Onikaze - A Lâmina Suprema

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Onikaze - A Lâmina Suprema

Mensagem por Admin em Sab Jul 15, 2017 12:35 pm

Onikaze – Lâmina Suprema
 
Ren costumava ter sonhos comuns... Uma vida em paz ao lado de Harley, o bairro oriental finalmente livre de qualquer ameaça, erguer o seu próprio dojô. Porém, eram sonhos breves, dois quais ele se esquecia de ter tido assim que acordava pela manhã. No entanto, aquela noite reservou a Ren um sonho que ele jamais iria esquecer, um sonho tão vívido que os lençóis de sua cama ficam úmidos devido ao suor.
 
Neste sonho, ele caminha novamente pelas ruas do Japão, lembrando sua infância. O frescor da primavera perfuma o ar, pétalas de cerejeira chovem na vertical, algumas aderindo aos seus cabelos. Era um belo cenário, que logo se torna assustador quando Ren nota o fantasma de uma mulher atrás das árvores, e assim que ele a percebe, exibe para Ren uma coleção de dentes pontiagudos.
 
No sonho, era fácil reconhecer aquela mulher, tratava-se do espírito inquieto de Kazeshini. Ren não precisava ter medo, então se aproxima dela com passos largos. Ela então segura a sua a sua mão, o toque frio dos mortos, e começa a conduzi-lo a léguas de distância, até os pés do Monte Fuji. E em silêncio, ela finalmente lhe conta o motivo de tê-lo levado até aquele lugar. 


“O homem que me forjou para os deuses reside agora no topo deste monte, mas ele está sendo feito prisioneiro, forçado a criar irmãs ordinárias para um exército de bandinos que pretende tomar a nação. Eu devo ser o único trabalho de meu feitor, sua obra prima e sua desgraça. É chegada a hora de provar que eu sou a lâmina suprema, e somente por suas mãos serei capaz disso.” 
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Re: Onikaze - A Lâmina Suprema

Mensagem por Onikaze em Seg Jul 17, 2017 3:48 pm

Uma noite de descanso era tudo o que eu precisava, o trabalho não era cansativo afinal quando ninguém olhava eu conseguia ser o sushiman mais rápido da cidade. O trabalho era bom, me dava motivos para relaxar e ver as pessoas satisfeitas era prazeroso. Voltar para casa e ver Harley era a visão perfeita. Isso me fazia esquecer demônios que habitavam o passado desde que eu sai do Japão.

Durmo nos braços de minha amada, ela aos poucos deixava aquela loucura conhecida e voltava a ser uma pessoa normal, bom pelo menos não queria matar e explodir tudo o tempo todo. Nessa noite porém meu sonho é quase uma volta ao passado, sinto o aroma das flores de cerejeira, os rios, como se eu fosse perfeitamente parte daquele cenário, mas as flores se tornam perenes e o tom róseo daquelas pétalas se torna rubro, o rio que antes refletia todas as flores agora era preenchido por um liquido viscoso que eu conhecia muito bem, era sangue.

O estranho era que meu coração estava quieto, em paz por assim dizer, ao longe atrás de uma árvore a presença de uma mulher monstruosa para os desavisados me espreitava, seus dentes fariam um tubarão branco tremer, mas para mim era apenas uma velha amiga.

_Kazeshini - digo fazendo uma reverencia e logo depois me aproximo dela.

Segurando sua mão gélida como a morte, como as vidas que ela ceifara em toda sua existência caminhamos em silêncio, já éramos íntimos o bastante para nos entendermos nesse mutismo. Chegamos aos pés do Monte Fuji e um calor se acendeu em meu corpo, tinha saudade de lá e meu treinamento com Kazeshini, começou a ter sentido.

_Foi aqui que te conheci - disse olhando para a montanha.

Ela então mostrava-se impassível, não me respondia nada, apenas olhava para um ponto ao longe na montanha. Pela primeira vez senti nela um ar de preocupação ou o mais próximo que poderia dizer disso.

“O homem que me forjou para os deuses reside agora no topo deste monte, mas ele está sendo feito prisioneiro, forçado a criar irmãs ordinárias para um exército de bandidos que pretende tomar a nação. Eu devo ser o único trabalho de meu feitor, sua obra prima e sua desgraça. É chegada a hora de provar que eu sou a lâmina suprema, e somente por suas mãos serei capaz disso.”

