Mortuus – Um favor para os mortos

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Mortuus – Um favor para os mortos

Mensagem por Admin em Ter Jul 18, 2017 1:02 pm

Mortuus – Um favor para os mortos.
 
A voz de Eden praticamente mesmerizava aqueles humanos. A platéia pula e grita feito uma multidão de loucos. Fariam tudo que o líder da Children of Eternals pedisse, pois estavam apaixonados por seus encantos, sem jamais suspeitar de sua natureza como um deus da morte.  
 
Mas não só os vivos estavam ali para ouvir a música de Eden, fantasmas misturavam-se aos humanos em todos os cantos do auditório. Seus corpos translúcidos e frios não podiam ser sentidos pelas pessoas, e elas os ignoram totalmente. Nem mesmo os outros deuses podem vê-los. Das milhares de pessoas presentes, apenas Eden podia.
 
O show termina, e Mortuus se isola em seu camarim particular. Uisque e cigarros estão sobre uma mesinha a sua disposição. À sua direita, um grande espelho mostra que nem mesmo o suor, a maquiagem borrada ou os cabelos despenteados comprometeram sua beleza divina. Porém, não é só isso que o espelho mostra. Os fantasmas que ele vira no palco o acompanhou, estavam bem atrás dele!
 
- Não se preocupe, querido. Eles estão comigo. – Diz a voz tranquilizadora de sua mãe, materializando-se a partir de uma mortalha negra em um dos cantos do camarim.
 
A Morte radiante, a Morte encantadora, a Morte gentil surge para beijar a testa de seu filho com seus lábios macios.
 
- Preciso de um favor seu. – Ela diz, segurando em seu rosto e fitando seus olhos. – Estes senhores que você vê bem aqui foram assassinados sem o meu consentimento. Eram magos de um círculo benéfico que só queria praticar a sua magia em paz. Mas foram brutalmente mortos por um círculo de magos satanistas, e tiveram os seus segredos roubados. Eles me eram tão leais, mas veja o que lhes aconteceu...
 
Rostos tristes e gemidos lamurientos era tudo que Mortuus via naquele bando de fantasmas.
 
- Eles vieram a mim e me pediram por vingança. Quero ajudá-los, honrar a lealdade deles. Mas se eu fizer isso pessoalmente, os outros pegarão no meu pé, dizendo que estou me deixando levar demais por assuntos humanos. – Diz a Morte ao seu filho, demonstrando uma contrariedade quase infantil. – Quero que você vá até esta mansão em Palm Springs e ensine aqueles satanistas que com a morte não se brinca. – Ela termina, colocando um papel com o endereço anotado com batom nas mãos de Mortuus. 
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Re: Mortuus – Um favor para os mortos

Mensagem por Mortuus em Sab Out 07, 2017 12:37 pm

Novamente o show foi perfeito, não aceitávamos menos que isso, mas dessa vez até eu me surpreendi, os mortos vieram ver nosso show, isso era divino. Eu tinha a plateia em minha mão, de deuses perpétuos a deuses do rock, os títulos apenas se completavam e tinha certeza que estávamos no caminho certo.

Sigo para o camarim onde bebidas e cigarros estavam a disposição, eles sabiam que não usava isso, mas sempre queriam me agradar, olho para o espelho, tinha que tirar a maquiagem e me arrumar, teria uma festa hoje, Stella disse que estava preparando algo fantástico para amanhã e nunca ela deixou de me surpreender.

Entretanto meus pensamentos são interrompidos com as espectros que se aproximam, antes que pudesse ter qualquer reação, sinto a presença calorosa de minha mãe, ah como era bom estar perto dela e sentir seu carinho. Éramos muito ligados e isso era bom, claro que passamos por situações engraçadas de notas publicadas como ela sendo minha namorada, esses paparazzi...

As palavras dela são duras, alguém ousou deixa-la triste? Quase perco a compostura, mas mesmo que o mundo acabe a presença de minha mãe me acalma, é meu porto seguro. Nesse instante alguém entra:

_Éden, o que foi senti que você estava nervoso.

Era Oasis entrando, depois de minha mãe ela era a pessoa que mais me fazia sentir bem e a ligação que tínhamos era forte, sabíamos mesmo a distancia se um ou outro estava bem, éramos unidos sempre aprontando juntos e nos divertindo,  Oasis e Morpheus eram mais reservados e estudiosos, apesar de também saberem aproveitar. Mas, assim que ela viu minha mãe, se acalmou, seus cabelos voltaram à cor normal, ruivos ao meu lado sempre tinham essa cor.

