas consigo escorregar minha garra entre o globo ocular e os músculos que o prendiam, logo o olho castanho dele sai da orbita no cranio, com cuidado corto o nervo ótico que o prendia a cabeça, deixando um pedaço pendurado no olho solto agora em minhas mãos, levanto com cuidado me apoiando na bancada dele, pego o cartão e noto que estava perto de uma foto, uma foto dele com uma mulher e uma garotinha todos sorridentes num jardim ensolarado, eu devo ter destruído muitas famílias dessas no passado, não me sinto bem ao olhar, tudo que faço é errado mesmo quando tento o certo, tenho tentado levar uma vida normal, disfarçada como humana, mas era como se esse corpo tivesse sido morto uma segunda vez e ainda sim alguém olha e fala "Levante e lute", sem minha senhora não tenho rumo, o instrumento dela, o corpo está próximo, mas não escuto mais sua voz, não sinto o calor de sua alma que vinha do outro lado da existência, não tenho suas orientações, estou perdida, essa família jamais ouvira a voz desse homem morto cujo o olho carrego, ao menos não nesse mundo, mas espero que achem um rumo algo que nunca consegui, e que mesmo assim algo sempre me traz para proteger ou lutar por alguma coisa, não sou a protetora que precisam nem a que merecem e pelo visto, nem deveria ser a que tem, eu devia ter ficado parada, talvez, ou eu devo agir ao invés de apenas reagir? Se eu estivesse vigiando esse lugar, talvez eu tivesse evitado isso, ou não...



Respiro fundo, fecho os olhos;




-Não fui criada para descansar, e não irei mesmo se eu quiser.- Digo em egípcio, baixo para min enquanto olho o lugar enquanto seguro o cartão e o radio na mão esquerda, então me viro e sigo mancando para a porta me apoiando, estava seria, nervosa, irritada, cansada, corpo todo dolorido, perna esquerda dormente e queimando, doendo muito, mas eu tinha que continuar.



Passo o cartão de novo na maquina e coloco o olho dele no caminho do Scanner de iris, uma luz verde se acende ao lado da lente e a porta destranca, solto o olho no chão e sigo caminho, ele não seria mais necessário, ao contrario do próprio Camerom que ainda faria muita falta para a familia dele, assim como minhas irmãs e minha Senhora me fazem falta, assim como os dias melhores fazem falta para esse lugar, melhor que isso, que esse caminho de sofrimento aconteça com criaturas como eu, seres que possam lutar de volta, para que outros que não mereçam, que não precisem passar por isso, não é atoa que essa cidade tem tantos vigilantes, mas nenhum novo Batman ainda, nem todos seguram no caminho por muito tempo, e eu mesma aqui estou apenas por minha missão, por que eu, por que luto por esse lugar, por que essa cidade me envolve..., Sinto uma tontura rápida, tudo fica meio zonzo, mas ignoro, tinha que continuar, se eu para quem vai continuar, esse Bane era só um homem cujo nem a voz eu havia escutado ainda, ele não pode me vencer assim, nele, nem Set nem eu mesma...



Do outro lado da porta, um corredor, estéril, branco, portas cinzas com uma placa com números, chão liso, nada atrativo, 6 portas para a esquerda antes de uma esquina para a direita e 8 portas para a direita antes de outra esquina para a esquerda, mas tudo apagado, mesmo as luzes de saída de emergência, a unica iluminação era a que brigava para entrar através da grade e do vidro laminado das janelas minusculas perto do teto nas extremidades dos corredores, nem uma criança passaria por elas, estava silencioso, o ar condicionado havia parado, dava para sentir a temperatura subindo aos poucos, sabia onde o hall onde minha senhora e uma de minhas irmãs estavam, então sigo pela direita, ando lentamente, mancando e arrastando a perna esquerda, que formigava e doia em todos os lugares, fazia muito frio nas partes expostas, isso se deve aos nervos acostumados ao calor do corpo sentindo uma temperatura muito mais baixa agora que estavam expostos ao ar, dou 4 passos e paro, olho para trás, para baixo e vejo que estou deixando uma trilha de sangue, fina mas continua, o curativo gigante com a blusa estava encharcado de sangue, eu precisava substituir se quiser não entregar minha localização assim, não conheço nenhuma dessas salas direito, então vou de uma em uma, na primeira porta no caminho para direita eu abro com o cartão, dou de cara com uma sala com um pequeno escritório de registro, nada que possa usar, largo ela e vou para a segunda porta, o cartão é barrado por não ter o nível necessário, posso arrebentar a porta mas isso chamaria atenção demais, as outras 3 portas para direita que abro não tem nada fora caixas, equipamentos de limpeza e mais caixas, restavam duas, minha respiração estava ficando pesada, cada vez menos ar entrava em meus pulmões, acho que a falta de sangue está me afetando, tenho que resolver essa invasão logo, mas faltava apenas 2 portas e eu tinha que cuidar desse sangramento em minha perna, a trilha de sangue ficava cada vez mais larga com forme eu arrastava minha perna, eu estava com o coração acelerado, logo o volume de sangue que saia era maior, não posso parar, não, tenho que me acalmar, depois de alguns metros, eu chego na penúltima porta antes da esquina do corredor, mas a tranca estava aberta, havia um largo buraco no lugar da fechadura, no chão noto rastros como esse que estou deixando com minha perna esquerda arrastando, como se alguém tivesse arrastado algo ferido até essa sala, os rastros viam da esquina a minha frente, se tivesse um corpo eu poderia usar uma das roupas como um novo curativo, a sala estava em silencio, tudo estava quieto, então com um leve gesto eu empurro a porta e com forme ela abre e a luz entra, minha respiração para por um instante.



No meio da sala, antes um deposito estavam empilhados como roupas sujas no chão em uma pilha que ia até a altura da minha cintura, dezenas de corpos, de homens e mulheres, todos com ferimentos a bala na cabeça, o uniforme deles mostrava que eram da empresa de segurança contratada para ajudar a reforçar a segurança do  lugar, aquilo me surpreende por um momento, o que queriam naquele museu não era só um roubo, tudo isso por causa de que e para o que? Se deram o trabalho de separar e arrastar, de qualquer forma, tenho que cuidar do meu ferimento, então me viro e sigo para a próxima porta, quando escuto sons de passos vindo por traz, de traz da esquina do outro lado do corredor, de botas, 4 pisadas, eram dois dos bandidos como os de antes, eu tinha uma porta trancada a frente e uma sala cheia de corpos ao meu lado, estava ferida demais para correr e saltar para cima deles, tinha que guardar minha energia, eu só tinha uma alternativa, então com um pouco mais de velocidade caminho até a pilha de corpos depois de empurrar a porta dessa sala para fecha-la, dou a volta na pilha e me escondo atrás, me cobrindo com alguns dos corpos, fico lá sentada no escuro coberta de sangue e de cadáveres, e começo a respirar lentamente, fecho meus olhos para dedicar minha atenção a audição, e escuto eles conversando;



-Pssst, olha- diz um deles, provavelmente mostrando a trilha de sangue que deixei no chão ao arrastar minha perna;



Logo as passadas ficam suaves, lentas, eles se aproximavam direto para essa sala, conforme eles iam se aproximando, os passos deles iam ficando mais cuidadosos, até eles pararem, e com um estrondo violento a porta abre após um chute de um deles, abro os olhos e vejo a sombra da cabeça dos mascarados destacando por cima da sombra da pilha de corpos onde me escondi, eu estava do outro lado da pilha, escondida, uma leoa se escondendo como um rato, vejo quando eles ligam as lanternas das armas, a luz corre pela sala e pela pilha mostrando com detalhes os contornos dos corpos na sombra na parede a minha frente, eles fazem silencio enquanto eu prendo minha respiração, depois de alguns segundos no impasse, um deles diz ligando o radio deles;



-King, Bane mandou executar mais algum dos vigias? - um dos mascarados diz para o radio.



E aquela mesma voz que eu escutei mais cedo responde;



-Hmm não, por que? - Pergunta ele, o tal King, agora sabia o nome do maldito;



Então o bandido na porta que chamou king pelo radio diz;



-Certeza, vê se nenhum dos rapazes andou tendo briguinha, achamos uma nova trilha de sangue entrando na sala de despache dos porcos - Porcos era mais uma gíria para policiais, era agora o nome dessa pilha de corpos de seguranças onde eu me escondi.



Então King responde;



-Não tenho certeza, esse bando de retardados acha que gatilho é lugar de coçar dedo, vou ver com os outros, Jeff tai com você não é, então vou ver com os outros.



Jeff era o cara que chutou a porta, que estava ao lado do bandido com o radio, logo um longo silencio se estende, King, que devia ser o segundo no comando, estava fazendo os contatos dele, eu estava quieta, respirando o minimo possível, minha perna eu não aguentava mais, coçava, formigava, doía, sentia meus nervos expostos agonizando no vale da agonia, se arranca-se ela seria melhor aquela altura, mas me mantenho em silencio.



Quando escuto o radio em minha mão chamar;



-Austin, Austin, cacete cara cade você? Andou furando gente atoa de novo foi? - Diz King chamando pelo  radio que peguei do cara que caiu da janela comigo, eu havia me esquecido de desligar essa droga, quando o radio chamou eu ouvi os dois se assustarem;



Eles desligam as lanternas, carregam as armas, e sem mirar começam a atirar na pilha de corpos, eles seguram o dedo no gatilho por segundos, escuto o barulho de cabeças explodindo, balas cruzando pelos corpos ao meu redor, ossos quebrando, mas logo eles param, muito sangue começa a escorrer dos corpos fazendo uma possa que toma o chão da sala;



-Que porra foi esse tiroteio?!?- Diz King pelo radio, mas eles não respondem nada.



King retorna mais nervoso pelo radio;



-Jeff e martin, cacete, fumaram merda foi? que porra foi essa? Tão achando que isso...hmmm esperem, tem algo de errado - Ele ia dar uma bronca nos dois mas algo o interrompe.



Escuto as botas dos dois malditos pisarem na possa de sangue que tomava a sala, Jeff e martin era os nomes deles, eles começam a lentamente a rodear a pilha, eu estava encharcada de sangue a essa altura, o cheiro ferroso me da fome, mas tinha que me controlar, escuto eles andarem com calma olhando os corpos, Jeff era o mais próximo de min, podia ver ele levantando braços e pernas dos mortos com o cano da arma, ele ia me ver, eu tinha que fazer algo, nessa hora, eu estava encolhida embaixo da pilha de corpos, posiciono minha perna direita no chão, coloco o radio na boca, e mão esquerda no chão, e me preparo, logo Jeff chega a minha frente, e levanta o braço de um dos vigias a minha frente.



