Vampiro, A Máscara - O Chamado do Abismo

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Vampiro, A Máscara - O Chamado do Abismo

Mensagem por Admin em Ter Jun 20, 2017 11:17 pm

O Chamado do Abismo:




Cyttorak Stronghold:


A sede devastadora rasga a garganta do Brujah em seu despertar, era como ter cacos de vidro arranhando-lhe por dentro. Quando o cainita se levanta de seu sono, o frio e escuro armazém lhe dá as boas vindas para o mundo. Poeira, ratos em um canto a esquerda fogem ao sentir a presença do predador. Cyttorak não dormia sozinho, ao seu lado estavam suas queridas armas, e mais ao longe sua moto era uma negra silhueta escura, modorrando à espera de uma vida que só o seu mestre poderia lhe dar.

Era hora de caçar, mas um ringtone tocando heavy metal no celular interrompe seu raciocínio. Quando Cyttorak olha na tela, vê a cara idiota de um dos homens de sua pequena milícia, era como se ele soubesse a hora exata em que o mestre acordava.

- Senhor! Ah, graças a Deus está acordado! – Diz o homem na linha, com uma voz ofegante e sons de gritos ao fundo. – Por favor, por favor, venha depressa! O grupo está sendo atacado aqui na Lafitte, próximo a saída do... Aaaaaaah!

O soldado sai da linha, provavelmente arrastado por alguma coisa ao julgar seu grito cada vez mais distante. Uma sinfonia de outros gritos continua ao fundo na ligação, e em meio a isso, um urro bestial que Cyttorak não consegue definir, mas que deixa o vampiro alarmado. Seu território foi violado!



Cyttorak Stronghold:
Vitalidade: Normal.

Humanidade: 7
Força de Vontade:3
Pontos de Sangue: 3

Qualidades:Líder Nato (+2D em testes de Liderança), Brigão (-1 em dif para Intimidação), Valentão (Prestígio com o Xerife)

Defeitos: Aperto dos Amaldiçoados (Mordida dolorosa).


Nicole Evans:


A jovem Ventrue havia conseguido um feito inesperado: Tornou-se mais próxima do Príncipe do que a corte que ele mesmo transformou. Seu clã era mestre em política, assunto ao qual Micaele di Medici simplesmente desprezava. O ancião Toreador não tinha a menor paciência para picuinhas e discussões, era um vampiro que queria dedicar sua imortalidade apenas aos seus prazeres, e não se tornava o ser mais ranzinza quando era obrigado a dedicar qualquer minuto as burocracias da noite.

Por isso, ele elegeu Nicole a sua assistente direta, seu braço direito. Cabia a ela cuidar de todos os assuntos. Agendar reuniões, fiscalizar se o principado estava em ordem, atender as solicitações que os outros cainitas faziam ao príncipe... Era desgastante, mas do ponto de vista político, era um trabalho que alçava a influência de Nicole a patamares nunca imaginados.

Mas a proximidade com o príncipe nas últimas noites estava se mostrando perigosa. Alguma coisa que nem Nicole e nem a corte suspeitava vinha deixando o ancião inquieto e violento. Muitos tinham medo de se aproximar de Micaele, e quando a jovem Ventrue finalmente tomou coragem para perguntar o que afligia o Príncipe, ouviu de seus lábios selvagens que ele sentia o cheiro de uma trama no ar, a presença de um vampiro poderoso ameaçando o seu domínio. Seja o que for, ele havia dito, já estava na cidade.

Sentindo que a cisma Príncipe estava prestes a levá-lo à loucura, Nicole decidiu resolver a situação por dois motivos. O primeiro era que por ser a mais próxima de Micaele, ela poderia ser a primeira vítima de sua ira. A segunda é que satisfazer o príncipe aumentaria ainda mais a sua influência em Nova Orleans.

A Ventrue precisava de um ponto de partida para começar suas investigações, e nada melhor do que a sabedoria dos esgotos para lhe trazer informações preciosas sobre a cidade. Edymion, o nosferatu com que ela sempre podia contar (desde que mantivesse seu refúgio seguro dentro do principado) lhe contou sobre um estranho culto secreto que vinha ganhando cada vez mais seguidores. Ele ainda não sabia muito sobre as motivações deste culto, mas sabia que ele era liderado por um lunático que fedia a sangue de vampiro e que reuniões eram feitas em um casarão vitoriano no Garden District às três horas da manhã de sábado para domingo.