_Bênção tia - ela pede com um sorriso lindo na face.

Com um gesto simples permito que ela veja todos ali dentro, vejo que ela se espanta um pouco, mas logo volta ao normal.

_ O que está acontecendo?

Calmamente explico a situação a ela, abraço minha mãe:

_ Pode deixar mãe, vou resolver isso logo, mas uma pergunta? Teria problema encurtar a vida deles, ou apenas equilibraria a balança?

Ela sorri, eu já sabia a resposta então beijo sua testa e caminho até a porta. Antes de sair estico o braço para Stella e digo:

_Vamos?
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Re: Mortuus – Um favor para os mortos

Mensagem por Mortuus em Qui Out 12, 2017 2:41 pm

Ela sorria, esperava o convite, mas antes de me dar o braço e sairmos ela abraça minha mãe, ambas eram amigas e isso me agradava era bom ver esse relacionamento que elas tinham, mas aliás quem odiaria minha mãe? Olho para os espectros e sorrio.

_Espero que tenham gostado do show, venham sempre que quiserem, mas acho que vão estar em paz antes do próximo.

Eu saio juntamente com Oasis, já era tarde e mesmo assim vários repórteres ainda esperavam, como todo bom moço e moça, damos autógrafos e tiramos fotos, construíamos uma boa relação com eles, e mesmo os que adoravam publicar noticias difamatórias se sentiam compelidos a dizer o certo.

Em pouco tempo mortal, estávamos a sós, preferíamos caminhar pelas ruas, admirar a paisagem noturna desse mundo novo, o tempo estava nublado e infelizmente a lua não era vista, espectros famintos passeavam pela cidade, eu tinha aprendido a não interferir a menos que fosse necessário, as pessoas temiam a morte e eu ainda não entendia o motivo.

Oasis sorria, se divertia em meio a cidade, vendo as luzes de neon e mundo colorido, ela compreendia melhor do que ninguém o significado de aproveitar o dia e viver, cada pequena coisinha, cada detalhe era importante, mesmo adulta ela se divertia e vivia como uma criança.

A poucos quarteirões da casa a chuva começou e isso apesar de muitos reclamarem se fez para mim uma bênção, o sorriso e a gargalhada feliz de Oasis com seus cabelos molhados era literalmente divino e como ela estava linda, mesmo encharcada. Ela olhava para mim e ria, enquanto corria saltando nas poças de agua, dançando como em um filme antigo.

Vejo a casa e sinto sua energia, sei que o mesmo é sentido por Oasis que fica séria e isso não era normal, mas menos normal ainda era a casa, eu tinha certeza que ela não via, mas a quantidade de mortos caminhando para ela, voando ao seu redor como se ela sugasse a energia deles era imensa.

Antes que eu pensasse em uma estratégia, afinal agora não era somente eu a enfrentar esse perigo, Delirium bate na porta. Corro para ficar a seu lado, não falaria sobre os espectros, mas pela sua expressão ela deve ter visto algo que ainda não compreendia.

Um jovem abre a porta, não deve ter mais do que 25 anos ( como se eu não tivesse também pouca idade aparente), mas eu sinceramente esperava um clássico necromante velho, dedos esqueléticos, barba branca e uma voz irritante.

_Olá eu ...

_São vocês, do Children? - diz o jovem antes de Oasis acabasse de falar- entrem sou muito fã de vocês.

Adentramos na casa, foi fácil, mas ao mesmo tempo estranho, era uma bela mansão estilo vitoriano, gostei, porém o jeito que ele olhava para Delirium me incomodava, já tinha visto olharem para ela com desejo, mas nesse jovem tinha algo de estranho.

_Meus avós vão chegar logo, por favor esperem aqui, junto a lareira enquanto busco roupas secas.

Obedecemos enquanto eu olhava a casa, minha habilidade natural de ver os mortos me confundia, mesmo com aquela horda do lado de fora, aqui dentro parecia tranquilo.

_O olho do furacão - Oasis me diz como se respondesse minhas duvidas.

Sorria para ela e pelo meu olhar ela sabia que eu estava preocupado. E com razão, esse lugar era bonito, mas algo estava errado. O relógio mostrava uma hora que não batia com a realidade.

O jovem volta com duas toalhas e chá, dizendo que queria nos manter aquecidos. Conversando com ele pergunto sobre a casa, enquanto Delirium tomava o chá

_Lindo o lugar, poderiamos gravar um clipe aqui se fosse permitido por vocês é claro. Alias vocês moram aqui a muito tempo?