Sem fazer barulho, com um impulso forte da minha perna direita e da minha mão esquerda eu empurro com meus ombros os corpos acima de min para cima dele em uma explosão de força, ele cai com os corpos em cima dele gritando atirando com arma para todos os lados, Martin se assusta com a cena, mas rapidamente aponta a arma para min, enquanto ele faz esse movimento, eu uso um dos corpos no chão como degrau e me estico por cima da pilha, alcançando e batendo na arma e fazendo ela desviar para a esquerda de Martin que crava o teto e a parede atrás de min de balas, nessa hora, usando a pilha de corpos que batia na minha cintura de apoio, eu me estico e pego ele pelo braço direito, puxo para min, ele tenta virar a arma para me acertar, mas com a mão esquerda eu a arranco dele, jogando a arma do lado da pilha de corpos, enquanto pego ele pelo pescoço com mão a direita, Jeff levanta assustado apontando a arma para nós, eu estava tingida e encharcada de sangue com metade da pilha de corpos batendo em minha cintura, com Martin pego pelo pescoço, ele se segurava em meu braço e se debatia, dava para ver seus olhos esbugalhados por traz da mascara, estava aflito, confuso, eu estava cansada, respirando pela boca, toda dolorida, mas tinha que manter a postura.



-SOLTA ELE PORRA, O QUE É VOCÊ?!?!?!?!- jeff assustado pergunta com a arma tremula a minha esquerda ao lado da pilha semi desmanchada de corpos, chocado com toda cena, mas logo ela para de tremer e ele repete a pergunta gritando cada vez mais alto, até que depois da quarta vez ele para;



E começa a atirar



Sinto algo queimar minhas costas, sinto minha visão mudar, não via mais como criminosos, apenas humanos, malditos me cercaram, tenho que fazer algo, ergo minha mão esquerda, e com um tapa de costas de mão eu empurro os corpos do meu caminho para a minha esquerda jogando eles para cima de jeff, alguns batem na parede antes de cair no chão, e logo mancando eu saio andando com Martin com o pescoço dele preso em minha mão direita erguido um pouco acima de meu ombro, ele para de se debater e levanta as mão com os olhos bem abertos por traz da mascara, enquanto isso Jeff se levanta do chão e levanta a arma e aponta para nós, enquanto eu ando carregando o amigo dele, mas dessa vez eu ia fazer diferente.



Paro um pouco a frente de Jeff, que se afastou, quase saindo pela porta, olhando para os olhos dele, eu ergo Martin, quebro o radio na minha boca com os dentes e cuspo as partes fora, posiciono minha mão esquerda na nuca de Martin, viro ele para a parede, e bato, uma, duas, ele grita de dor, e pede para parar, três, quatro, sua voz se cala e seu corpo começa a tremer e se debater, cinco, seis e seu cranio afunda por baixo da mascara, levanto ele uma ultima vez e jogo ele aos pés de Jeff;




-Ai está, solto aos seus pés- Diz uma voz gutural que sai de minha boca.



Jeff olha aquilo, a luz de seus olhos se apaga e logo seus instintos falam alto, ele queria vingança pelo amigo, ele levanta a arma, enquanto ele faz isso eu apoio minha pata direita no chão, encurvo a perna enquanto cravo minhas mãos na parede, e uso para pegar impulso para saltar, sua arma logo começa a cuspir o fogo que seus olhos desejam, eu estava no meio do salto, nessa hora coloco meus braços e me defendo, sinto balas pararem, outras passarem direto, mas minha pele não é escudo e logo sinto meus braços queimarem, eu estava com muita raiva e muito mais dor, mas agora só pensava em uma coisa...



Matar...



Com fúria e muita dor caio sobre Jeff,  sento sobre seu corpo e com um tapa de costas de mão eu espalmo sua arma para longe, para o outro lado da sala, ele grita ao ver e sentir a pancada, eu não pensava em mais nada, apenas estiquei meu corpo para cima, fechei meus punhos e comecei a socar seu torax e sua cabeça, um, dois, três, quatro, ele começa a revidar e me acerta dois socos na barriga, mas eu continuo, no oitavo ele para de se mexer, mas eu continuo, logo oito se transformam em dezesseis, logo seu corpo aos poucos se desmancha a cada soco, suas costelas afundam, eu cravo minhas mãos no seu peito e arranco elas, ergo minha mão direita no ar e com uma patada esmago sua cabeça com mascara contra o chão, sangue espirra pintando a parede a minha direita, logo ergo a esquerda e com uma patada semelhante, atinjo o que restou de seu peito, e espalho seus pulmões, figado e estomago pelo lugar, logo eu paro, me apoiando com a mão onde eram seus ombros, e agora era uma massa amorfa de carne, ossos, sangue, respiro de maneira rápida pela boca, e logo minha visão volta ao normal, e minha respiração fica lenta, volto a ser eu, e vejo o que fiz com o lugar, com eles;



O que eu fiz!?



Levanto me apoiando na parede a minha direita, meus braços queimavam tanto quanto a perna esquerda, neles diversos cortes e rasgos, por causa dos tiros, em meu ombro havia um corte profundo de bala, doía intensamente como se alguém tivesse me pendurado em um gancho de carne, mas nada doeu tanto quanto olhar ao redor e ver a pilha de corpos espalhada pela sala, todos com marcas de tiros, uns quebrados e retorcidos, era os que eu tinha atingido, no chão uma das armas estava com a lanterna piscando, minhas mãos, meu corpo, todo lugar estava vermelho, vermelho como sangue, mas também vermelho como os desertos mortos de Set, eu podia ter vencido essa luta contra esses dois, mas, eu havia sido derrotada de novo, por sua vontade, por minha selvageria, essa cidade não precisa de mais um monstro como eu, não, a era de nossa raiva já se esgotou, por que ainda é o que guia meus passos? Mesmo minha senhora hoje usa sua fúria para proteger a justiça divina, enquanto eu, eu não faço nada a não ser a fazer mal para a vida dos outros, quanto mais tento me afastar da desgraça que carrego, mais afundo nela, mais me torno perto de Set...



O que eu sou, Shayera? Me diz, por que? Nem minha raiva nem minha fúria te salvaram, eu esqueço do que me ensinou e ainda pioro tudo ao meu redor, por que, penso enquanto começo a me deixar tomar pela raiva de novo, minhas palavras se tornam rugidos de raiva, meus músculos enrijecessem, eu estava com raiva, estava surtando em um pedaço do inferno que aquela sala havia virado, que eu havia tornado, mesmo quando escolho agir por  uma boa causa, eu me torno a pior delas;



Mas ao longe algo acontece, escuto sons de tiros, isso imediatamente chama minha atenção, uns param e outros começam, logo escuto gritos abafados e incompreensivos, ordens, e logo o radio de um dos bandidos mortos volta a funcionar;



-Jeff, porra onde vocês estão, aquela maldita ruiva esta aqui!!! Não sei aonde, mas sei que está aqui, corre até... AAAAAHHHH merda morra sua vaaaadiaaa... -Era King no radio, parecia aflito, o radio corta e o som de uma explosão ecoa pelo museu estremecendo tudo por um instante, King devia ter detonado mais uma mochila de bombas, mas dessa vez para tentar a parar a ruiva.



Porem ainda escuto o som de tiros parando e começando, ela devia estar em pé ainda, e lutando, eu tinha que fazer algo, não posso abandonar ela, então aos poucos caminho me apoiando na parede, a minha cabeça estava meio zonza, raiva ainda me tomava, havia perdido muito sangue e gastado muita energia com esse ataque de fúria, mas tinha que continuar, logo que saio da sala sinto algo estranho, era como algo apertando meu coração, o que era aquilo? Eu acho que sei, mas prefiro acreditar que não é o que imagino, logo o radio volta a falar na sala da pilha de corpos;



-King, que merda, responde, Batwoman está aqui, caralho cade você!? Uma das mochilas de claymore explodiu nas costas de um cara e destruiu um dos sarcófagos, alguma merda levantou de lá e ta matando todo o nosso pessoal no hall lá atrás, a Batwoman seguiu para ai, OUVIU, CARALHO KING CADE VO....- Era uma chamada em todos os canais, algo serio deve ter acontecido, nessa hora o radio corta, meus olhos arregalam, e pelo museu um rugido demoníaco ecoa segundos depois, alto e forte, rachando as minusculas janelas desse corredor.



Meus instintos não mentem, e o silencio de Set agora me preocupa.
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Art012

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Re: Sekhen - Justiça em vermelho

Mensagem por Art012 em Sex Dez 15, 2017 4:14 pm

Parte 4

Reação



A dor corria por cada canto de meu corpo, havia levado tiros nos braços e nas costas, os cortes e furos das balas queimavam, podia sentir os ferimentos abrindo a cada movimento, podia quase sentir o ferro das balas alojadas em meus ossos, minha perna esquerda doía, presa apenas por nervos e músculos, sangrava, deixando um rastro de sangue para trás conforme eu arrastava, a essa altura eu estava quase arrancando ela, seria mais prazeroso sentir a dor fantasma de um membro perdido do que a sensação de ter a pele sendo arrancada viva, das artérias esticando por baixo da pele a cada metro que arrasto minha perna, dos nervos agonizando em dor com a mais leve das brisas mesmo com a minha pele presa por cima por uma blusa encharcada de sangue, minha cabeça estava zonza, eu havia perdido muito sangue, se eu fosse fazer algo, teria que ser agora, eu não iria durar muito tempo nesse ritmo.



Enquanto eu falhava miseravelmente em se quer entrar na briga contra esses bastardos, a tal ruiva parece que estava indo bem, mas ela ainda vai precisar de minha ajuda, mas nesse ritmo é mais fácil eu precisar do que ela, mas alem de todas as minha preocupações, algo ocorre, no meio da briga dos bandidos que deu para ouvir, King, o segundo no comando, que detonou aquelas bombas na mochila do bastardo tentando me pegar atendendo a ordens ao que parece, e que deixou minha perna desse jeito, detonou outra mas acabou danificando um dos sarcófagos, e "algo" saiu de lá, pela primeira vez em eras eu fiquei assustada de verdade com algo, nessa hora, quando o rugido demoníaco ecoou pelo museu, estremecendo todo o lugar e rachando as janelas e a pintura da parede, eu sabia que teria dificuldade, mal encontrei meu alvo principal e ele me deu uma surra a distancia, e agora teria que lhe dar com algo que eu temia, não posso abandonar esse lugar, não posso abandonar aquela mulher...



Respiro fundo, fecho meus punhos, me concentro, era agora, eu estava ferida, mas se eu fosse começar a fazer algo, essa era a hora, eu sabia, desde que ouvi falar que esse museu estava sendo invadido, isso era uma possibilidade, assim como falhar mesmo contra um humano, mas ambas, inaceitáveis de todas as formas...