Nicole esperou o dia exato para atacar, e quando o faz, deu de cara com cenas macabras até mesmo para uma criatura de sua estirpe. Um suicídio coletivo havia sido feito naquele lugar, com os cadáveres dos cultistas espalhados por todos os cômodos. Homens e mulheres vestindo manto preto estava jogados pelo chão, com a boca expelindo uma espuma que deixou claro que haviam morrido por envenenamento.

Mas nem todos estavam mortos naquele lugar. Da cozinha, onde estava cercada por muitos corpos, Nicole ouvia risos desvairados e orações estranhas vindas do andar acima. Algum tipo de maluco proferia palavras em um idioma que carecia de atenção para ser reconhecido, berrando a plenos pulmões como se estivesse muito feliz e satisfeito. O que Nicole iria fazer?



Nicole Evans:
Vitalidade: Normal.

Humanidade: 7
Força de Vontade:5
Pontos de Sangue: 7

Qualidades:Líder Nato (+2D em testes de Liderança), Ingerir comida, Voz Encantadora (-2 em dif para testes com voz), Memória Eidética, Frequentadora do Elísio.  

Defeitos: Fetiche ao se alimentar (Só bebe através dos pulsos), Inimigo.


Helena Dragonheart:

Apesar de sua natureza monstruosa estar sempre ansiando por morte e sangue, Helena vivia uma vida regrada, a vida de uma verdadeira dama da sociedade. O clube do livro e as reuniões para o chá com as senhoras de Marigny Bywater eram um verdadeiro atentado à Máscara, mas que a cainita lidava muito bem, sem correr nenhum risco.

As senhoras atribuíam sua pele pálida demais a uma saúde frágil, sempre aconselhando boa alimentação e alguns remédios de nomes estranhos. O motivo de as reuniões serem sempre à noite era para elas apenas um truque para dar um charme a mais as ocasiões. O por que nunca viam Helena durante o dia? Ora, sua pele era simplesmente sensível demais e os médicos a aconselhavam a jamais tomar o sol que tornava o clima em Nova Orleans tão temperado.

Bem, suspeitas sempre aconteciam, mas aquelas mulheres ainda estavam muito longe da verdade e não tinham sequer imaginação para descobrir qualquer coisa. Helena sempre lidava muito bem com tudo isso, mas naquela noite, as suspeitas não recaíram sobre ela como de costume. Caíram na verdade sobre uma de suas colegas mais assíduas, Dolores Munroe.

Dolores já havia faltado a três reuniões seguidas, o que era muito estranho, pois ela era a maior entusiasta daquele círculo devido a sua vida de solteirona e a pouca habilidade em fazer amigos. O círculo era tudo que Dolores tinha, e era muito estranho que faltasse de maneira tão recorrente e sem qualquer tipo de aviso. Isso estava preocupando aquelas senhoras, pois algumas comentaram que Dolores nem mesmo atendia suas ligações ou a campainha quando elas foram a sua casa.

Bem, a reunião daquela noite chegou ao seu fim com sorrisos satisfeitos e cumprimentos ao lar tão confortável que Helena tinha para si. Aquelas mulheres tinham Helena como uma espécie de líder, e não se furtaram de fazer um pedido à cainita. “Vá até Dolores, fale com ela. Traga-a de volta se for preciso. Estamos ficando preocupadas.”

Helena ficaria malvista pelo grupo se negasse este pedido, já que a principal característica daquelas mulheres eram a gentileza que demonstravam umas com as outras. Por isso, Helena ordenou que John Claire preparasse sua limusine e que a levasse ao Historic District, a Gallier Street, onde Dolores morava. Não era muito tarde da noite. Ainda dentro do carro, Helena podia ver que as casas ao estilo bangalô tinham suas luzes acesas, assim como a casa de Dolores...



Helena Dragonheart:
Vitalidade: Normal.

Humanidade: 6
Força de Vontade:6
Pontos de Sangue: 7

Qualidades:Imunidade ao laço de sangue, Madrugadora, Voz Encantadora (-2 em dif para testes com voz), Diableire Oculta.  

Defeitos: Sombra animada, Anosmia (Não possui paladar e olfato).


Enzo Giovanni:

O cruel Giovanni era conhecido entre os mortais como um implacável mestres dos negócios, tudo porque seguia a estrita regra de não misturar sua profissão com nada. Nada se mistura aos negócios, e eles estão sempre em primeiro lugar, não importando qual seja o tamanho de sua fortuna.

