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 Batgirl – O resgate do prodígio

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MensagemAssunto: Batgirl – O resgate do prodígio   Qui Ago 03, 2017 12:24 am

Batgirl – O resgate do prodígio
 
Mais uma tarde sozinha na Batcaverna, analisando os computadores que vigiavam cada ponto de Gotham de forma quase onisciente. Batman não estava, a Liga o arrastou para algum problema mais uma vez. Isso fazia de Siouxsie a guardiã da cidade, uma responsabilidade que talvez fosse maior do que ela, mas que Bruce não vinha demonstrando se preocupar ultimamente.
 
Confiar sua cidade à Siouxsie era um gesto de fé que Batman nunca manifestou a um Robin ou a última Batgirl. Siouxsie não era do tipo de parceira que queria a aprovação de Bruce, mas lá no fundo ela sente que seria bom não perder a confiança do Batman. Por isso, ao lado de Alfred, ela monitora a cidade com uma dedicação quase tão paranóica quanto a do morcego.
 
Parecia estranho constatar isso, mas Gotham estava bem. Os lunáticos estavam presos no Arkham, os mafiosos em silêncio, os bandidos encarceirados em Black Gate, e os peixes-pequenos com medo de sair sem ter um chefão para comandá-los. Talvez, pela primeira vez na história de Gotham, a noite prometia ser calma.
 
Mas de repente, as inúmeras imagens mostrando pontos da cidade começam a se condensar em uma só tela, mostrando um velho apartamento nas cercanias do Beco do Crime. Então, surge na tela ninguém menos do que o Capuz Vermelho, um criminoso conhecido por caçar e roubar outros criminosos, um recente inimigo do Batman. Ele estava bastante ferido, respirava com dificuldade.
 
- Bruce, você está aí? – Ele indaga. – O Killer Crock está a solta de novo. Sei que é muito pedir pra você não vir, mas como você é um maldito paranóico, pelo menos tenha cuidado pelas ruas. Ele quer vingança pela última surra. Avise ao pessoal...
 
De repente, porta e parede daquele apartamento são arrebentados, e uma fera que misturava humano com crocodilo surge. Ele era enorme, revestido de escamas, e seus músculos só não eram mais impressionantes do que suas presas. Em seguida, ele salta na direção do Capuz Vermelho e a transmissão se encerra.
 
Um mar de dúvidas paira sobre a mente de Siouxsie. Se o Capuz Vermelho era um inimigo, por que ele estava pedindo ajuda? Como ele sabia a transmissão da caverna para enviar aquela mensagem? E o mais importante, como ele sabia que o Batman era Bruce Wayne? Somente Alfred poderia lhe dar uma resposta agora, e o mordomo se mostra um pouco sem jeito ante a descoberta da garota.
 

- Não me olhe assim. É ideia do patrão Bruce. Não era para você descobrir desta forma, mas já que aconteceu, não creio que seja prudente continuar mantendo este segredo, principalmente por conta da situação. – Diz ele. – Creio que a senhorita já conheça a trágica história do senhor Todd. É bem verdade que ele morreu pelas mãos do Coringa, mas acontece que R’as al Ghul o trouxe de volta a vida por meios místicos, embora não muito são. Jason Todd abandonou seu papel como Robin, e agora veste a máscara do Capuz Vermelho, conhecido como um mal afamado criminoso. Mas apesar de algumas rusgas, o senhor Todd continua a ser um aliado, disfarçado como um criminoso e facilitando o trabalho do Batman com informações preciosas. Porém, agora, parece que é ele quem precisa da nossa ajuda, e o no momento, somente a senhorita pode fazê-lo. 
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MensagemAssunto: Re: Batgirl – O resgate do prodígio   Sex Dez 22, 2017 7:37 pm

O segredo revelado me deixa surpresa, mas não olho pro Alfred com raiva. Eu tinha raiva do Bruce por não confiar em mim, mas agora ele tava morto não adiantava nada reclamar. Eu tinha que colocar a cabeça no lugar e pensar no que fazer, a cidade era minha agora e ter um crocodilo gigante espalhando terror não era nada bom. 