-Valei-me Sekhmet- Digo em egípcio, abro meus olhos e começo a seguir em frente;



Dobro a esquina do corredor, havia algumas portas, mas a unica que importava era a que estava no fim do corredor, era a porta que dava acesso a um corredor que levava a área de visitação, onde seja lá o que saiu do sarcófago estava, eu podia ouvir tiros, gritos, palavras de ordem, sons estranhos de pancadas, uma respiração ruidosa acompanhada de rugidos e guinchos, um ar mórbido tomava o lugar, tudo ficava mais claro conforme eu me aproximava lentamente, não para ser discreta, mas por que eu não conseguia correr, estava me apoiando nas paredes, cada vez mais perto da grande porta dupla de madeira, depois de alguns segundos ao som da sinfonia da destruição que vinha da outra sala eu finalmente chego a porta, respiro fundo mais uma vez, coloco minhas mãos levemente nas maçanetas, e abro ela, arrebentando as trancas eletrônicas da fechadura, dando de cara com um corredor escuro luxuoso, com papel de parede e base da parede de madeira, o carpete macio agora ficava manchado com meu sangue conforme eu me locomovia arrastando minha perna, os sons ficavam cada vez mais altos eu podia ouvir eles;



-AGORA AGORA AGORA!!!!- Alguém gritava, acompanhado de tiros



-ALGUÉM AVISA O BANE, PORRA CADE O KING?!?!?!?!?- Outro gritava, mas sem resposta.



-FALA COMIGO CARA, FALA COMIGO CARA!!!!- Um implorava...



-ALGUÉM ARRRRGGHHH!!!!! PORRA AJUDA AQUI AAAARRHHGG!!!!!- Outro buscava em desespero e agonia.



-SEGUREM ESSA COISA, SEGUREM ESSA COISA, AJUDEM, POR FAVOR DEUS NÃAAAAAAAAAARRRGHHH!!!!!- Outro gritava mas foi interrompido som dos gritos de dor e de algo rasgando.



Acelero meu passo, mas era uma lenta caminhada, não podia gastar energia atoa, sentia o peso de meu corpo, e minha vista oscilava, eu estava nervosa, cerrava meus dentes não me conformava em não poder correr, maldição!!! Eu sabia que ia dar nisso!!! Penso enquanto os sons intensificavam, tiros, gritos, pedidos de misericórdia, apenas a ira vinha em retorno com o aroma ferroso...



-Está se virando para cá!!!! Atirem porra atirem!!!!- Um ordenava aos berros.



-SEM MUNIÇÃO AQUI PORRA, ALGUEM AI AJUDA- Outro pedia...



-AAAAAARRRRGGGGGGHHHH!!!!!!!!!!!- Um grito em unissono ecoa pelo corredor junto com um som metalico estranho, como diversas coisas pesadas batendo contra o piso e o quebrando juntas, a forma como gritaram, com certeza todo o museu ouviu e quem ouviu dificilmente irá querer saber o por que...



Dava para ouvir as dezenas de vozes abafadas por mascaras gritando, e aos poucos, uma a uma se calando, escuto o tiroteio correr da esquerda para a direita por traz da ultima porta a minha frente, depois de metros agonizantes de dentes cerrados ao som da desgraça que vinha do outro lado, e de toda sensação de impotência perante essa situação, eu chego a porta dupla que me separava da zona de guerra que estava a frente, lentamente coloco minhas mãos nas alças das portas, estava destrancada, e com um leve movimento eu as abro.



Revelando a visão de tirar o folego do grande salão de entrada, um hall retangular grande, cercado de majestosas colunas até o teto, uma luxuosa decoração com as luzes do teto, a minha direita se estendia uma grande área com carpete, com hastes de ferro dourado que mantinham certas obras a mostra ali distante do publico com uma corda de veludo que as ligava, mais ao longe nessa direção uma grande parede com largas janelas verticais por onde a luz das ruas clareavam levemente a escuridão do lugar,  formando uma parede de aparência  hemisférica, era a entrada principal, abaixo usando a base de uma estatua de uma bela mulher de braços abertos como cobertura tinha dois bandidos mascarados, outros 4 estavam se escondendo atrás das grandes colunas retangulares que se erguiam até a escuridão do teto, mas toda beleza do lugar se eclipsa no horror diante de meus olhos a minha esquerda.



A cerca de 20 metros a minha esquerda, cerca de 14 corpos empalados em lanças negras que parecem ter brotado e explodido por de baixo do piso e erguido pegando os infelizes sem aviso, que estavam a frente de uma parede cravejada de balas e sangue com uma grande porta de segurança de aço inoxidável no meio onde era a entrada do corredor para o outro hall que havia acabado de passar por reforma, alguns dos corpos nas lanças ainda se retorciam de olhos arregalados e revirados com bocas abertas, e rodeado de membros e corpos desmembrados estava "aquilo"  olhando ao seu redor, em pé, estava a Criatura, olhando aquilo como uma obra prima, era o corpo semi decomposto de uma de minhas irmãs, ainda não havia se regenerado por completo, possuía pernas digitígradas, mas com as patas com ossos expostos, possuía costas fortes cortada ao meio na vertical por uma coluna cravejada de espinhos, mas ombros completamente decompostos, servindo de base para músculos expostos que sustentavam ossos enegrecidos e uma cabeça com o cranio completamente exposto, era uma criatura mais alta do que eu, minha cabeça devia bater na altura da barriga daquilo, seus braços pareciam mais regenerados, exibindo toda musculatura e uma estranha pelagem escura bem curta, aquilo inspirava alto, e rugia levemente a cada vez que expirava, ecoava por todo lugar, pelos meus osso, me trazendo uma sensação de inquietude, era o corpo de uma de minhas irmãs, mas aquilo estava longe de ser uma delas, ela deve ter sido desperta com a explosão, mas por que ela ficou assim?



-Um dois três, VAI, VAI, VAI!!!!!!- Um dos bandidos que se escondia atrás da estatua grita antes de começar a atirar na criatura, enquanto outro corria para se esconder em uma coluna mais a frente do outro lado do hall.



Mas uma barreira quase invisível surge entre os tiros e o ser parando todos eles, a criatura então se vira lentamente, revelando o rosto do cranio de ossos escurecidos que era minha irmã, é possível ver que seu corpo na parte da frente ainda estava se regenerando, dava para ver músculos e pele pendurada, de seus joelhos, um par de espinhos saiam, em seu peito havia uma grossa camada de costelas feitas da mesma cor escura como carvão do cranio, seus olhos brilhavam um vermelho intenso, mas sem globos oculares.



Tão logo aquele ser se vira, aquilo estende o  braço esquerdo, apontando com suas mãos firmes em puro osso  para o bandido que corria para se esconder enquanto o outro atirava para lhe dar cobertura, a barreira que protegia o ser se desfaz, mas tão logo a barreira se desfaz, o bandido que corria para subitamente de correr, levando a mão esquerda a própria garganta, com a direita ele arranca a própria mascara, revelando seu rosto se retorcendo de dor, seus olho se reviram, ele abre a boca ao máximo que pode enquanto pressiona com força o próprio pescoço com suas mãos, logo ele começa a parecer que está sufocando, quando de sua boca, uma massa viva de vermes vermelhos começam a surgir se contorcendo, se retorcendo, se enroscando e se virando, aquela massa sai de sua garganta encobrindo seu pescoço e suas mãos, se agarrando a sua roupa enquanto outros caiam, mais vermes surgem brotando da pele de caroços que surgiam em seu rosto seu rosto, rasgando como diversas faíscas consumindo uma roupa de  lã, saem mais de suas narinas, ouvidos e da base de seus olhos, ele cai de joelhos se debatendo, enquanto aquela massa começa a revirar seu corpo e devora-lo, lentamente.



Durante essa cena, os bandidos que se escondiam atrás dos pilares, parecem chocados, e não perdem tempo,  ao ver o rosto do colega deles se contorcer, eles se viram para a criatura e começam a atrirar, sem a barreira, diversas balas passam através de sua pele seca, algumas recocheteiam em suas costelas e em seu cranio, a criatura parece alheia até que um dos tiros lhe acerta entre as costelas, ela se abaixa, mas logo se ergue de novo;



-PUUGYEAAAAAAHHHHRRRRRRGGGGG!!!!!- O grito daquele ser irrompe pelo lugar, quebrando as grandes janelas da entrada, e fazendo a todos, inclusive eu, a levar as mãos aos ouvidos.



Aquilo parece ter lhe causado dor ao atingir entre as costelas, ela então faz um movimento de corte horizontal para a esquerda para com o mesmo braço que apontou para o infeliz que corria, e das colunas onde os outros bandidos se escondiam, braços retorcidos esqueléticos feitos do mesmo material das colunas surgem trespassando em um único golpe o corpo de cada um deles, todos agonizan lentamente presos as colunas, pendurados pelos braços de pedra que cruzaram seus corpos, restava apenas o bandido atrás da estatua e eu viva ali.



MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA!!!!!-Dava para ouvir o cara atrás da estatua repetindo isso em escala industrial, enquanto a criatura começa a caminhar vagarosamente com a cabeça pendendo para a direita, até ele, eu me afasto da porta, mas sei que aquilo já sabe da minha presença;



-O devaneio dos homens, era após era, a razão de poucos supera a de muitos, devias ter ficado em casa ao seguir os destes- Aquela coisa diz em egipcio com uma voz demoníaca, gutural, ao passar por min seguindo até o bandido atrás da estatua;





-Isto também vale para ti minha querida, que deu razão a essas pútridas criaturas que infestam nosso mundo como ratos nos depósitos de grãos- Minha respiração para e eu engulo em seco ao ouvir isso, sabia que era Set, minha irmã despertou, mas ele está com ela sob controle!? Não, não pode ser!? Mas eu já devia imaginar...



Levo minha mão a boca por um instante, enquanto aquela criatura caminha letargicamente até a estatua, o bandido atrás dela poderia correr, mas para isso teria que se arriscar ser atacado enquanto corria, ele estava cercado, tenho que fazer algo...



De repente conforme a criatura se aproxima, noto que a estatua da bela mulher, parece mexer um dos dedos, logo vejo sua cabeça mexer delicadamente, começando a se voltar para baixo, para o bandido que se escondia em sua base, ela então silenciosa e delicadamente se abaixa como se fosse apanhar uma bela flor no chão, mas quando o bandido nota ela, já é tarde demais, ela se abaixa e com sua mão esquerda o apanha pelo pescoço, voltando a ficar de pé, erguendo ele pelo pescoço como se fosse nada no ar, sorrindo como sempre fez, enquanto encarava o mascarado assustado e se debatendo, Set estáva ficando forte aos poucos, era claro que ele estava fazendo ali, para chegar até Bane teria que passar por aquilo, e para isso teria que fazer mais do que posso, droga, não sou Heroína, por que eu?!?



Aquilo caminhava com calma, sua cabeça ainda estava pendendo quando passa por min, transmitindo um ar decrepito, conhecendo bem como nós funcionamos, Set recuperou um pouco da força dela, mas sua estrutura, seu corpo tenho duvidas, mas ele está usando diversas coisas que nunca vi, digo olhando as lanças, os braços que ele fez sair das colunas do museu e o ladrão que a estatua havia pego e apreciava com um olhar apaixonado o coitado se de bater de medo e horror.



Eu não posso correr, não consigo me concentrar com essa perna assim, minha cabeça está zonza, sinto frio e sono agora, meus movimentos estão lerdos e com menos força agora, se eu for acertar aquela criatura, vai ter que ser pra valer, penso enquanto olho aquela criatura andar.