Apenas isso que ela me disse e o sentimento de medo se aproxima de mim, nós éramos temidos aqui nesse pais, eles que deveriam nos temer e não um novo exército, ela era sim a melhor lâmina que poderia eu ter, mesmo com algumas desavenças, afinal ela queria sempre matar sua sede e eu estava tentando me redimir, apesar de sempre voltar a ser o Demônio do Vento,  éramos parceiros.

Acordo assustado, apertando minha mão, Harley se preocupa em me ver com o corpo todo coberto de suor e em minha mão pétalas vermelhas de cerejeira, eu sabia que aquilo não foi um sonho, somente uma vez eu tinha entrado em contato assim com Kazeshini, quando a recebi e passei em seu desafio. Mas, agora era um pedido de ajuda e eu jamais deixaria de atender.

_Ren, o que aconteceu? Você está gelado, suando e essas flores? Você saiu novamente?

Ela mesma percebe que não tinha saído, mas algo de estranho estava acontecendo, ela sentia a tensão que meu corpo se encontrara.

_Harley - viro-me para ela sorrindo -  quer conhecer o meu passado, onde Onikaze nasceu? Mas, já adianto que nada vai ser normal e que meu passado é ruim, sou perseguido e odiado no meu pais. Alias, Onikaze é, Ren apenas mais um.

Ela nem responde, já salta fazendo as malas e colocando as armas nelas:

_Acho que Japão combinas com elas - ela diz mostrando as armas - morte aos Yakuzas.

Enquanto ela está arrumando as malas saio e vou até o Senhor Morimoto:

_Preciso me ausentar, tenho algo a cumprir no Japão, não posso entrar em detalhes, mas se eu não impedir o que está por vir o pais cairá.

Kenichi Morimoto era um homem sábio, havia aprendido muito com a vida e sabia o quando mentíamos para ele, creio que reconhecendo o temor em meus olhos entendeu a gravidade da situação.

_Quem vai voltar de lá? - Ele pergunta sério enquanto saio.

Sem me virar respondo firme:

_O herói que nosso povo precisa.

Volto a tempo de ver a enorme mala de Harley, mas suas roupas estavam ainda todas no armário, e as malas cheias de explosivos, armas e sua caixinha de musicas.

_Passaportes prontos senhor - ela diz batendo continência.

_Amada, não será uma viagem de prazer, tenho uma missão muito difícil lá, onde talvez tenha que ser o que mais cruel já fui, como eu era antes de te conhecer.

Sou então abraçado por ela, que sorri como Arlequina:

_Você fala e tudo que eu entendo é férias.

_Que bom que você não tem medo de fantasmas - digo sorrindo...

A expressão de Arlequina era de susto ao ouvir sobre fantasmas, mas antes dela mudar a expressão para uma gargalhada a pego no colo e estamos no Japão.

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Chegada à Terra do Sol Nascente.

Mensagem por Onikaze em Qua Ago 09, 2017 4:31 pm

Era noite quando chegamos sentia um arrepio percorrendo o meu lado, não era um frio normal eu tinha receio desse lugar, aqui poucas pessoas eram confiáveis e menos ainda poderiam me reconhecer. 

_Você está com medo de algo? - Pergunta Arlequina

_Não é medo, meu passado aqui não foi muito bom, muito sangue foi derramado...

_Deixa de ser bobo, eu também derramo sangue direto e nem por isso estou assim, vamos quero passear antes de ir atrás de fantasmas - ela diz fazendo pose querendo me assombrar.

Sabia que ela queria o meu melhor, era uma excelente psicóloga e as vezes me respondia sem precisar que eu perguntasse.

Passeamos um pouco pelas ruas, quando ouvimos um grito de uma jovem que estava sendo assaltada e não era preciso pensar muito que os rapazes que a roubavam pretendiam violenta-la.

Olhando para Harley a vejo pegar o taco de baseball e se caminhando em direção a ele, ia como uma criança arteira até que foi vista. Um dos homens tenta se aproximar, mas recebe um violento golpe entre as pernas, mas nem teve tempo de sentir dor, pois o que foi contra o queixo o nocauteou, eu tinha quase pena dos homens, o sorriso de Harley se misturava à gargalhada louca de Arlequina. Em pouco tempo acabou e ela se aproximou da jovem e passando a mão na cabeça dela diz em um japonês fluente.