- O Capuz Vermelho um aliado. Em pensar que eu teria acabado com ele se o encontrasse a uma hora atrás. 


Balanço a cabeça em desaprovação pensando quem mais seria nosso aliado em Gotham. Pinguim, Charada... O Coringa?


"Dane-se!"


Corro até a vitrine onde estava o meu traje e visto. Pego meu cinto de utilidades e depois a chave da batmoto. Capuz Vermelho era um maluco assassino, mas eu era td que ele tinha agora. Enquanto eu dava a partida Alfred se aproxima. 


- Traga ele devolta senhorita. Msm fazendo coisas erradas Jason continua sendo um membro da família. 


- Não se preocupa. Jason vai voltar nem quer seja debaixo de pancada. 


A moto ronca forte, dou partida. A saida da caverna se abre por um tunel até um ponto escondido da cidade. Gotham tinha problemas como sempre, mas dessa vez vou deixar os assaltos e assassinatos pra nossa maravilhosa polícia. Eu tinha assuntos mais sérios pra resolver. 


Piloto até o beco do crime e vejo os vagabundos e traficantes se escondendo nas sombras enquanto eu passo. Não tenho problema em deixar a moto estacionada ali, esses bandidos sabem que vão perder a mão se tentar mexer. 


O apartamento onde a gravação foi feita não ficava longe dali, o computador no meu pulso localizava o sinal no 8B. Não tinha mtas pessoas naquele lugar, entro e ando pelos corredores sem que ninguém apareça e dia "olha é a Batgirl". Chuto a porta pronta para qualquer surpresa, mas o lugar estava vazio, nem uma mosca. 


Depois de olhar em tds os comodos eu tento montar uma cena do que aconteceu, e a dedução me leva até a janela arrombada de um jeito que até a parede foi destruida. 


- Só o corpo do Killer Croc poderia ter feito isso. Eles lutaram e caíram por essa janela. 


Eu tava certa. Lá embaixo vejo uma luzinha vermelha piscando e percebo que vinha de um batrange cravado na parede. Pulo da janela usando a batgarra pra me ajudar a chegar lá embaixo, e em seguida encontro outro batrangue um pouco mais longe, e vou encontrando outros ao longo dos becos até chegar a um grande buraco no chão em uma parte sem saída. 


- Foi uma explosão. Jason devia estar fugindo e lançou um explosivo aqui pra abrir caminho quando viu que ficaria sem saída. 


Olho pelo buraco usando a luz do meu pc e vejo que era um caminho pelo esgoto. Não entendo pq o Batman e seus meninos gostam tanto de esgoto, mas não tem jeito, tenho que andar no meio dos ratos e sentir o glorioso cheiro da podridão de Gotham. 


Pulo lá dentro buscando lugares secos entre aquelas galerias antigas e assim que começo a andar me sinto observada. Não eram os ratos e nem as baratas, era alguma coisa maior escondida na escuridão atrás de mim. Pego um batrangue, atiro primeiro e pergunto depois. Uma pistola é atingida e ouço um gemido de dor. 


- Caramba garota, o que ta fazendo?


Era o Capuz Vermelho saindo da sombra e balançando a mão com dor enquanto pegava sua pistola no chão. 


Batgirl - Quem mandou tentar chegar na surdina?


Capuz Vermelho - Ouvi seus passos e achei que fosse o crocodilo. 


Batgirl - Então ele ta aqui?


Jason confirmou com a cabeça e nem precisamos combinar nada pra nos escondermos juntos e caçar aquele monstro. O crocodilo tinha a vantagem pq estavamos no territorio dele td cuidado nesse esgoto era pouco. No fim não importou o cuidado que a gente teve ou o silencio dos nossos passos, o Killer Croc nos surpreendeu em um beco, me agarrando pelo pescoço. 


Ele era tão forte que achei que quebraria meu pecoço com um toque. Sorte que Jason estava ali e chutou a perna do crocodilo e atirou no braço que me segurava. O monstrengo gritou de dor e raiva e depois correu contra Jason e esmagou ele na parede. Quando me recuperei, pulei nas costas do bicho e fiquei furando o ombro dele com o batrangue que eu segurava. Seu sangue azul escorria, mas isso não era o bastante pra parar ele. O crocodilo me agarrou e me jogou no chão com força. 