Respiro fundo, enquanto me abaixo no chão do hall, como uma leoa me posiciono para o ataque, mas só tinha uma perna funcional, e meus braços para o impulso, olho a criatura há uns 6 metros de distancia, de costas para min,era loucura, era o meu dever, e com um olhar determinado encaro meu alvo, cravo meus dedos no chão, e com um forte impulso me jogo em direção a criatura, com o salto fico na altura de sua cabeça, abro minha boca e estendo meus braços para pega-la quando começo a me aproximar, a parábola do pulo era um momento calmo antes da tempestade, antes que minha bocarra atinja seu corpo, a criatura em que minha irmã havia se tornado se vira, primeiro seu corpo, ela estende seu braço e com sua mão direita ela me pega pelo pescoço no ar, sinto a parada brusca, sinto meus órgãos se jogarem contra os meus ossos, meus pulmões baterem contra as minhas costelas, meu cérebro contra meu cranio, minha perna ferida se debate e se desprende um pouco mais pela sensação que tive ao sentir alguns dos músculos rasgarem com o movimento dela, aquilo foi capaz de parar todo meu peso em velocidade sem problemas, e meu corpo sente a força de uma parada brusca daquelas, era como fazer bungue Jump com uma corda no pescoço, se meu corpo não fosse forte, essa pegada dessa criatura teria quebrado minha coluna.



Aquilo vira sua cabeça com um brusco movimento para me ver em suas garras, sua cabeça se alinha e fica em pé no pescoço como se estivesse normal, com seus olhos iluminados em vermelho alaranjado a criatura me fita, me olha, suas garras apertam meu pescoço, não sinto o chão sob minhas patas, ela me levanta no ar como se fosse de papel, mas sua cabeça é um cranio de leão sem pele ou músculos, logo não possui expressão para dizer o que quer, mas em uníssono em egípcio aquilo e set em minha mente dizem;






-E quem se joga em minhas mãos!? Mas pena que essa seja uma de maneira súbita em hora tão inoportuna minha querida, huhuhu, não se preocupe, logo teremos as areias vermelhas sob nossas garras, o firmamento estrelado sob nossas cabeças, minha cara, traremos a todos, Deuses e criação o ódio que temos- Ele diz com calma, com convicção de uma sincera declaração de amor assoprada de maneira delicada aos ventos, ele parecia transmitir ardor em suas palavras, mas o único ardor que ele possui é pela destruição, por que não me mata logo!?



A boca da criatura se abre, suas garras apertam mais meu pescoço com se tivesse ouvido o que pensei, eu estou paralisada em suas mãos e seus olhos começam a brilhar mais intensamente, do vermelho para o laranja, do laranja para o amarelo, e logo começam a brilhar em um branco cada vez mais intenso...



-Parados ai, mas qu quqqq!?- Dois homens de farda policial entram no museu sem aviso correndo pela esquerda da base da estatua com o bandido preso vivo em suas mãos, apontando armas para nós mas logo arregalam os olhos em confusão ao ver toda aquela cena.



Eu estava com meu pescoço nas mãos dessa criatura erguida no ar, ela me encarava, seus olhos brilhavam intensamente, fazendo um barulho alto como o de centenas de fósforos sendo acesos, quando dois policiais desavisados entram no museu com voz de prisão, porem a criatura não se surpreende, apenas vira sua cabeça lentamente para traz, os dois homens sentem na hora que não deviam estar ali, em seus olhos o temor dos homens ao encarar monstros alem de sua compreensão surge, eles parecem querer correr mas não param de olhar para a criatura, a criatura passa a me segurar com sua mão esquerda no ar, me mantendo na mesma posição de antes enquanto se vira para a direita para olhar esses humanos melhor.



Logo escuto o barulho de seus olhos ficarem mais e mais intensos a cada segundo, como ela está olhando para os policiais, eu consigo ver parte de tras de sua cabeça, e pela coluna dela uma luz estranha subia, chegando na parte trazeira do cranio dela onde faz um barulho ainda mais alto e agudo indiscritivel, sinto sua mão afrouxar levemente, com isso sinto meu corpo denovo e quando o ruido de seus olhos atingem um pico e param subitamente, eu me debato violentamente, agarro seus braços e ergo minha perna direita, tento chutar uma, duas, três, mas só na quarta tentativa que com minha perna direita  eu chuto a lateral de seu corpo num ultimo esforço...



Seu corpo não demonstra dor, mas desequilibra a fazendo erguer a cabeça na diagonal para a sua esquerda, nessa hora, um potente flash sai de seus olhos, e se apaga, logo quando se apagam, o teto na diagonal a esquerda e parte da parede da entrada onde estavam as janelas se iluminam em um laranja intenso e num piscar de olhos era como se tudo aquilo estivesse começando a derreter, brilhando intensamente como magma, mas logo quando meus olhos compreendem o que veem, ocorre um segundo estrondo ainda mais forte, toda a parte do teto e a parede da entrada onde estavam as janelas e que pareciam começar a derreter explode num intenso tremor que reverbera pelo lugar, atrás de nós eu consigo ouvir parte do teto desmoronar e as colunas caírem, rochas do teto nos atingem, ela, a criatura demora para se recompor do desequilíbrio quando eu a chuto outra vez, e outra vez, e outra vez, até que finalmente aquilo me joga em meio aos escombros atrás de nós onde meu corpo rola por alguns metros até parar em baixo da parte onde o teto não havia caído, próximo aos corpos empalados, para longe da entrada, agora destruída, dava para ver o céu nublado e os prédios ao redor, luzes de sirene na rua começavam brilhar a parte da frente em azul e vermelho, havia uma grande escadaria na entrada, não dava para ver de dentro se eram só carros de policia abandonados ou se oficiais estavam ali ainda, a unica coisa em pé era parte da fachada de entrada mais a direita e a estatua onde o ladrão estava preso pelo pescoço, vivo, mas desmaiado ao que parece.



Esse era um ataque nosso, esse ataque consistia em um disparo de energia dos olhos, como um flash  que explodia em área, era muito rápido, tudo isso ocorreu num piscar de olhos, mas a destruição do lugar impressionava, era claro que ele estava tentando regenerar ela, mas despertar ela aqui, nesse lugar fez ele se dedicar a trazer os poderes ofensivos antes de qualquer coisa, para se defender dos bandidos, penso enquanto estou deitada de lado, imóvel, meu corpo doía, mas aos poucos a dor ia sumindo, minha perna formigava, eu estava perdendo os sentidos, não conseguia me mover, a criatura estava parada perto da estatua, com as luzes das sirenes a iluminando por traz, ela me olhava enquanto se erguia, seus olhos voltavam a acender, ela e Set dizem;



-Vês? Entende por que manterão vocês longe de tudo e de todos? Para que um simples roubo não se transforma-se nisso, em uma catástrofe irreversível, para eles claro, pois nós, nós pegaremos o que é nosso de volta, esse povo, esse bando de primatas, mesmo em nossas terras puras, inóspitas para eles, eles não nos deixam em paz, a cada dia o mundo ganha mais olhos e nós que temos que nos esconder? Servir e proteger esses miseráveis? Você não foi criada para isso? Você foi criada para destruir essa raça, mas se nem mesmo aquela filha de mil pais que te criou pode, por que você acha que conseguiria? Não pode destruí-los, não conseguiu proteger suas irmãs, deixou suas tumbas serem violadas por esses invasores e ainda pede ajuda deles, escolhe agir po eles!? Um humano conseguiu te ferir gravemente sem sequer te enfrentar em combate direto HA!!!! Ainda quer proteger eles? Sua determinação me encanta, mas sua estupidez....





Apoio meus cotovelos no chão, depois posiciono minha mão esquerda, eu quero levantar, eu preciso, Set e a Criatura continuam...



-Ele está ali em baixo, um simples mortal, se esse ser te machucou tanto, como quer se erguer contra min? Devia ter ficado parada, em seu conforto, isso não é luta para você, alias por que não faz como sua "amada criadora" e como ela, por que tu não enches tua barriga de cerveja até cair e quando acordar da bebedeira, abre suas pernas pro primeiro em que bateres o olho?



Meu corpo parece pesar toneladas, mas consigo ficar sentada de lado, enquanto lentamente, através da dor de rasgar paredes com os próprios dentes, eu encaro aquela criatura, ela continua...




-Aguarde, quando terminar com esse lugar, eu continuo com você, minha queri HAAAARRRRGGG- Ele falava mas o disparo de uma arma  o atinge nas costas na altura do coração, ele sente dor e se desequilibra, mas rapidamente se vira.



Eu e a criatura olhamos para a direção da entrada de onde veio o tiro, quando vemos que era o bandido mascarado preso nas mãos da estatua havia retornado a consciência, e tentou um disparo de sorte, assim como o outro que vi no corredor antes, esse também carregava uma pistola, o tiro não o feriu, mas com certeza foi um recado, ninguém vai cair sem lutar aqui.
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Re: Sekhen - Justiça em vermelho

Mensagem por Art012 em Sex Dez 15, 2017 4:39 pm

Parte 5


O homem que quebrou o morcego





Estávamos no antes hall de entrada do museu, agora do lado da entrada destruição completa, era possível ver o céu nublado, os prédios e as luzes de sirenes iluminando lá da rua na base da grande escadaria da entrada, a frente próximo onde era a entrada do museu estava uma estatua de uma bela mulher com um bandido preso pelo pescoço no ar por suas mãos, agora apontando uma pistola para o corpo semi ressuscitado de minha irmã sob o controle de Set, que estava em pé alguns metros a dentro, um pouco mais perto de min, eu estava caída perto de corpos empalados e rodeada dos restos dos outros, em meio a escombros, encharcada de sangue, ainda sob uma parte com teto, meus sentidos lentamente tentam ir embora, mas ouvir Set, me lembra, não posso ir em paz, não posso ficar parada enquanto tudo pega fogo ao meu redor, só por que posso aguentar o incêndio, isso não quer dizer que eu deva ficar parada e observar, não, mesmo sem poder, eu vou levantar e lutar, vou, isso é o meu dever, me levanto lentamente, apoiando as mãos no chão com a pata direita, me equilibrando com dificuldade, a Criatura havia se virado para encarar o mascarado que atirou em suas costas, o bandido estava preso na estatua que o segurava no ar pelo pescoço, ele estava lutando pela própria vida, se um humano não desiste, por que eu?



Logo me levanto me equilibrando, minha perna esquerda estava mal, mas a ignoro, era hora de demonstrar a que eu vim, por que aquela ruiva confiou em min o dever de ajudar ela, enquanto isso encaro a Criatura que estava de costas para min, ele caminha em direção a estatua, em dreção a entrada destruida do museu, rumo as luzes das sirenes, enquanto ele caminha, vejo uma luz vermelha subir por sua coluna, era a mesma de antes, ele estava preparando outro ataque daqueles, olho aquilo fecho os olhos, seja o que minha Senhora quiser, penso eu.



Me abaixo, posicionando minhas mãos no chão e minha pata direita mais atrás, e como uma leoa em quatro patas agora, minha perna esquerda era inutil, mas meu corpo ainda resistia, apesar de todos os ferimentos, minhas costas queimam, meus braços estão ardendo e sangram, mas, mas eu não vou deixar esse maldito usar minha irmã assim!!!