_Cuidado, tem gente perigosa na rua... e sai voltando até mim.

Ouvia a sirene das viaturas chegando, alguem tinha chamado a policia, eu queria sair rápido dali, a garota estava em choque com a violência, ambas as violências e eu aproveitei para puxar Harley e sair.

_Atitude nobre, mas aqui justiceiros e vigilantes não são bem vistos, faça a ação e não espere pela policia - digo.

_Bati pouco, acho que estou aprendendo a me segurar - disse em meio à gargalhada de Arlequina...

Apenas sorria, tinhamos que procurar um meio de chegar até o cume da montanha e para isso passaríamos por Aokigahara. Ao pensar nessas palavras senti em minha mente Manji e Kazeshini juntos com receio, não por mim, mas por Arlequina.


"Manji- sama por favor cuide dela pelo caminho, sei que lá é perigoso, mas minha confiança em sua força é enorme"


Meu mestre sempre tinha um ar despreocupado, mas pela primeira vez desde que fui escolhido o vi sério, ele apenas acena com a cabeça e desaparece.


Pegamos um táxi até o inicio da floresta, Harley teve que usar de muita psicologia para convencer o motorista a nos levar, eu poderia ir correndo, mas queria ver como estava a cidade e deixar que ela conhecesse o lugar.


_Pode nos levar até a vila de Takaya, vamos passar a noite lá.


O nome da vila assustou ainda mais o motorista:


_Lá é uma cidade assombrada, o demônio do vento mora lá - ele diz tão assustado e tremendo tanto que quase bate o carro.


Harley aperta minha mão:


_Você acredita em demônios? Hum, tenho mais medo das pessoas...


O motorista responde:


_O demônio do vento é real, Onikaze matou centenas de pessoas em pouco tempo, toda a neve do monte Fuji ficou vermelha...


Eu me lembrava disso quando vieram vários da Yakuza me caçar, não sabiam quem eu era e os levei para longe, até que tudo ficou vermelho...


_Centenas - disse Harley me olhando de lado...


_Sim - responde o motorista - até mesmo a Yakuza não vai naquela vila, o governo presta toda assistência de forma não oficial.




O motorista para fato que eu quase estranho, sabia que ainda estávamos a quase dois quilometros da vila.


_Aqui é o maximo que chego.. daqui pra frente é territorio dele e ele mata quem não conhece, essa semana teve um que morreu...


Apressadamente ele pega o dinheiro e sai antes de me responder..




_Essa semana, isso está errado, estou a meses fora daqui.


_Centenas - ela repete - e você me escondendo o jogo que é um psicopata hein... te amo cada dia mais... diz ela rindo.


_Harley - digo sério - a historia não foi essa foi apenas a Yakuza que comandava essa região, eles para me acharem mataram mulheres, crianças idosos, então não aguentei.


Ela sorri de uma maneira mais normal agora, menos palhaça do crime e mais Harley, ela sabia de meus medos e fantasmas internos, havia me ajudado a superar bastante ao mesmo tempo que ela mesmo superava os dela.


_Desculpe- ela diz seria e me abraçando - tinhamos que andar muito



_ Sem problemas, eu sei que te disse que meu passado era terrivel e isso é apenas parte dele...


_As pessoas tem mesmo medo de você né? O Motorista quase sujou as calças, alias a vila é longe?


_Dois quilometros seguindo essa estrada.

Mentalmente converso com Kazeshini...


"Alguem vai pagar por se passar por mim, será que é alguem usando uma espada irmã?"

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Re: Onikaze - A Lâmina Suprema

Mensagem por Onikaze em Sex Ago 18, 2017 4:55 am

Antes de obter a resposta escuto um som de flauta, não conseguia determinar a direção e Arlequina parecia tão feliz em andar pela estrada que não prestava atenção; Aquele som não era normal, sentia um arrepio em minhas costas, um frio na barriga quando ouço uma leve risada.  Em uma direção oposta vinha uma mulher com roupas de gueixa, sua pele refletida pela luz da lua era ainda mais pálida e o caminhar sereno, em suas mãos estava uma flauta, talvez fosse ela quem estivesse tocando, mas apesar de bonita o olhar emanava uma expressão que eu conhecia bem, era morte.