O jovem olha pra mim e sorri com um ar diabólico:

_Não muito, desde que matamos os magos que aqui habitavam...

Nesse momento Delirium sente uma falta de ar e desmaia enquanto eu tomo uma pancada na cabeça e antes de desmaiar escuto:

_Se tivesse bebido o chá iria evitar a dor de cabeça...
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Re: Mortuus – Um favor para os mortos

Mensagem por Mortuus em Qui Out 12, 2017 11:21 pm

Acordo e estou preso eu um quarto, a falha por não termos usado nossos poderes com intuito de esconder a origem foi um erro e meus braços acorrentados e um barulho forte na janela, espectros disformes e voadores se jogavam na mesma tentando quebrar, mas batiam em uma espécie de escudo. Mas, minha primeira reação foi procurar Delirium, ela não poderia estar morta, eu saberia.

_Então o cantor acordou - dizia a voz do jovem.

Ao seu redor estavam alguns velhos, encapuzados e como monges em hábitos negros, alguns eu conseguia ver os olhos insanos.

_Onde ela está? - esbravejo tentando atingir o nosso anfitrião traidor, enquanto fico medindo a força das correntes.

Tudo o que escuto são risos, as correntes me seguram como esperado, mantendo o foco estou preso em uma espécie de circulo com runas e velas. Um ritual...

_Não adianta tentar escapar Eden Mortuus, filho da Morte, esse ritual foi capaz de prender seu tio Sandman e não vamos deixar você ir até que ela nos torne imortais.

Era uma armadilha e eles sabiam quem eu era isso era preocupante, olhava para as runas, seria o mesmo grupo? Não, meu tio os deixou totalmente incapacitados.

_Ah e não se preocupe Oasis será um belo sacrifício a nossa causa, claro que depois que nos aproveitarmos dela - ele diz enquanto saia dando sua gargalhada.

Mantive a calma e sorria.

_Sério que vocês conseguiram me prender, todos metidos a necromantes, mas estão mais parecendo crianças assustadas do que eu imaginava me divirto com a inocência de vocês. Para mim o tempo é um sopro, mas para vocês... será que viveriam o bastante? - eu sabia que os humanos tinham medo da morte e a todo momento tentavam enganá-la.
Eu apenas esperei, meu coração estava acelerado a preocupação com Oasis parecia me irritar e não deixava pensar direito, não entendia muito bem o que acontecia, mas eu tinha que me acalmar e sair. Olhei para o circulo, as ruas estavam frescas, mas eu não poderia toca-las, tentei ativar meus poderes, eles funcionavam, mas ativavam o circulo e uma dor imensa me atingia. O que fazer? Sentei e meditei quem tinha idéias boas para isso era Stella ou mesmo Morpheus, no entanto escutei o grito de Oasis e isso me deixou um pouco descontrolado, tinha que sair e sairia, usando meus poderes para envelhecer os objetos comecei a concentrar, ia envelhecer as tábuas sob as runas, criar uma rachadura, mesmo que me derrubasse. A dor era imensa, como se minha pele estivesse sendo arrancada de meu corpo, sentia meus ossos tricarem e minhas veias se inflamarem a ponto de explodir, mas eu sabia que Oasis dependia de mim, e eu tinha além de tudo prometido a minha mãe, as dores passariam, mas minha determinação nesse momento não. Com o tempo o chão trincou e a dor foi cessando, tive sorte de poder usar meus poderes e me regenerar, demorou um pouco, mas consegui me recuperar. As correntes agora eram lixo e foram facilmente desfeitas, aumento minha força. Aproximo-me da porta e ouço dois guardas conversando:
_Ele deve ter desmaiado, louco aquela armadilha foi feita pra prender forte e se ele tentasse escapar seria a morte.
_O líder sabe mesmo fazer isso.