Abaixo minha cabeça, e logo levanto ela de novo com um olhar agressivo, enrijeço meus músculos, posiciono minha perna direita mais para frente, minha calda balança e se posiciona no chão, nessa hora o bandido mascarado nota a minha movimentação e começa a atirar em Set, a criatura, as balas passam pelo corpo seco de minha irmã e rebatem em seu cranio, enquanto eu respiro fundo e numa ultima explosão de força que racha o piso levemente, eu me impulsiono em um salto em direção a criatura, o salto sai mais alto que o ultimo, agora chegando ficar acima da cabeça de criatura no ponto mais alto da parábola, o salto parece durar menos que o ultimo, peguei muito mais velocidade, estendo meus braços, abro bem minhas mãos, e me preparo para atingir ele, a Criatura percebe e num instante se vira para tentar me pegar no ar de novo, mas dessa vez, quando ela estende seu braço esquerdo, eu afasto sua garra com um tapa de costas de mão com minha mão direita, enquanto com a esquerda antes que meu corpo atinja ela eu atinjo suas costelas na altura do coração com um soco, a criatura perde equilíbrio e juntas caímos nos escombros, eu rolo alguns passos ainda para frente, por cima da criatura. mas rapidamente me viro e com auxilo das mãos e da perna direita corro como uma fera em quatro patas (ou três o caso), a criatura começava a se levantar quando eu a pego pelas costas ainda no chão, rolamos alguns passos em direção a parte ainda com teto, eu acabo caindo por cima dela sentada em sua cintura, e sem demora começo a socar seu cranio, esquerda, direita, esquerda, direita, depois de alguns socos, ela parece ignorar qualquer dano, eu seguro seu pescoço com a mão esquerda, enquanto com a mão direita começo a socar seu corpo na área das costelas. um, dois, três, quatro, cinco, meus dedos parecem que vão quebrar, quando finalmente uma rachadura aparece nas costelas da criatura sujas com o sangue de meu punho, mas a criatura revida com um soco em meu abdômen, me empurrando para fora, me fazendo cair cuspindo sangue perto da base da estatua, mas enquanto aquela criatura se ergue, eu fico novamente como uma leoa e começo aos trancos correr em três patas para cima da criatura, quando ela se ergue, seus olhos brilham intensamente ao me encarar, eu chego nela rápido e em um golpe de desespero me levanto com um impulso da perna direita e atinjo sua barriga com um uppercut de direita, a criatura se enverga por cima de min por causa do golpe, mas logo se ergue, erguendo sua cabeça com imponência e com um rugido, com seus olhos brilhantes como faróis prontos para disparar, aquilo me assusta de momento mas antes que a criatura possa fazer qualquer coisa eu atinjo seu queixo com um uppercut de esquerda com toda força que resta em meus braços na hora, sua cabeça vira para cima, levemente erguendo seu corpo no ar, nessa hora quando o golpe a acerta ela dispara o flash dos olhos, mas o disparo acaba indo em direção aos céus nublados em cor de ferrugem, deu pra ver quando o tiro passou pelas nuvens.



As nuvens acima de nós se abrem rapidamente em onda quando o tiro de flash ocular da criatura atinge elas, fazendo um buraco gigantesco no céu nublado de Gothan revelando algumas estrelas e uma lua cheia magnifica por traz das nuvens, mas não há tempo para olhar, enquanto isso acontece, eu coloco minha mão esquerda sobre o ombro direito dela a segurando, fecho meu punho direito ao ponto dele estalar, e fazendo força aponto de quase sentir meus músculos estourarem e de meus ossos racharem eu acerto o peito da criatura no lado do coração com o melhor golpe que posso ali, minha mão explode  as costelas e meu braço esticado sai pelas costas das criatura que solta um rugido extremamente alto e retorce seus braços;






-RWRAAARRRRRRG SUA, DESSA... Ate que em fim fez algo huhuhuhuhahahaaaaa- Diz Set em minha mente, no principio com raiva, depois ele parece tentar esconder a raiva.



Enquanto da boca da criatura um ultimo ruido animalesco sai quase como um suspiro;



-....o....br...brigad....-Isso arregala meus olhos, e me entristece, era uma voz gutural, mas alma de uma delas estava lá, Set precisou deixar a alma de uma delas voltar para roubar o corpo dela;



Fecho meus olhos e empurro a carcaça, tirando meu braço ensanguentado e minha mão do peito da Criatura, a carcaça cai sem vida, eu caio sentada por um instante, estava exausta, não não conseguia parar de pensar em como Set conseguira isso, demora horas se não dias para regenerar uma de nós, mesmo nos passamos pela remoção de todos os órgãos, logo tudo precisa ser regenerado quando uma de nós desperta quando não é uma urgência, o único órgão que não é removido é o coração, como no embalsamamento, Set deve ter usado muita força para fazer ela andar assim e até lutar mas como!? Ela usou poderes estranhos mesmo para Set em si, de onde ele tirou essas coisas? Isso fica para outra hora, a frente estava os corpos empalados, atrás ainda preso na estatua estava o bandido ainda preso na estatua, com a arma descarregada, ele estava vivo ainda, da rua podia ouvir o burburinho dos policiais, enquanto uma voz mais experiente começava ordenar;



-Não se aproximem ainda ouviram!!! Viram como aqueles dois retardados  chegaram lá na chefatura.



Não sei quem era, mas acho que era o tal comissario Gordon, como esse cara consegue dormir a noite nessa cidade? Voltando, eu estava quebrada, moída, destruída, mas tinha que continuar, com muita dificuldade levanto, respiro violentamente pela boca, ainda sinto sangue voltar por minha garganta, estava quase desmaiando, havia perdido muito sangue, mas tinha que continuar, Bane estava atrás da grande porta de segurança, atrás dos corpos empalados, na parede cravejada de balas, e para lá, arrastando minha perna eu sigo em direção a grande porta de aço, ela estava intacta, era com superfície de aço inoxidável, era uma porta instalada recentemente, havia outras pelo prédio, mas só essa havia baixado e era o único caminho que eu tinha para chegar até Bane, eu não tenho mais forças, mas tenho que continuar, me envergo um pouco para traz, levantando minha cabeça fechando os olhos para recuperar o oxigênio, e me concentro por uns segundos, sinto meu coração bater acelerado, eu já havia perdido sangue demais até para min, de zonza aos poucos começo a ficar tonta, mas logo volta a só ficar zonza, respiro fundo, encho meu peito, posiciono minha perna direita, abro os olhos e me preparo, abaixo a cabeça, encaro meu reflexo fosco na porta de aço escovado e me abaixo, cravo minhas mãos onde a porta entra no chão, mas sinto que ela entra mais ainda no chão do que aquela parte, então me levanto de novo, cuspo nas palmas das mãos, esfrego elas me abaixo e com um golpe de ambas cravo meus dedos no aço da porta bem perto do chão, e começo a fazer força para cima com minha perna, um impulso e aporta não se mexe, dois e nada, três e minhas mãos rasgam um pouco do metal parando em uma estrutura dentro da porta e fazendo sangue escorrer de minhas palmas, mordo meus lábios, respiro fundo e começo a aplicar força.



Na hora sinto meus músculos saltarem, dos braços, das costas, da perna direita que era a unica que conseguia fazer força ali, cerro meus dentes e começo a rosnar, eu estava sem forças mas tinha que conseguir, sinto a porta se mexer um pouco, expiro e pego folego e aplico outra dose de força, escuto algo ranger dentro da porta enquanto ela sobe lentamente, logo com minha perna direita aplico força para levantar, a porta lentamente cede e começa a subir, minhas artérias saltam no pescoço e testa, nos braços, mesmo com todo aquele pelo, dava para ver, abro minha boca e começo a rugir era agora ou nunca;




-RwroooooooaaAAAAAAAAAAARRRGHHHHHH- E com um rugido sem olhar, eu faço força que nunca precisei para abrir essas coisas, mas eu estava tão ferida, e havia perdido tanto sangue que isso era um esforço hercúleo para min.



E logo escuto engrenagens quebrarem, correrem em falso, barras de titânio racharem e quebrarem, e a porta sobe num impulso de volta a parte de onde ela saiu no teto, era uma porta larga, mais ou menos 1 metro e meio de espessura, mas logo ela levanta eu me jogo por baixo dela no chão do corredor que ela bloqueava, a porta desce de novo arrebentando as pontas soltas que ficaram da parte que estava escondida dentro da parede, lacrando de novo esse corredor, mas antes que descanse eu levanto rápido, sabia que se eu fecha-se os olhos eu não abriria eles tão cedo, levanto e me jogo me apoiando na parede esquerda de costas por uns segundos para recuperar o folego, a minha direita estava a porta que arrombei, a minha esquerda estava o corredor, largo corredor repleto de obras de arte em suportes blindados transparentes, era um corredor com tom de areia escuro, sem luz na hora, pelo corredor havia diversos desses bandidos mascarados nocauteados, deitados no chão, parecia uma massacre, mas ninguém estava ferido com gravidade, era uma trilha que seguia até o fim do corredor, onde dava para ver uma luz entrando pelo teto no hall, era o hall com um domo de vidro, e iluminada por essa luz estava uma estatua, a grande imagem de minha senhora, a luz da lua iluminava o lugar, dava para ver, engulo saliva com sangue, e começo aos poucos seguir a trilha de bandidos nocauteados, sinto meus ossos quererem desistir, o eco da voz de Set vai e vem, tudo parece turvo, vou deixando marcas de patas de sangue nas caixas de vidro conforme minhas mãos se apoiam nos estandes das obras para que eu não caia, era um longo corredor, sentia olhos me observarem, das estatuas e pinturas? Dos Deuses? Não sei, e prefiro não pensar nisso agora, eu tinha que ajudar a ruiva, eu pensava em tudo enquanto caminhava lentamente, mas me pergunto por que ali? Tantas saídas e entradas subterrâneas por que por ali?



Quando a luz que entrava pelo teto no hall parece ganhar companhia, uma outra coluna de luz mais intensa surge dançando, quando de repente, uma explosão e som de vidro estilhaçando irrompem o tétrico silencio, milhares de cacos caem  refletindo a luz por toda escuridão do lugar, e seguindo os cacos seis cordas dessem do teto, junto com um alto barulho de helicóptero, e por essas cordas, homens usando uniforme tático negro com capacete, devia ser algum tipo de forças especiais, eu estava na metade do caminho, mas me escondo atras de uma das obras para olhar o que estava acontecendo, e logo aqueles homens descem escuto duas explosões vindo do hall, seguido de tiros de armas automáticas;



-Blackhawk 9, blackhawk 9, dois homens abatidos!!!!- Um dos soldados grita...