"Sinto naquela mulher uma arma maldita, ela possui uma cópia barata".

Harley estava indiferente caminhando como se não visse a mulher e ao olhar para ela, vi seus olhos estáticos, ela parecia estar sendo afetada por alguma coisa e somente poderia ser essa mulher. Coloco-me em postura de luta, estava concentrado, o sorriso da mulher era irritante e novamente ela se dispôs a tocar, Harley então sacou sua arma e apontou para a própria cabeça.

Enquanto dava o sorriso irritante, a mulher diz:

_Entregue sua espada ou com o próximo acorde ela morrerá...

Estava em uma postura de luta, na qual ainda não sacava a espada, tinha chance de apenas um ataque então respirei calmamente, cerrava os olhos enquanto os movimentos ao meu redor se tornavam cada vez mais lentos, conseguia sentir e ver cada movimento ao redor, até mesmo os insetos tinham o bater de asas mais lentos. A risada me incomodava e quando ela parou eu desembainhei a espada em um rápido movimento girando meu corpo enquanto passava pela mulher.

Passei com toda minha velocidade eu era mais rápido que a luz e consequentemente o som era lento, mas o impacto causado... esse fazia diferença. Não era preciso mais, o olhar de morte foi sumindo até gerar um vazio e a cabeça rolando veio pelo impacto parar aos meus pés. Enquanto isso Harley acorda de seu estado hipnótico e se assusta com a arma apontada.

_Credo, Ren o que aconteceu? Quando ela morreu? - ela diz espantada com a mulher decapitada.

_Começou Harley, essa foi a primeira adversária, achei que poderíamos descansar na vila, mas...

_Que vestido lindo, posso ficar com ele? - ela diz me interrompendo

Apenas sorrio, pego a flauta e a destruo com Kazeshini...

"Bom tem um gosto diferente das outras quero mais." Ouço em minha mente.

Estranho o fato dela saber do gosto das armas, afinal já destruímos várias e só agora ela me diz isso, meus pensamentos são interrompidos por uma sensação de estar sendo vigiado, aqui era perigoso, tínhamos que seguir. Harley desfilava com o quimono como se fosse uma dama,  não se preocupava com nada até que deu um tiro que passou rente a minha cabeça, antes de poder falar ouço um barulho e usando meus reflexos vejo que a bala havia acertado uma flecha que vinha em nossa direção.

_Treinei atirando em morcegos - ela diz enquanto gargalha.

Nesse momento ela salvara minha vida, mas mais flechas vinham agora em nossa direção, ou melhor na minha, mesmo ela tendo feito esse milagre, eu era o alvo, eu e Kazeshini. Então corro lateralmente em um ritmo menor que o meu máximo, procurava enquanto desviava das flechas achar o atirador, em pouco tempo consigo achar, mas não somente eu, Harley começa a atirar loucamente em direção a ele, obrigando-o a se retirar, mas ela tinha uma mira excelente e percebi quando ele fora atingido. Não iria longe, com dois Ryu kan sen arashi o atinjo e volto para o lado de minha amada. Silêncio, não havia mais flechas em minha direção em passos rápidos vou até o local e o corpo do adversário estava lá, era um adolescente de óculos e todo trajado de branco... o arco prateado estava no chão e senti Kazeshini desejar por aquela arma então deixei ela saciar sua sede... dessa vez percebi que ela estava devorando os espíritos das armas gêmeas, criadas pelo mesmo ferreiro.

Não havia nada de interessante naquele corpo, então o deixei debaixo de uma árvore.

_Obrigado Harley, te devo uma.

_Vou anotar, jantar naquele restaurante luxuoso em Gothan no dia dos namorados.

Estávamos bem e essa dupla e vida de romance e morte estava dando certo, isso era interessante. Faltava pouco para chegar até a vila, mas uma estranha névoa a envolvia, as casas estavam todas trancadas e nenhuma alma viva estava na rua, nem mesmo os postes estavam acessos, apenas a enorme lua cheia clareando o lugar, mas a nevoa dificultava quaisquer identificação de pessoas, o ambiente estava pesado, o ar estava diferente, aquela havia se tornado uma cidade fantasma, porém dois vultos vinham na direção de Arlequina e eu. Um era uma mulher munida com uma lança e do lado um homem portando duas espadas. Pelo menos era o que parecia.