Mas, querendo ou não, chegou o momento em que Enzo precisou misturar os negócios com os anseios de sua natureza vampírica. Acontece que os serviços bancários era a sua maior fonte de renda, e a concorrência recém-promoveu a diretor um espertinho que estava seduzindo todos os seus clientes, inclusive os mais antigos, que sempre lhe foram bastante fiéis. Com isso, o prestígio de sua agência estava despencando para o abismo, e tudo por culpa deste infeliz chamado Donovan Coyotte.

Este homem era um especialista no ramo, e se mostrava muito leal ao concorrente, negando todas as ofertas de emprego que Enzo lhe fez, mesmo quando a proposta dobrava o seu salário atual. Então só restava uma alternativa para que todos os seus clientes não acabassem seduzidos. Donovan tinha que sumir.

Por que não unir o útil ao agradável? O sangue de seus adversários nos negócios geralmente descia de forma mais doce pela garganta de Enzo, e esse tal Donovan era tão ingênuo que esperava Enzo em sua cobertura para uma pequena reunião particular que o pobre infeliz fez questão de aceitar apenas porque achava que essa seria a oportunidade perfeita para rir na cara de Enzo por derrotá-lo.

Donovan não perdia por esperar. A morte cruzou seus portões, subiu pelo elevador. A morte se chamava Enzo Giovanni. Ao longe no corredor estava a porta da suíte de sua futura vítima...



Enzo Giovanni:
Vitalidade: Normal.

Humanidade: 6
Força de Vontade:5
Pontos de Sangue: 3

Qualidades: Senhor de Prestígio.    

Defeitos: Aperto dos Amaldiçoados (Morida dolorosa).


Vixen Lestrange:

Nova Orleans era normalmente uma cidade agradável, lar de pessoas de bem e música boa. Um vampiro de espírito fraco se veria mergulhado em intenso remorso ao ter fazer vítimas entre essa gente agradável. Mas esse não era o caso de Vixen. Apesar de ter uma vida muito agradável no French Quarter, a Malkaviana matava sem a menor piedade.

Porém, aquela noite lhe trouxe uma surpresa agradável. A vampira já havia escolhido a sua vítima, uma dessas garotas rebeldes que tem questões com o pai e adora sair a noite para provar de alguma liberdade. Ela confiava tanto na cidade que cometeu o erro de sair sozinha, à noite, mas não foi apenas Vixen que sua inocência atraiu.

Enquanto a vampira espreitava sua futura presa, um homem surgiu de surpresa de um beco e agarrou aquela menina, tapando-lhe a boca e a arrastando para a escuridão. A garota gritava, mas sua voz saia abafada demais para que algum ouvido humano a escutasse. O que tendia a ser uma noite trágica para a cidade era na verdade uma noite de sorte para Vixen. Aquela era uma ótima oportunidade tanto para saciar a sua sede quanto o seu ódio por homens.



Vixen Lestrange:
Vitalidade: Normal.

Humanidade: 6
Força de Vontade:4
Pontos de Sangue: 9

Qualidades: Voz Encantadora (-2 em dif para testes com voz).    

Defeitos: Exclusão de Presa (Homens), Ressentimento do Senhor, Brisa Frígida, Imagem sem Reflexo.
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Re: Vampiro, A Máscara - O Chamado do Abismo

Mensagem por DragonHearth Ontem à(s) 1:58 pm

"Desde a infância eu tenho sido
Diferente d'outros – tenho visto
D'outro modo – minhas paixões
Tinham uma outra fonte e
Minhas mágoas outra origem -
No mesmo tom não despertava
O meu coração para a alegria -
O que amei – eu amei só.
Então – na infância – a aurora
Da vida atormentada – estava
Em cada nicho de bem e mal
O mistério que me prendia -
Da correnteza, da fonte -
Da escarpas rubras do monte -
Do sol que me rodeava
Em pleno outono dourado -
Do relâmpago nos céus
Quando sobre mim passava -
Do trovão, da tormenta -
E a nuvem tem a forma
(Quando o resto do céu é azul)
D'um demônio aos meus olhos"

_E assim terminamos nossa noite de leitura amigas - digo com um sorriso nos lábios demonstrando um pouco de emoção ao olhar para cada uma das minhas companheiras.