Quando pode se ouvir o som de quatro tiros de espingarda, e em seguida uma voz diferente, abafada mas com muito mais autoridade que qualquer um que já ouvi falar hoje;




-Blackhawk 9, cargas entregues, king vamos embora;



Essa voz era diferente de todas as outras, eu me afasto do lugar onde estava escondida, e tento me aproximar do hall lentamente, quando escuto o motor do helicóptero ficar mais alto, sabia que ele ia partir, eu não posso permitir, as cordas começam a subir e preso a uma delas um homem muito forte, muito mais alto do que os que já vi, usava uma camisa regata negra, uma mascara negra com face branca e com lentes vermelhas, parecida com essas de wrestiling, calças negras por dentro de coturnos, tinha diversos tubos verdes ligando sua cabeça atrás e a um dispositivo no braço, logo que vejo me jogo no chão, caindo em tres patas de novo, e depois de alguns passos escorregados eu pego tração e começo a correr, aquele devia ser o tal Bane,  e esse era meu ultimo esforço, depois disso acabou minha energia, corro em tres patas respirando pela boca, correndo de maneira desordenada pelo chão liso do corredor, pego velocidade enquanto o homem sobe rumo ao teto do hall, ele parece me notar correndo, deu para ver quando as lentes vermelhas da mascara dele me focaram, ele olha por uns segundos, tira uma granada do bolso de traz dele, eu vejo e acelero mais, ele já havia tirado o pino da granada, mas fica com ela "cozinhando" por um tempo enquanto corro.



Até a hora em que eu salto de braços cruzados, ele joga ela em minha direção enquanto estou  no ar, com um tapa de costas de mãos eu espalmo ela para o lado direito com força, ela explode na parede próxima de min, iniciando fogo na decoração do lugar, e um zumbido nos meus ouvidos, eu estava voando na direção dele quando ele simplesmente me chuta na cara no ar com ambas as pernas, por causa do meu impulso eu acabo girando para traz enquanto passo por ele e caio no chão do hall de costas metros abaixo, perco o ar, mas enquanto recupero meu folego, eu noto uma das cordas a minha esquerda e rapidamente me arrasto agarrando por pouco uma das cordas do helicóptero, levanto mas antes de ficar em pé eu seguro a corda com a mão esquerda e com a direita agarro outra, o helicóptero ia me levantando aos poucos, quando me estico e faço força para puxar o helicóptero para baixo, no primeiro impulso as cordas abaixam enquanto o motor do helicóptero grita mais alto com um ruido agudo, o helicóptero volta a subir mais e mais rápido, com isso eu me concentro;



-RRRWRROOOOOAAARRRRRR- E com um rugido puxo com as forças que me restavam as cordas para baixo chegando a encostar minhas costas no chão.



O helicóptero faz um estranho ruido, eram as hélices perdendo controle e ele virando de lado, ele faz um desvio para a direita e cai ao lado do domo de vidro, afundando o teto e ficando com a cabine pendurada, enquanto tudo isso acontecia, Bane se solta da corda, e cai sobre minha cabeça com uma voadora estilo drop kick para baixo, quase ficando em pé em cima de min, por causa do impulso dele ele cai rolando para minha esquerda, parando com um joelho apoiado sobre o chão enquanto eu rolo para a direita, tonta porra causa da perca de sangue, de todo o esforço e da pancada, eu mal ficava em pé mais, ele se levanta com calma, estala os dedos e diz;






-Depois de todas as aberrações que esse mundo gerou para se proteger, para se enfraquecer, queimaram, não é que ele continuou gerando coisas novas, você derrubou um helicóptero com seus punhos? Admirável, aquela coisa no outro hall matou todos meus homens agora pouco, você parece forte apesar de estar ferida, vamos ver se você faz a dor te desenvolver mais... - Diz ele caminhando lentamente.



Ele aperta alguns botões no dispositivo em seu braço, algo flui pelos tubos, ele começa ficar visivelmente mais forte, suas artérias saltam com seus músculos, então ele continua, com a voz levemente alterada;



-Ou se você a deixa te destruir.



Eu não conseguia ficar em pé, ele não era um homem normal.
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Re: Sekhen - Justiça em vermelho

Mensagem por Art012 em Sex Dez 15, 2017 5:58 pm

Parte 6

O Homem que quebra deuses



Meu corpo não respondia direito, sangue escorria de minha boca vindo a impulsos de meu estomago, eu estava deitada de bruços com meus cotovelos sobre o chão, era um hall grande, escuro, com uma grande estatua no meio, era a estatua de minha senhora, iluminada pelo luar e secada de estandes de vidro blindado, se erguia embaixo do domo eu estava caída aos pés dela, minha perna sangrava com todo meu corpo, eu lutava para ficar de olhos abertos, respirava e brigava por cada gota de oxigênio que entrava por minha boca, a minha frente estava Bane, ele não era um homem normal, havia eu recebido dois dropkicks na cabeça, eu já estava zonza antes mas isso só piorou a coisa toda, ele caminha com calma até se aproximar de min;




-Uma exposição da deusa do antigo Egito com cabeça de leoa que se banhava em sangue, e quem aparece para defender o lugar, uma leoa coberta por sangue, mas me parece ser mais sangue seu que de suas vitimas, a mulher ruiva fantasiada de morcego passou por aqui depois e aquela coisa ter acordado, ela luta como o antigo morcego.



Nessa hora ele me chuta no estomago com toda sua força, eu não sentiria muito mas no estado em que estou aquilo doeu, eu rolo para mais perto da estatua por causa do chute, ele continua;




-Ela tem os mesmos brinquedos que ele e a mesma mania de achar que se só esconder na escuridão ajuda alguma coisa, ela queria ser igual a ele só que diferente, então eu quebrei ela como fiz com o morcego.



Ele chuta minha cabeça, fazendo ela bater na estatua, não perco os sentidos, mas fico um pouco mais tonta e mais sangue escorre de minha boca, ele continua;




-Já perdi a conta de quantos aspirantes a vigilantes surgiram nessa cidade desde que o morcego virou cinzas, eles querem ser e defender e lutar como ele, e um a um eu os mato, aos poucos vemos quem é esperto para voltar correndo para casa ou burro o bastante para continuar...



Ele logo se coloca a frente de minha cabeça, eu lutava para manter os olhos abertos;




-Você sabe ao menos falar minha língua? Mesmo que fale você me parece ser cabeça dura, bom, então se palavras não servem...



Logo ele começa a chutar minha cabeça com sua bota direita, seguidas vezes na fuça, uma, duas, três, quatro, cinco, seis, entre os vários chutes ele diz;



-Um...A...Um...Dia...a...pós...dia...ESSA...CIDADE...ENFRAQUECE...A...CADA...ASPIRANTE...A...BATMAN...E...A...CADA...UM...QUE...MORRE...ALGUÉM...APRENDE...UMA...LIÇÃO- Diz ele com raiva determinação entre os chutes.



Então ele da um ultimo chute de esquerda, minha boca sangra, doi como nunca, sinto uma das minhas presas mole, ele continua;






-O que é melhor, salvar uma garota ou ensinar ela a se defender pois, nem sempre haverá alguém para protege-la? - Ele se vira e caminha até um ponto do hall onde as cordas estavam enroladas, se abaixa apanha algo, não consigo ver o que é, minha visão esta turva, sangue vem a minha boca a cada vez que expiro;



Ele se levanta, parece recarregar uma arma pelo som por traz do zumbido em meu ouvido, ele se vira e volta para min;





-Alguém ensinou a esperar a ajuda que vinha dos céus, a ajuda que vinha dos becos, das sombras, uma força quase demoníaca que os protegia, mas alguém esqueceu que essa força, um dia acaba, o que você vê nesta cidade é o produto disso, da preguiça criada por aqueles que se acostumaram, alguém pode dizer que há alguém ainda para proteger, para ajudar, esses são os que ajudam ainda mais a tornar as pessoas fracas e dependentes;



Ele olha o dispositivo no braço e depois continua;




-Uma mãe escorpião, carrega seus filhos nas costas até o dia em que ela diz, "acabou" e os filhos que não descem de suas costas são picados e devorados, assim se faz seres fortes, já imaginou como seriam fracos e patéticos se alguém viesse e os protegesse?, Não precisa, só olhar essa cidade.



Ele faz um movimento característico de espingarda calibre 12 pump action, uma capsula vazia cai de parte de traz da arma e continua;




-Maldade para eles são só os criminosos, mas eles esquecem que ficar com o rabo sentado só olhando é tão ruim quanto o pior deles, fraqueza, num mundo como o nosso, agir ou reagir, esperar alguém vir fazer isso por você!? Nunca,.



Ele aponta a arma para minha cabeça, nessa hora meu corpo para, não responde, tudo que posso fazer é olhar para cima, para a estatua de minha senhora, iluminada pela luz que entrava pelo teto quebrado de vidro, pela  lua que voltava aos poucos a ser encoberta pelas nuvens de Gotham, era uma grande estatua, mas, hoje, é só isso, uma estatua, encosto uma das mãos em seus pés, meu corpo estava estirado no chão, olho e fico em silencio...






-Desistindo? Assim tão rápido? Vai me obrigar a desperdiçar uma bala?- Diz ele.



Mas antes de fechar os olhos eu lembro o que eu estava fazendo, de cada pessoa que encontrei aqui, de como apenas cruzei os braços e as deixei seguir, se eu tivesse sido mais rápida, não, não, sem essa de se eu tivesse sido, se eu for voltar para ti, que não...



Meus olhos arregalam...



Seja...



Meus pulmões enchem de ar....


EM SILENCIO!!!!!



Penso com fúria, nesse instante era como se tudo estivesse claro, meu corpo inteiro dói, minha cabeça tava tonta, sangue escorre pelos cantos de minha boca, minha visão estava turva, mas não vou cair assim, nunca!!!!



Com um movimento brusco com minha mão direita eu espalmo a arma que ele apontava para min, ela dispara fazendo uma cratera no chão perto do topo de minha cabeça, enquanto faço isso eu giro meu corpo e com a mão esquerda eu puxo a perna direita dele, fazendo ele perder o equilíbrio, ele cai de costas no chão deixando a arma cair, rapidamente me viro, e com um impulso dos braços me jogo para cima dele, e dou um soco de direita, ele parece sentir, no segundo de esquerda ele tira a cabeça do caminho, e me acerta com um soco de direita no figado, depois mais outro e mais dois, aquilo doi, eu não devia sentir mas estou tão debilitada e ainda sentindo a pancada que a Criatura me deu que aquilo parece me machucar mais por dentro, isso me faz cuspir sangue e meu corpo envegar para o lado esquerdo dele, ele me empurra para o lado e rola para a direita, eu apoio minha perna direita no chão e tento levantar, estava quase levantando quando ele se levanta e vem correndo em minha direção.