"Ai... Devia ter trazido minha armadura"


Caída no chão eu defendi um chute dele. Jason voltou pra luta, dando socos e se esquivando do crocodilo. Isso me deu tempo pra levantar e me juntar com ele na luta. Nós dois eramos mais habilidosos, só que o Killer Croc era mtu mais forte. Demos alguns golpes nele que parecia que tinhamos a luta sobre controle, mas bastou ele me acertar um soco na barriga e um gancho no Jason que td acabou pra nós. Estavamos sangrando e com o corpo dolorido. 


Capuz Vermelho - Não dá pra lutar desse jeito. 


Batgirl - Não temos escolha. 


Capuz Vermelho - Temos sim. 


Ele tirou uma bomba de fumaça do cinto e quebrou no chão entre nós. Tossi mtu e senti meus olhos lacrimejando. A fumaça preta escureceu o esgoto td e Jason pegou meu braço e me arrastou para longe. Dava pra sentir as paredes e o chão tremendo com a raiva com que o crocodilo nos caçava no meio da fumaça. Puta da vida eu finalmente deixei que Jason me levasse. 


Mancamos correndo por um longo percurso pra garantir que estavamos longe o suficiente daquele monstro pra nos recuperarmos. Paramos em uma saída em que a água suja formava uma chachoeira, se o crocodilo aparecesse tinhamos por onde escapulir. 


Batgirl - Estavamos com ele nas mãos. Não pra a gente fugir! 


Dou um soco com raiva na parede. 


Capuz Vermelho - Não era o que parecia, a gente tava perdendo feio. 


Batgirl - E agora a gente perdeu ele de vista!


Capuz Vermelho - Tinhamos que recuar. Precisamos de um plano!


Eu tava com sangue por causa da luta e das dores. Não conseguia concordar com ele por mais que estivesse certo.


Capuz Vermelho - Ele vai continuar nos caçando durante td a noite. Podemos ficar escondidos aqui até a gente se recuperar e durante o dia quando o Killer Croc for dormir nós pegamos ele. 


Batgirl - Durante o dia???


Capuz Vermelho - Nós não somos o Batman, ta legal? Podemos agir quando quisermos e quando for melhor. 


Jason demorou pra perceber mas falar do Bruce naqiele momento foi desanimador pra nós. Se ele estivesse aqui pegar o Killer Croc seria fácil, mas não estava e a missão de livrar Gotham desse monstro fica para os órfãos que ele deixou. 


Batgirl - Jason eu sei que vc não andava mtu contente com ele, mas vc sabe que temos que fazer isso do jeito que ele nos ensinou. Foco!


Isso deve ter convencido ele pq msm agitado ele não discutiu mais. 


Capuz Vermelho - Ta bem. Como quer fazer?


Batgirl - Eu to mais inteira. Posso ir na frente e servir de isca pra fera. Vc é mais letal. Pode se esconder e pegar ele de surpresa atacando pra derrubar. 


Jason ficou em silencio e achei que iria recusar o plano. Era arriscado e quase suicidio, mas era bom. Só que ele confirmou. 


Capuz Vermelho - Td bem. Deixa comigo. 


Batgirl - Ok. Boa sorte. 


Eu ainda tava meio que surpresa por ele aceitar meu plano assim tão rapido. Jason era louco mas não era do tipo que aceita ver uma garota em risco com tanta facilidade. Eu estava tão surpresa com essa atitude enquanto me afastava dele que nem me dei conta do que ele realmente planejava. 


Eu andava pelos corredores do esgoto fazendo alguns barulhos de proposito pra chamar a atenção do crocodilo quando ouvi dois tiros. 


"O que ele fez!"


Corro na direção em que Jason e eu tinhamos nos separado e correndo mais um pouquinho chego no ponto em que ele estava. O Killer Croc o pegou depois dos barulhos de tiro e estava quase dividindo ele ao meio.