Não dou tempo em minha forma espectral atravesso a parede e usando carne putrefata atravesso o peito de um e aproveitando o susto que o outro levou faço o mesmo, mas mirando sua garganta. O grito foi impedido e dois estavam mortos. Coloco os dois no quarto que estava e saio a procura de Oasis.
Ia pelas sombras, evitando armadilhas possíveis, mas ninguém esperava minha fuga, usando meus sentidos consigo localizar a energia de Delirio, sigo rapidamente para lá, dois guardas estavam perante uma porta de ferro, sentia a energia dela lá dentro e sorrateiramente atravessando a parede entro na cela.
A visão me causa pavor, ela estava toda ferida, seu rosto cheio de cicatrizes, ossos das pernas quebrados, queimaduras. Isso me paralisou, lembrava de sua alegria, de seu sorriso, do jeito peculiar que ela via as coisas, mesmo não entendendo o mundo e seus sentimentos ela era talvez a mais humana de nós, a mais pura. E eu não poderia perde-la, não imaginaria minha existência sem ela. Então corri até ela, porém por um instinto defensivo vejo que ela estava presa em um circulo mágico assim como eu, desfaço destruindo as velas e a abraço:
_Eu sabia que você vinha – ela disse antes de desfalecer
Morte, eu era o herdeiro da morte, mas também o herdeiro da vida, algo que poucos entendiam e mesmo que isso me custasse uma penitencia jamais a deixaria ir, concentrava minha força agora em vida para curar seus ferimentos, em alguns minutos ela fisicamente estava perfeita novamente, mas ainda desacordada, o choque foi grande e de ímpeto eu a beijo.
Como em um conto de fadas ela abre os olhos, ainda fraca, mas feliz. Fui correspondido no beijo e nesse momento em que eu quase a perdi descobri o quão importante ela era pra mim, o quanto eu a amava.
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Re: Mortuus – Um favor para os mortos

Mensagem por Mortuus em Sex Out 20, 2017 2:59 am

Mesmo não estando em seu melhor momento ela era ainda era como os mortais dizem divina.

_Como você está? - pergunto

_Agora bem, acho que temos que conversar não é? - ela diz sorrindo.

_Sim, temos, vamos sair daqui.

Nesse momento eles haviam ferido minha mãe, aliados dela e minha Oasis, não precisava mais me esconder atrás de um cantor, então paro de esconder minha aura. Volto a forma espectral enquanto ela se recompõe.

_Eles podem morrer? - ela pergunta olhando para os lados como se visse algo que apenas ela enxergava.

_Já matei dois, não fui  punido então...

Bato na porta por dentro, conseguia através de meu poder atingir o mundo fisico e me escondo. A porta se abre:

_Vamos delicia, hora do sacrifício, pena que não podemos brincar antes, você iria amar... o que?

Uma indagação surge quando a porta se fecha e os dois se veem entre nós dois, minha aura natural era fria para os humanos, causava desconforto e medo, enquanto eu atacava um drenando sua energia, Delirium majestosamente cantava e deixava o seu adversário fascinado. Já conhecia esse truque e mesmo nós tínhamos medo disso, os olhos demonstravam desejo, fascinação e encanto, mas apenas uma breve ilusão antes da morte, afinal mais um coração para minha coleção.

Delirium vestiu as roupas deles, as dela estavam sujas de sangue e rasgadas. Aproximamos então de onde seria o sacrifício, lá vários asseclas estavam reunidos, um circulo perfeito.

_Como estão as defesas deles? - pergunto a Oasis
_São confiantes, nenhuma proteção aqui, não acreditam em nossa fuga.

Isso me confortou, meus olhos ficaram negros, um vazio tão profundo que parecia ser contra a existência então quatro espectros apareceram.

_Mestre. - diziam uníssonos.

_Quero que cada um possua um corpo e comece uma briga, mas não atinjam seu antigo líder, tenho planos para ele.

Ela olha para mim com pesar, queria participar da destruição, mas o caos era meu. Em pouco tempo começou a briga, por sorte a minha cada um deles tinha um punhal e se esfaquearam até a morte, não conseguiram matar os possuídos, mortos não podem morrer, pelo menos não dessa forma.

Agora sobrava apenas o líder que olhava assustado para o resultado final, apenas quatro estavam em pé e mesmo assim ensanguentados.

"O death
Won't you spare me over another year?
But what is this I can't see
Witch ice cold hands taking hold of me?
When God is gone and the Devil takes hold
Who'll have mercy on your soul?"

Começo a cantar chamando atenção dele para mim, enquanto levanto os outros espectros e os coloco novamente em seus corpos destruídos. A aura liberada de morte o fez assustar

_Minha doce Oasis, ele é todo seu...

Então ela começa com a voz mais pura e doce, ao mesmo tempo angelical e demoníaca.

"Enclosed in a shrine
Locked away inside my mind
I walk in the darkness and neon lights
Delirium will take me away..