Como um touro enfurecido ele corre em minha direção, eu estava levantando, logo ele me atinge com seu ombro esquerdo e com a força de seus braços ele me levanta no ar, e me carrega correndo até eu bater de costas em um estande de vidro blindado, logo quando atinjo o vidro ele me solta e desfere uma sequencia de 5 golpes em meu abdômen, sinto as pancadas, logo depois ele finaliza com um cruzado de esquerda, cerro meus dentes e tento revidar com um cruzado de direita, meu punho era do tamanho da cabeça, mas ele apesar do tamanho gigante para um humano era ágil e tira a cabeça do caminho sem dificuldades, me acertando uma joelhada de direita em meu abdômen me fazendo cuspir muito sangue seguido de um cruzado de esquerda, eu fico muito tonta, por causado excesso de pancadas na cabeça e perca de sangue e envergo para a direita, ele então aproveita, me pega pelo lado e me joga no chão, isso não me causa dando algum, mas isso não era um golpe, era uma preparação, antes que eu possa reagir ele me levanta.



E com sua força ele levanta meu corpo acima de sua cabeça, esse homem era muito forte, ele me ergue de barriga para cima, vejo a lua sendo encoberta pelas nuvens, minha cabeça girava, eu não respirava direito, a cada expiração eu tinha que engolir o sangue que voltava dos pulmões, e com um forte movimento para baixo ele me joga contra seu joelho direito, KRAKT, batendo minhas costas contra seu joelho, causando uma dor de morder a língua, meu corpo enverga para traz, logo ele me solta na frente dele, eu caio de barriga para baixo com a mão esquerda nas costas, ah aha aquilo se eu não fosse quem sou, provavelmente não estaria sentindo minhas pernas agora;




-Você pode ter força se levantou aquela porta de aço com seus punhos, mas sua técnica é ridícula!!!- Diz ele;



De fato não tenho técnica, admito, olho para ele, que estava a minha direita,  olho nas lentes dele;




-É, Sua técnica é ótima, mas eu já levei pancada piores...




Nessa hora, bato nas pernas dele com meu braço direito, ele cai no chão costas, enquanto eu apoio meu joelho direito no chão eu pego ele com minha mão esquerda pelo pescoço e o levanto no ar quando fico em pé, ele parece tentar torcer meu braço ao segurar nele, mas antes que ele perceba que não vai conseguir, eu dou um soco de direita em seu estomago, ele consegue segurar o vomito, mas nessa distração, eu dou outro soco de direita no rosto dele, eu perco o equilíbrio mas aos pulinho me ajusto, enquanto ele cai e rola alguns passos a frente de min, parando com um joelho apoiado no chão;






-Ugh, tem força mas sem técnica, agora veja força e técnica!!!- Ele estava ficando alterado de raiva ele então aperta o botão de novo no dispositivo do braço.



Ele urra de raiva, seus músculos ficam enormes para o tamanho humano, eu ainda era um pouco mais alta que ele, mas ele estava mais largo, veias saltam por todo seu corpo, ele me encara com um brusco movimento de cabeça;



RWROAAAAAAAAAAAA- Urra ele ao correr em minha direção novamente, agora muito mais rapido.



Ele corre até min e antes que eu acerte ele, ele me derruba no chão e começa desferir golpes na minha cabeça, depois do sexto eu consigo acertar ele no estomago com um cruzado de direita ele rola para traz, me deixando livre para levantar.



Levanto me equilibrando em uma pata, ele corre até min com seu braço direito abaixado e com punhos cerrado, e desfere um uppercut de direita em minha fuça, enquanto meu corpo enverga para a direita pela perca de equilíbrio, ele acerta um cruzado de esquerda no abdômen onde a Criatura havia me atingido antes, sangue jorra de minha boca entre meus dentes, esse cara descobriu meu ferimento ali, mas logo antes de me recuperar do golpe, eu disparo um cruzado de direita, ele desvia e me agarra, nesse momento eu ergo minhas mãos cruzo os dedos como um martelo e atinjo suas costas, ele solta meu corpo, e cai no chão se apoiando nas mãos, mas logo ele levanta, notavelmente mais furioso.



Eu estava saindo em uma briga com um homem nada normal, ele não tem minha força, mas é um muito mais hábil em combate e sabe onde me atingir, ok que estou ferida e sem forças, mas estou diante da estátua de minha senhora, não posso me deixar cair aqui assim, não ire, eramos duas feras ali, só uma ia sairi!!!



Ele corre outra vez em minha direção, no ultimo segundo ele cerra seu punho esquerdo e me atinge na barriga, sinto a dor abaixo do estomago, meu corpo dobra para frente, colocando minha cabeça na altura das mãos dele, ele agarra os minha pelagem atras do pescoço e me puxa correndo até o estande de vidro blindado onde ele havia batido minhas costas e com as duas mãos agarrando minha nuca ele bate minha cabeça, uma, duas, três, quatro, cinco vezes contra a quina, logo em seguida ele me aplica uma joelhada de esquerda e me derruba no chão.



Fico um pouco zonza, cuspo o dente que estava mole fora, me levanto e me preparo, seus golpes iriam ter que me machucar mais que isso.



Eu, ainda em uma pata fico em pé em posição de luta com os braços, ele corre até min, eu dou um cruzado de direita, mas ele desvia e me acerta de novo com seu ombro esquerdo, me levantando acima dele enquanto corre me carregando, até eu atingir uma parede com as costas, não satisfeito ele me ergue, me gira no ar e me joga no chão batendo minhas costas com força executando um powerbomb enquanto eu ainda não havia recuperado o oxigênio da pancada nas costas, ele me bate no chão de costas uma, duas, três, sempre me erguendo no ar e me jogando com força no chão, até que ele me levanta, me dá uma, duas, três cabeçadas me gira e me joga contra a mesma parede, eu bato as costas envergando a cabeça para traz, enquanto ele não perde tempo em desferir golpes, 5 socos, logo viram 10 todos com muita força e precisão em meu abdômen dolorido, sangue enche minha boca, mas eu engulo, quando ele me atinge na cabeça com um cruzado de esquerda, eu sinto o soco, estava muito mais forte agora e muito mais preciso, ainda fraco para min, mas eu estava debilitada e sem forças, logo aquilo estava me machucando de verdade, fico tonta por um tempo, nesse curto espaço de tempo, sinto ele colocar a bota esquerda em meu abdômen com força, cerro os dentes de dor, e encaro ele, quando vejo ele havia pego minha perna esquerda, já muito ferida e começava a puxar, arregalo os olhos  de raiva ao sentir ele puxar, minha perna não estava presa por mais do que músculos e nervos.



Sinto minhas artérias esticarem e arrebentarem dentro da perna aos poucos, era como se alguém puxasse meus nervos e enrolasse em um carretel conforme ele saíssem de minha perna, cerro meus dentes de dor, tento tirar a bota dele de meu abdômen, mas quando tento ele aplica mais força, me paralisando por causa da dor, dos nervos sendo puxados e arrebentando, tento uma, duas três, quatro, a cada vez ele aplicava mais força, quando na quinta sinto um músculo grande arrebentar ao lado esquerdo, a dor corre pelo meu corpo como uma descarga elétrica, ele estava conseguindo arrancar minha perna, mas num impulso de raiva eu consigo com minha mão direita bater em seu joelho esquerdo, da perna com a qual ele me empurrava contra a parede, na hora sua perna dobra na direção oposta e se abaixa, ele parece sentir, mas ignora a dor, porem acaba perdendo equilíbrio, eu aproveito e me apoio com minhas mãos contra a parede e me impulsiono para me jogar para cima dele, nós caímos juntos no chão, ele de costas e eu em cima dele, mas ele com seus braços poderosos consegue levantar meu peso de cima de seu corpo e me jogar por cima de sua cabeça, eu caio de costas, minha perna doia muito, mas eu já vinha arrastando ela antes, eu estava acostumada a dor faz tempo, logo me viro para a esquerda e me jogo para cima dele de novo, ele se debate dando socos no meu rosto, aquilo me deixa tonta, mas tenho que ser forte, eu coloco meu joelho direito no chão, e com um movimento como se meu punho esquerdo fosse um martelo eu dou um golpe nas costelas dele, ele torce seus dedos, parece que ele sentiu, nesse instante eu coloco minha mão esquerda em seu largo pescoço e a direita em sua perna direita, e com um impulso de minha perna direita eu me levanto me equilibrando enquanto ergo ele no ar acima de minha cabeça, ele se debate com violência, mas eu o seguro com firmeza, respiro fundo, sinto meus músculos nos braços, e com um rosnado eu jogo ele de costas no chão com minhas ultimas forças.



A pancada ecoa pelo silencio do museu junto com meu rosnado, aos pés da estatua de minha senhora iluminada na escuridão pela lua, e rodeada de seus artefatos, ele cai de braços e pernas abertas fazendo uma rachadura no chão, quicando uma vez, uma poça de um liquido verde começa a se formar ao redor dele, na hora escuto ele puxar ar pela boca, mas não abaixo a guarda, esse homem mesmo sem saber de min me deu uma surra, mesmo se eu estivesse com minhas forças, sei que eu teria dificuldade se ele soubesse quem sou, fico de olho nele, mas tudo que ele faz é respirar, pela boca, com força;






-Vou lhe mostrar um dia o que é Força...- Diz ele antes de apagar, estava inconsciente.



Eu tive sorte, nem esse homem nem seus capangas sabiam de min quando invadiram esse lugar, se eles soubessem eu não teria tido chance, se esse homem soubesse, mesmo eu com todas as minhas forças, eu teria dificuldade, pois deu pra ver que ele é um mestre em técnicas de luta, que tipo de mundo esse povo vive?




-Que tipo de mundo esse homem vive?- Pergunto, olhando ele, eu estava cambaleante, mas estava em pé;



Quando uma familiar ecoa da escuridão, um pouco fraca mas determinada;




-Esse mundo é uma prisão para ele, ele apenas está tentando governar ela- Diz a voz pela minha direita.



Quando olho, vejo a ruiva, agora com a capa rasgada, com sangue escorrendo pela boca, estava com a mão segurando um ferimento que sangrava do lado esquerdo de seu abdômen, ela me olha, por alguns minutos, mas antes que ela diga qualquer coisa, eu olho nos olhos dela e pergunto;




-Você....Você está bem? Esse era o homem que disse?- Pergunto a ela com minha voz um pouco alterada.



Ela sinaliza com um sinal positivo de cabeça, logo quando vejo isso, era como se o peso do mundo saísse de minhas costas, o oponente dela havia sido vencido, e ela estava bem, por alguma razão isso me acalma,sinto minha força se esvair e nessa hora caio de costas no chão.





-Droga, hey!!! Sekhem fala comigo Hey- Escuto sua voz ficar cada vez mais distante, enquanto o mundo ao meu redor se apaga, eu havia gasto todas as minhas forças, tudo que consigo fazer é ouvir ela me chamando, e suas mãos em meu rosto tentando chamar minha atenção.




Meus olhos se fecham, depois de um tempo, eu abro eles levemente, minha mente não estava pensando direito, havia acordado com o barulho de vidro quebrando e metal retorcendo, enquanto escuto ela andando ao meu redor dizendo, no comunicador no braço dela;



Vozes humanas, me irritam e não me deixam "dormir"
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Re: Sekhen - Justiça em vermelho

Mensagem por Art012 em Sex Dez 15, 2017 6:22 pm

Parte 7 - Final



Eu (Não) preciso de você.