"Essa espada é poderosa, a lança nem tanto ela é tão fraca quanto as outras, mas mesmo assim a quero"

Ao se aproximarem mais ele brada a espadas e a pressão do ar dissipa parte do nevoeiro, assim poderiamos ver melhor a situação, a mulher tinha um talismã cobrindo o rosto.

_Droga um Kyonshii - digo em tom reservado - ele vai dar trabalho.

Arlequina atira então em sua cabeça, a criatura cai, mas em poucos segundos se levanta e se coloca em posição de luta.

_Deixa essa coisa comigo - ela diz - resolva com o cara das espadas,

Ela era mais rápida que o Kyonshii, o que me deixava menos tenso.

_Sim, acredito e confio em você.

Eu tinha que confiar nela, ela precisava disso, resgatar seu auto controle e sua força de vontade que aquele idiota destruiu.

Posiciono-me frente ao homem das espadas, enquanto Arlequina se diverte, ele então diz para mim:

_Eu sou Amagai o grande guerreiro que conseguiu transformar o temido Onikaze em um Kyonshii sob meu comando.

Aquilo me deu uma certa vontade de rir, mas mantinha minha compostura, enquanto corria em direção a ele e o atacava com minha espada. Para minha surpresa ele defendeu, ou melhor sua espada estava fundida com seu braço e tinha uma espécie de concha protegendo suas costas. Ouvia os tiros e risadas de Arlequina, ela estava bem, mas ainda bem que eu peguei esse adversário.

O mesmo vem em minha direção atacando com as duas armas me forçando a defender, na verdade eu queria testar sua força, mas por pouco não caio. Ele era forte e gerava uma pressão grande sempre que ele batia, cada golpe que eu sofria era levado um pouco para trás.

Porém uma coisa me passou a vista, ele parecia estar cansando, na verdade sugado, a cada golpe a concha atrás dele presa junto com a espada emanava uma chama como se impulsionasse o golpe e isso  desgastava. Eu apenas tinha que segurar mais um pouco. Ele vinha batendo com a outra que apenas esbarrou em mim e eu senti sangue chegando na boca, ele sorria e as chamas aumentavam e dessa vez ele não cansou.

"Então uma espada usa energia vital para atacar enquanto a outra suga energia vital para repor, interessante e perigoso."

Escuto Arlequina cair, ela estava ferida, mas rindo... aos pés do Kyonshii, que também estava destruído devido aos tiros,  estava um ursinho de pelúcia.

_Sabe ela é forte, mas será que sabe aterrissar?

Uma explosão ocorre, jogando o zumbi para o alto e para os lados, alias todos os lados o Kyonshii estava em pedaços e eu sabia que ele não voltaria, então após missão concluída ela cai. Em um impulso corro até ela e a seguro nos braços, uma distração fatal, a espada sugadora atravessa meu peito. Kazeshini grita e eu vejo a lança cravada perto, graças a minha recuperação eu retardava o efeito do dreno, mas mesmo assim era algo terrivel. Destruo a lança e ouço kazeshini dizer:

"Confie na espada suprema"

Ela conseguia destruir e absorver as espadas então com mais força de vontade do que força ataco a espada "presa" em meu peito, uma duas, três, quatro vezes até ela quebrar e eu conseguir me livrar. Arrasto-me para o lado protegendo Arlequina enquanto meu corpo se recupera, esse tal de Amagai grita:

_Miserável, vai pagar por isso, quem é você e que arma é essa?

A cura é mais rápida do que eu pensava e em pouco tempo era minha vez de atacar, batia contra a concha na esperança de destrui-la e nada, ela era realmente dura.

Senti vindo de minha mão uma força muito grande e em minha mente a voz conhecida:

"Sim, estou finalmente completa"

Meu sangue escorria um pouco na minha arma, ela e eu estávamos em uma sintonia de violência e caos quando essa energia veio, com força em grito:

_Ceife Kazeshini!

_Kazeshini - diz Amagai assustado - então você é...

Ao meu redor o vento aumenta criando um vórtice, eu estava no meio do furacão e quando a pressão diminuiu, minha espada havia se transformado em duas foices unidas por uma corrente.