Pego dois batrangues e atiro sem pensar duas fazendo eles explodirem nas costas. O monstro sente a dor e solta o Jason, olhando pra mim com a certeza de que iria me matar. Msm ferido ele vem com mta força na minha direção. Consigo ir desviando dele com pulos longos e ageis. Eu tentava dar uns golpes mas não surtiam efeito contra aquelas placas de escamas. 


Capuz Vermelho - Batgirl movimento 32. 


Movimento 32 era um dos mtus codigos que o Batman nos passava para usar terreno em volta ao nosso favor. Perco algum tempo tentando me lembrar que movimento enquanto vou saltando pra desviar dos golpes do crocodilo. 


Batgirl - Lembrei!


Vou dando giros pra trás atraindo o crocodilo até um córrego de esgoto ali perto. Ele era mtu forte mas não mtu inteligente. Estava com tanta raiva que me seguiu sem titubear e acabou pisando no córrego. 


Msm mtu ferido e caido no chão, Jason tira do cinto um batrangue que diferente do meu eletrocuta o inimigo com uma carga bem alta. Com o Croc não foi diferente. Td molhado a eletricidade não teve pena dele, nem as escamas puderam lhe proteger. O fedo da carne de reptil queimando junto o da podridão quase me fez desmaiar. Até que enfim ele caiu. 


Olhei ao meu redor e dois buracos de bala no teto me deram a resposta que eu tava procurando. 


Batgirl - Pq vc fez isso?


Capuz Vermelho - O que?


Batgirl - Vc sabe. Atirou pro alto pra chamar o crocodilo quando ficou combinado que eu faria isso. 


Ele não negou mais. Tentou se levantar e eu ajudei. 


Capuz Vermelho - Não sei pq fiz aquilo. Acho que pq o Bruce não iria querer perder sua queridinha... ou pq vc seja preciosa demais pra ficar arriscando a vida por um renegado como eu. 


Jason tirou seu capuz pra mim, mostrando o rosto daquele menino que eu só tinha visto por fotos agora um pouco mais velho. Eu fiz o msm, tirando a minha máscara e me mostrando pra ele. Depois eu não sei o que aconteceu, a gente beijou esquecendo o esgoto e o corpo queimado do Killer Croc. Não sei pq fiz isso, acho que apesar de seguir um bom caminho agora eu ainda sentia atração pelo lado errado. 


Quando me dei conta do que estava fazendo, empurrei ele pra longe e me afastei confusa. 


Capuz Vermelho - O que foi? Eu fiz alguma coisa de errado?


Batgirl - Não, nada. 


Peguei minha máscara e vesti rapidinho. 


Batgirl - Se precisar de mim, sabe onde chamar. 


Tbm não sei pq fui embora feito uma adolescente envergonhada. E dai se era errado me envolver com um criminoso. Varias vezes eu vi a Selina Kyle pulando do quarto do Bruce de madrugada. A minha vida só dizia respeito a mim. Mas eu sabia que era errado. Jason não era mais ele msm. 


Alfred - Então senhorita presumindo que tenha encontrado o senhor Todd, como ele se encontra?


Batgirl - Vivo. Deve estar roubando algum chefão do crime agora. 


Alfred - Caso queira saber, o Killer Croc sobreviveu a sua visita. Foi levado a uma prisão especial para metahumanos. 


Batgirl - Eles sempre voltam...


Alfred - Posso perguntar pq preferiu deixar o senhor Todd escapar?


Batgirl - Boa noite Alfred...


Alfred - Boa noite senhorita.

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MensagemAssunto: Re: Batgirl – O resgate do prodígio   Qui Jan 18, 2018 10:38 pm

Avaliação:
 
Mais uma vez uma história dinâmica e direta, que vai direto ao ponto sem rodeios. Por um lado é bom, mas por outro falta descrições e profundidade. Gosto da forma como conduz, gosto das suas ideias e resoluções. Se aliasse isso a algo mais trabalhado e descritivo, seriam histórias nota 10. De qualquer maneira, eu adorei.
 
 
Premiação:
 
7 Xps
7 Pontos temporários de Sabedoria.
Aliado – Capuz Vermelho. 
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