Enquanto estou de olhos fechados escuto ela tentando me acordar, escuto sua voz dizendo;




-...Ha bombas por todos os lados no terceiro e quarto andares, os sistemas de turrets não letais receberam balas 9mm, não entrem lá sem usar os códigos que te passei via acesso remoto- diz ela com urgência.



Devia estar falando com algum comunicador, difícil dizer, tudo está estranho, meu corpo está esquisito;




-Hey!!! Injetei um negocio em você, vai se sentir melhor mas por conta dos seus ferimentos injetei uma dose cavalar, você vai ficar bem, mas vai dormir por alg....- Ela me acorda mas antes dela terminar, eu apago.



Sabia que estava muito ferida, mas naquele momento. tudo que eu poderia fazer, eu fiz, por hora já basta......por hora...



Horas depois



Sinto meu corpo, estava de olhos fechados há.... Não sei quanto tempo, horas imagino, sob minhas costas sinto algo macio, minha cabeça estava erguida por um travesseiro, podia sentir, mas onde estou? Lentamente abro meus olhos, logo aos poucos, a luz fraca entre pelos meus olhos, que se ajustam, era como acordar de uma noite de sono sem sonho, esquisito, ao abrir meus olhos, vejo que estou em meu apartamento, em cima de minha cama deitada, ainda em minha forma original, com diversos curativos e faixas, minha perna estava apenas com uma bandagem,o que era estranho, se eu estou aqui apenas a horas, era para estar horrível ainda mesmo ela se regenerando, mas não sinto nada doer, no canto da cama o relógio marcava 17:40, era começo de noite já, sento na cama, o sol entrava pelas arestas da porta do quarto, a janela da sala devia estar aberta.



Fico 30 minutos no quarto escuro, deitada pensando na vida, quando descido assumir minha forma humana, quando vejo que as bandagens estavam com o sangue já seco, não havia cicatrizes em minha forma animal nem na humana, depois de retira-las eu me visto, coloco roupas de inverno, ser uma leoa daquele jeito me deixou acostumada com a temperatura mais alta do corpo, logo sinto muito frio ao virar humana, depois de me vestir eu saio do quarto, a sala estava iluminada pelo por do sol, tudo em silencio, fora o barulho do transito das ruas, caminho com calma, sigo até o parapeito, para ver como tudo estava, os carros estavam seguindo seu fluxo, pessoas ignorando a vida olhando o celular, é, tudo parecia normal;




-Sabe quanto tempo esteve dormindo- Uma voz grave familiar, severa me pergunta em mente, era Wepwawet, meu mentor.



-Quanto?- Eu pergunto em egípcio em voz alta olhando o transito abaixo.




-Três dias e algumas horas, deu trabalho recuperar seus ferimentos- Ele diz, como se também estivesse olhando o horizonte inexistente da cidade, como se estivesse pensando em mais coisas;



-Como foi?- Eu pergunto;



-Aquela mulher te colocou no carro-tanque dela, você sangrou tanto que ela teve trocar os bancos de traz, ela arrumou um espaço para você ficar deitada enquanto você estava lá, no dia seguinte ela saiu, foi quando eu fui até você e quebrei seu fêmur da perna esquerda de novo pois solidificava-se de forma erronea, mas eu tratei apenas de sua perna, todo resto foi ela.-Diz Wep.



-Mas quem é essa mulher? Como me descobriu? E, E minha irmã, o corpo dela estava no chão ainda....- Digo com preocupação.



-Refiz o sarcófago de sua irmã e a pedra com o encantamento para manter Set longe que a explosão destruiu, ele estava com ela dentro como antes quando os mortais entram para procurar respostas, não imagine o que poderá acontecer se humanos começarem a despertar elas assim, mas essa é sua luta, da próxima vez você resolvera esse problema sozinha, nem que tenha que rodar cada canto do mundo para aprender os encantamentos necessários, te escolhi para treinar, não para facilitar sua vida...



Ele faz uma pausa e continua;





-Set trouxe ela de volta com ajuda do poder de Apophis, sorte que ele não teve tempo, em questão de horas, ela seria quase imparável, dias, e a unica maneira de ferir seria ferindo a própria serpente do caos, e só Set conseguiu resistir a insanidade dela, uma luta grande demais para vocês-Diz ele, estranho ele me falar com tanto, isso deve ter sido serio;



-Mas por que está me falando tanto?- Pergunto;



Wep faz silencio e diz com seriedade;






-Eu não lhe mostrei mais que as nuvens do céu, o firmamento não termina nelas, sua vida aqui se retorce como um recém nascido, não espere que eu lhe de a mão para que aprendas a andar, se queres ser forte como um diamante, se prepare para caminhar no inferno com o peso do mundo em suas costas e para sozinha cavar pelo fogo esmagador até a superfície, faça isso e o universo te olhara com respeito, não eu, pois isso será apenas o começo, quanto a mulher, pergunte a ela, ela te trouxe ontem,  e está te observando falando sozinha com a paisagem.- Wep diz, ele é severo, mas cada palavra sua, não era em vão.



Ele fica em silencio de novo, logo viro para traz e a vejo lá, parada me olhando, coberta pela capa com os cabelos vermelhos ao vento;



-Os curativos no chão do seu quarto mostram que tudo deve estar bem com você não é?- Ela diz de maneira seria.



Eu me afasto do parapeito, mas não me aproximo dela, apenas digo;




-Escute, eu não sei como descobriu mas, eu n....-Começo a falar, mas ela me interrompe




-Não precisa de min? Se quiser ficar na vidinha mole como antes, não se preocupe, ficar encostado no canto todo saco de lixo sabe não é...



Olho para ela com um olhar raivoso, mas antes que eu possa falar ela continua;




-Huhuhu Esse olhar, esse é o tipo de coisa que um saco de lixo que gosta de ficar no canto não faz, já ouvi falar que mulheres calmas, quietinhas assim guardam verdadeiras leoas ferozes por dentro, você é a primeira leoa feroz que guarda uma mulher quieta e submissa que conheço...



Eu estava nervosa, mas apenas cerro meus dentes e olho com confusão;




-O que você quer comigo!?- Pergunto



Ela pausa para respirar fundo;



-Não sou do tipo que pede ajuda, mas o que fez foi aceitável, para alguém com tão pouca habilidade de luta apesar da força e zero capacidade de planejamento, bom, os dois andares abaixo do seu escritório estavam recheados de minas claymore, todo o sistema defensivo não letal estava armado com capsulas 9mm, vai levar uma semana pra desarmarem tudo e 3 semanas para as reformas pro museu reabrir e você ver seu novo escritório...



Faço uma cara de confusão, e rapidamente respondo;




-Meu novo o que!? Mas e a garota lá que....- Ela me interrompe de novo;





-Joanne, ela correu pelas quadras da cidade, toda a força policial estava nas ruas, havia registros de explosões por toda Gotham, o que parecia um ataque terrorista em massa, na verdade era a distração de Bane para invadir o museu e armar ele, não era um roubo, era uma armadilha para qualquer vigilante, ela correu e parou um carro da policia, esses dois homens foram até o museu e tudo que disseram no relatório deles foi que sairão de lá com terríveis dores de cabeça e ouvindo vozes;



-Mas por...- eu ia perguntar mas ela me interrompe de novo;




-Eu desliguei os alarmes do prédio, mesmo quando Bane mandou os homens dele religar, com eles funcionando, os vigilantes que eles queriam pegar seriam massacrados, pelas armadilhas, ou pela criatura que despertaram por acidente....



Ela faz uma pausa, se aproxima e continua;




-Você não quer ficar parada, não quer pois você lutou contra tudo ali, apesar dos seus erros, posso contar com sua ajuda de agora em diante?



Levanto uma sobrancelha,e digo




-Não disse que não precisa de ajuda? -



Pergunto com desconfiança, ela então me olha com um discreto sorriso;



-Não precisar de ajuda é uma ótima maneira de aprender, mas negar é estupidez...



Eu me viro para observara a cidade, admito que tento ouvir o que ela quer e digo depois de um tempo;



-Mas e Bane? Eu não o matei o que houve com ele e o tal de king???- Pergunto para ela.



Ela faz uma pausa e diz;






-Bane, de fato sobreviveu, mas encontraram ele caído esparramado aos pés da estatua de sekhmet, ele foi levado ao hospital, pela policia, três vértebras das costas dele estavam quebradas, no momento ele está tetraplégico, mas com quadro reversível, será questão de tempo até ele voltar a andar e a lutar, pois o hospital foi invadido, toda força policial no lugar foi derrubada e Bane desapareceu, esse tal king era um homem da League of shadows, um nome que você não conhece ainda, mas que com certeza virá atras de você, king era um homem altamente treinado, e pelo visto está envolvido com o sumiço de Bane



Penso com calma, e digo;




-Posso sentar e esperar, ou agir e reagir, eu sou uma guerreira, eu sou a deusa da guerra, se minha senhora luta pelo equilíbrio e justiça divina, agir e reagir para que ninguém precise passar pelo caos que passo, eu também posso... Certo, eu aceito, eu preciso de ajuda...-Digo com esperança renovada.



-Ótimo- Diz ela



-Mas quando va...- Eu me viro para perguntar algo, mas ela havia desaparecido;



-Você me encontra não é- Digo olhando a cidade, os carros fluindo, sentindo a brisa cortando entre os prédios;



Ela era uma mulher misteriosa, mas era um passo novo para min, logo Set retorna;



-Ela busca uma aliada, mas o olhar dela clama por algo- Diz ele;



-Acabei de acordar, da pra ficar quieto?- Digo para ele com certa frustração.



Ele se silencia com o tipico riso dele, eu sabia que o caminho não seria fácil, que iria falhar muito mas ficar parada estava sendo muito pior, tenho um caminho a seguir, e uma guerra nova a caminho espero que o fim seja diferente, penso ao olhar o sol se por por traz dos prédio.



fim
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Re: Sekhen - Justiça em vermelho

Mensagem por Admin em Qui Jan 18, 2018 10:34 pm

Avaliação:
 
Você obviamente tem muito talento com as descrições, fazendo dos seus personagens figuras bastante introspectivas e o texto beira a mão de um profissional em muitos pontos. Porém, na maioria das vezes isso te faz cair na armadilha dos escritores iniciantes. Você se apega a um ponto da história, então descreve, descreve e descreve sem sair do lugar, impedindo a história de andar muitas vezes. Resultado disso? Uma parte e meia só retratando uma luta simples entre uma guerreira com superatributos contra dois soldados simples. Seguindo dessa forma, suas novels vão estar sempre ganhando um 8 ou um 7, mas se quiser melhorar para algo mais, reflita sobre isso. Outra coisa que destoou na história foi que a premissa dela era de que Sekhen e Batwoman trabalhassem juntas e assim firmassem um motivo para uma aliança. Você colocou Sekhen para agir sozinha na maior parte da novel e no fim alguns poucos diálogos só pra dizer que a Batwoman apareceu, foi uma ótima história, mas achei que falhou nesses pontos.
 
Premiação:
 
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Re: Sekhen - Justiça em vermelho

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