_Eu sou o demônio do vento, eu sou Onikaze e essa é a arma suprema Kazeshini!

A energia era incrivel e mesmo eu nunca tendo usado esse tipo de arma, não tive dificuldades, girando uma enquanto mantinha a outra para trás ataco e dessa vez ela consegue penetrar na concha, varios cortes são feitos e Amagai começa a sentir o efeito da maldição de Kazeshini. Então em um estado de loucura ele começa a doar sua propria energia vital para alimentar a sua espada restante, pórem ele não tinha muito o que fazer e a doação é tão desequilibrada que as chamas começar a queimar o proprio guerreiro, que mesmo com o corpo em chamas e gritando vem correndo tentando me levar junto.

_Pobre alma, kazeshini é todo seu - digo enquanto arremesso uma das foices.

A foice passa reto por ele, eu chego mesmo a achar que errei, mas em poucos passos vejo o resultado, ela havia partido Amagai em dois e os restos são consumidos pelas chamas, Amagai está morto, e kazeshini volta ao normal.

Então começo a ver que haviam pessoas na vila fantasma, ela apenas estava destruída e mal cuidada. Tetsuzan um velho conhecido vem me receber.

_Ren a quanto tempo... achei que nunca mais viria.

Enquanto ele dizia isso, algumas mulheres resgataram Arlequina e a levaram para cuidados, essa era novamente minha vila. Caminhava com Tetsuzan, que me conduzia até minha antiga casa, no caminho ele me falou sobre como Amagai enganou o povo e usando do tratamento vip que eu consegui para a vila, sequestrou um grande ferreiro e começou a produção de armas místicas, atacava qualquer forasteiro que se aproximava, fato que o levou a me atacar com seu pequeno grupo. Ele me levava para um pequeno templo no meio da cidade, abaixo dele sabia de histórias sobre um templo escondido abaixo dele. Sou guiado até esse segundo templo.

_Foi aqui que Amagai aprisionou Himenin -

Aproximo-me e com facilidade quebro a corrente que prendia a porta, lá dentro uma garota que não parecia ter mais de 14 anos estava sendo mantida refém, fico confuso, mas a voz de kazeshini é ouvida por todos:

_Mãe...

Essa era a primeira vez que vi minha amiga com a voz calma. Descubro que Himenin era uma princesa que por ter contato com espíritos, onis e outras criaturas foi amaldiçoada a viver eternamente.

_Minha kazeshini, minha obra prima agora está completa, quando soube que vinha fiz aquelas armas com resquícios de almas para que você pudesse liberar todo o seu poder, agora minha missão está completa. Onikaze cuide bem dela.

Tetsuzan a leva no colo, devido a prisão a princesa estava ferida e cansada, precisava descansar, no dia seguinte eu iriamos reconstruir a vila.

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Re: Onikaze - A Lâmina Suprema

Mensagem por Admin em Sex Ago 18, 2017 2:35 pm

Avaliação: 


A história começa boa e vai ficando melhor em seu desenrolar. O enredo me fez lembrar os estilos de histórias dos mangás. Sua descrição dos sentimentos de Ren e Arlequina também são ótimas. Houve um pequeno furo na parte em que eles vão para o Japão que deixa dúvidas do tipo "Como eles vão? Como Arlequina consegue entrar no país com tantas armas?" Uma descrição mesmo que simples disso seria necessária. Gostei de como você colocou o Ren como uma lenda urbana do lugar sem forçar muito. As lutas ficaram ótimas também, e por incrível que pareça, eu gostei mais da parte da gueixa, mesmo sendo coisa de segundos. A luta final deixou a desejar pelo fato dramaticidade para entender que aquela era a luta final. Eu não sabia que Amagai era o chefão final até a parte em que isso foi dito, para mim ele era só mais um e eu fui surpreendido pela história ter terminado ali. Eu também senti que você correu muito com o final. Achei ótimo você ter tomado a liberdade de tornar o criador da Kazeshini uma mulher, mas eu esperava mais explicações sobre ela e também um desfecho um pouco mais trabalhado, você só foi explicando, mas sem nenhuma dramatização. Resumindo, foi uma ótima história que no final foi se tornando boa. 


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Re: Onikaze - A Lâmina Suprema

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