Estava tudo dando certo como planejado, as senhoras da sociedade se reuniam ao meu redor e as vezes confidenciavam fatos curiosos que me ajudavam a manter o controle da área que o  príncipe Micaele confiou a mim. Assim como ele eu não me interessava por política, mas iria guardar esse lugar como um santuário, aqui começaria o reinado da rainha da noite, não não tinha pretensão alguma em ocupar o lugar do príncipe lutaria por ele até se precisasse, afinal em nosso acordo de cavalheiros, ele me permite agir como quero nesse domínio, desde que não afete a comunidade vampírica nem as leis da Camarilla, o que ao meu ver era mais que justo e condizia com meus planos.

As senhoras ao final vinham me alertar sobre um fato que já havia notado, Dolores uma das primeiras a vir estava ausente a algumas sessões, sua falta de trato social era otima, pois da janela de sua casa ela via e me contava tudo, realmente ouvi os murmurios das damas da sociedade que me pediam como mentora do grupo para resgata-la.

Helena:


_Considero a todas como irmãs - digo novamente com um leve sorriso -  hoje mesma irei até a casa dela e descobrirei o que acontece com ela. Faço isso por todas nós, não irmãs de sangue, mas de alma.

Assim que me despeço de todas chamo John:
John Clare:


_Temos algo para resolver meu amigo.

Esse sim tratava com sinceridade ele era mais que um lacaio, era um amigo com quem eu podia conversar sobre tudo e seu gosto literário refinado contrastava com a aparência ruim, era uma alma boa em um mundo vil e cruel. Odiava a maneira que as mulheres se referiam a ele, apesar de ver que tinham algumas que admiravam sua força e cultura.

Ele então me levava até a casa de Dolores.

_ O que acha amigo? Devo me preocupar com essa humana? Ou apenas algo que eles sofrem, alguma doença? Mas, o que realmente importa, conseguiu informações sobre aquele "homen"?

Conversava com ele de igual para igual, ele sabia que eu era a mestra dele e eu sabia que ele era meu lacaio, mas nos tratávamos verdadeiramente como amigos e isso sei que causava inveja em alguns cainitas, mas desde que não se intrometessem conosco eu não ligaria.
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Re: Vampiro, A Máscara - O Chamado do Abismo

Mensagem por art015 Ontem à(s) 2:49 pm

Caminho com calma, paletó bem alinhado, mãos no bolso, sigo com tranquilidade assobiando twisted nerve, essa era mais uma simples reunião informal para solucionar problemas comuns, aquele tipo de problema que geralmente você encarrega alguém de resolver, mas nesse caso era algo mais pessoal, arriscado sim, mas necessário.



Lembrar alguém de algumas palavras, simples mas que todos devem lembrar, Repeito se ganha, Honestidade é apreciada, Confiança é adiquirida e Lealdade é retornada.



Mas ele como alguém cujo não possuo nenhuma responsabilidade ou dever, pode ser excluído de alguns desses direitos, a oportunidade bate apenas uma vez a sua porta, mas a tentação dorme a sua campainha, dei a oportunidade de negocios do sonhos de muitos, mas ele preferiu a tentação da soberba, de regojizar breves vitorias.



Seria um dever fácil, talvez, mesmo sendo 99% de certeza, o 1% de chance de falha deve ser lembrado em especial quando é algo inesperado, pareço preocupado? Pelo contrario, estou tranquilo, apenas tenho que desconfiar que isto está sendo fácil demais, o que seriam das raposas que roubam iscas se elas não lembrassem que a sombra sobre o pedaço de carne pode esmagar suas cabeças? Uma derrota é como um pedaço de comida aos olhos daquele rato, ele pode desviar das ratoeiras, mas não do veneno na comida.



Já fez alguém sofrer tanto, que a pessoa preferia o inferno a estar ao seu lado? Desejar o abraço dos condenados a sua presença? gritar a plenos pulmões implorar para ser morta? Mostrarei que a morte não é a pior coisa que pode acontecer com alguém.



Até já imagino o que nosso "amável" anfitrião tem a dizer, sinto o elevador parar, o abrir das portas me fazem parar de assobiar, hora de ir até nosso colega e levar um papo descontraído com ele.



Caminho com tranquilidade pelo corredor, até a porta, passos despreocupados, todos gostam de cantar vitorias sobre dragões, mas se calam e se curvam na presença de um.



Off: Bater na porta e cumprimentar nosso "anfitrião", vamos conversar.


Assobiem como psicopatas: 

https://youtu.be/FHcsjO-lVbw

art015

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