Os olhos do líder demonstravam pânico, sua boca espumava como um cão raivoso enquanto ela tinha sua performance, ele queria gritar, mas não conseguia, queria correr, mas não tinha forças, tentava tampar inutilmente os ouvidos enquanto se contorcia em um temor não conhecido antes pelos mortais, ela estava destruindo sua mente.

Em minutos ele estava na sarjeta, o que ele havia feito com o corpo dela, ela havia feito com sua mente, mas esse eu fiz questão de deixar vivo. Destrui o altar que usavam para conjuração, abraçado com Oasis subi, seguido por meus "espectros" carregando o louco, agora sem força de vontade alguma e me deparo na sala com minha doce e amada mãe.

_Eu sabia que vocês conseguiriam, muito obrigada me evitou uma grande dor de cabeça, mas e ele?

Vi os antigos donos da casa chegando, com a ausência do poder desse grupo, eles poderiam chegar e até mesmo os espectros do lado de fora pararam de tentar invadir.

_Esses espectros estavam tentando me ajudar - dizia minha mãe- mas não poderiam entrar na casa ela é protegida, porém você deu um jeito não é?

_Esses nasceram aqui dentro, então foi fácil, mas quebrei o chão de um quarto, espero que me desculpem como pedido entrego esse corpo para vocês.

_Mas, com todo o respeito, esses caras aqui não eram tão fortes assim, como conseguiram derrotar seus seguidores?

_Traição, vieram até aqui se infiltraram e assim que ganharam a confiança envenenaram os outros...

Deixo o antigo líder a mercê dos espectros necromantes, eles devoram sua essência e rasgam sua carne com facilidade, estavam saciando sua vingança enquanto minha mãe abre um portal e encaminha os outros para seu reino.

_Filho - ela diz - antes de sair da casa tem algo para você na mesa do escritório. - Morte diz antes de ir

Por fim todos se vão e entes de sair, estava exausto, queria ver um pouco mais da casa, agora limpa poderíamos descansar, confirmo que somente nós dois estávamos nela.

_Então estamos juntos - ela me diz sorrindo.

Eu estava encabulado, não sabia o que dizer ao certo e acenei um sim com a cabeça.

_E estamos em uma casa linda sozinhos? -Oasis dizia com um sorriso malicioso e inocente ao mesmo tempo.

Não era preciso dizer muito e nos entregamos um ao outro ali mesmo na sala, quando demos conta era manha, tínhamos que ir para o hotel.
Lembro-me de ir até o escritório principal pegar o envelope, nele para minha surpresa estava a escritura da casa e uma nota de minha mãe:

"Esse é seu presente, cuide bem dessa casa, ela vai te surpreender."

Tinha que falar com meus primos, agora tínhamos uma casa, não que não tivéssemos uma mansão, mas essa realmente tinha algo de misterioso e era muito bonita, além de ser um presente de minha mãe, iríamos todos morar aqui. Saimos da casa e fomos caminhando aproveitando o nascer do sol, agora sem chuva o ceu se permitia ser belo. Porém ao passar por uma banca de jornais vimos a reportagem estampara em primeira capa.

"Para alegria dos fãs Eden Mortuus e Oasis Delirium finalmente assumem o romance"

Olhamos um para o outro assustados, como eles poderiam saber disso? Tinha pouco tempo e as unicas pessoas que poderiam saber estavam mortas, literalmente...Meu telefone toca era Stella, provavelmente preocupada com nosso sumiço, se bem que ela era a unica que jamais se preocupava, atendo ainda atonito com a manchete quando ela diz:

_Surpresa e parabéns, finalmente vocês se entenderam.

Então era ela quem havia informado, era isso o que ela preparou em segredo...
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Re: Mortuus – Um favor para os mortos

Mensagem por Admin em Ter Nov 07, 2017 10:58 pm

Avaliação: 


Como eu havia dito antes, gostei muito da dedicação e do coração que você colocou nessa história. Ela é muito agradável de se ler, e se tornou até profunda em certas partes. O casal tem química, gostaria que a história fosse um pouco maior por conta disso. Não gostei apenas de duas coisas: Da inocência dos personagens refletida na maneira despreparada com que foram apanhados e na inocência dos antagonistas em manter os filhos de dois perpétuos sob custódia com armadilhas tão simples. Também não achei bacana o final, muito simplificado e acelerado. O a luta e castigo do grande vilão (que nem nome teve) também careceu de drama. No mais, uma ótima história. 


Premiação: 


8 xps
8 pontos temporários de Sabedoria
Instrumento 1 - Mansão Dimensional 
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Re: Mortuus – Um favor para os mortos

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